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segunda-feira, 1 de junho de 2020

O despotismo esclarecido: Origem e influência do iluminismo.



O despotismo esclarecido foi uma forma de governo inspirada em alguns princípios do Iluminismo europeu. O fenômeno ocorreu em certas monarquias da Europa continental, sobretudo a partir da segunda metade do XVIII.

Origem
A expressão “despotismo esclarecido” foi cunhada pelo historiador alemão Wilhelm Roscher, em 1847, portanto, não foi contemporânea a tal política.

O historiador, com este termo, queria explicar uma série de governos que adotaram vários princípios iluministas como o racionalismo, os ideais filantrópicos e o progresso. No entanto, estes mesmos governos não fizeram nenhuma concessão à limitação do poder real ou expandiram os direitos políticos para as demais camadas da população.Por isso, ele é também conhecido por "despotismo benévolo" ou "absolutismo esclarecido".

De forma geral, podemos considerá-lo como um regime onde se aprofunda a ruptura com a tradição típica do Antigo Regime, para uma forma de governar mais eficiente. Contudo, sem abandonar os fatores absolutistas das monarquias. De fato, as regiões mais afetadas por essa política foram a Rússia, França, Áustria, Prússia e a Península Ibérica.

Características:

Em primeiro lugar, é importante destacar que as monarquias absolutistas europeias estavam em crise em função das transformações causadas pelas ideias Iluministas e Liberais. Desse modo, os déspotas esclarecidos, implementaram as reformas necessárias para manter o poder, ao mesmo tempo em que reestruturavam seus governos para serem mais eficientes.

Entretanto, as ideias iluministas adotadas foram apenas aquelas que não prejudicariam a forma de governo absolutista de direito divino.

Apenas os saberes úteis na tomada de decisões político-administrativas foram empregados a fim de dinamizar a economia nacional. Foram deixados de lado os princípios democratizantes e liberais do iluminismo. Outro ponto interessante é a gama de conhecimentos que o monarca deveria dominar para implementar os princípios iluministas. Daí a presença de ministros (ou até mesmo filósofos) afinados ao pensamento filosófico e econômico iluminista nas cortes destes monarcas.

Ademais, é curioso o fato de este fenômeno ser mais comum onde a burguesia foi mais fraca. Isso tornava a economia menos desenvolvida e justificava as implementações iluministas. Sob aspectos filosóficos, é muito comum a legitimação do poder absoluto com base na teoria do contrato social de Thomas Hobbes. Essa teoria defendia o direito divino dos reis.

Por outro lado, podemos encontrar aspectos de liberdade religiosa, de expressão e de imprensa, bem como o respeito à propriedade privada. Com efeito, os monarcas melhoravam as condições de vida de seus súditos. Ao mesmo tempo, por meio de uma administração mais eficiente, incrementavam as receitas do Estado, e assim reforçavam a autoridade real.

Principais Déspotas Esclarecidos:



Na Prússia, o rei Frederico II (1740-1786) foi influenciado pelos ensinamentos de Voltaire (1694-1778).

Na Áustria, a imperatriz Maria Tereza (1717-1780) conseguiu taxar a nobreza e criar um exército nacional.

Na Espanha do rei Carlos III (1716-1788), esta política ganhou forma na ampliação da indústria têxtil.

Na Rússia, a imperatriz Catarina II (1762-1796) promoveu a liberdade religiosa, ao mesmo tempo em que acentuou o feudalismo.

Já em Portugal, o Marquês de Pombal (1699-1792), ministro do rei Dom José I (1750-1777), foi responsável pela expulsão dos jesuítas, pela reforma educacional e manufatureira portuguesa. Isso teve grandes reflexos na administração colonial.

Fonte:
Juliana Bezerra, Bacharelada e Licenciada em História, pela PUC-RJ. Especialista em Relações Internacionais, pelo Unilasalle-RJ. Mestre em História da América Latina e União Europeia pela Universidade de Alcalá, Espanha.

domingo, 29 de março de 2020

Gripe espanhola: a catastrófica epidemia que varreu o Brasil em 1918


Em 1918, o Brasil viveu o mesmo precedente de preocupação enfrentado com o novo coronavírus: a gripe espanhola. A mutação do vírus veio a bordo do navio Demerara, procedente da Europa, em setembro daquele ano, em que passageiros infectados desembarcaram no Recife, em Salvador e no Rio de Janeiro.



Em pouco tempo, o vírus se espalhou e o país inteiro estava submerso numa devastadora epidemia. Hospitais ficaram abarrotados, escolas suspenderam as aulas, os bondes trafegam quase vazios e o comércio baixou as portas, com exceção das farmácias, onde a população disputava remédios que prometiam curar as vítimas da doença.



Assim como o coronavúrus, a gripe espanhola se espalhou pelo mundo e foi causada por uma estirpe do vírus Influenza A do subtipo H1N1. A doença contaminou mais de 500 milhões de pessoas.

No Brasil, a pandemia chegou a matar mais de 35 mil pessoas, mas o número deve ter sido muito maior porque muitas pessoas morreram sem diagnóstico. A doença vitimou até o Presidente da República, Rodrigues Alves, em 1919.


segunda-feira, 23 de março de 2020

Ceará é a primeira Província em declarar Extinta a Escravidão (1884)





Há 136 anos o Ceará assumia o pioneirismo no Brasil e libertava seus escravos, mais precisamente em 25 de março de 1884, quatro anos antes da Princesa Isabel assinar a Lei Áurea. Em 25 de março de 1884, o presidente da província, Satiro de Oliveira Dias, declarou a libertação de todos os escravos do Ceará, tornando o estado o primeiro a abolir a escravidão no país.

Isso foi possível graças a Francisco José do Nascimento, também conhecido como Dragão do Mar ou Chico da Matilde. Homem de origem humilde, jangadeiro e abolicionista, teve participação ativa no Movimento Abolicionista no Ceará.

Francisco José era chefe dos jangadeiros e, em 1881, convenceu os colegas jangadeiros a se recusarem a transportar para os navios negreiros os escravos vendidos para o sul do Brasil.

A ação repercutiu no país e somada às ações dos outros abolicionistas do Ceará, que pertenciam à elite econômica e intelectual do estado, levou ao fim da escravidão no Ceará.
A ação iniciada pelo dragão do Mar foi tão importante que Angelo Agostini (desenhista ítalo-brasileiro) registrou o fato na capa da Revista Illustrada, com uma ilustração alegórica de Francisco Nascimento, com a seguinte legenda: “À testa dos jangadeiros cearenses, Nascimento impede o tráfico dos escravos da província do Ceará vendidos para o sul”.

Francisco José do Nascimento virou um símbolo da resistência popular cearense contra a escravidão, e foi homenageado pelo governo do Ceará, com seu nome dado ao Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, pelo que ele e seus colegas realizaram em nome da liberdade, em 1881, na Praia de Iracema. Francisco faleceu em Fortaleza em 05 de março de 1914.

Gripe espanhola: a maior pandemia da história



A gripe espanhola foi uma variação do vírus Influenza (comumente associado às gripes recorrentes e ao H1N1). A origem da mutação do vírus da gripe é desconhecida. Os casos tiveram início de 1917 e desde então ela se coloca como uma das doenças mais resistentes de todos os tempos. A letalidade da gripe variou entre 6% a 8% durante o surto. 

Inicialmente, a gripe Espanhola surgiu apenas na Europa e nos Estados Unidos, mas em poucos meses se espalhou pelo resto do mundo, afetando a Índia, o sudeste asiático, o Japão, a China, a América Central e inclusive o Brasil, onde matou mais de 10 mil pessoas no Rio de Janeiro e 2 mil em São Paulo. 

Com estimativa entre 17 e 100 milhões de mortos ao redor de todo o mundo, a Gripe Espanhola infectou 27% da população mundial e milhares de pessoas no Brasil. Precisa-se que mais de 35 mil pessoas tenham morrido no nosso país. Uma delas foi o presidente Rodrigues Alves, que faleceu antes de assumir a presidência pela segunda vez.

A gripe Espanhola foi causada por uma mutação aleatória no vírus da gripe, o H1N1, que foi facilmente transmitido de pessoa para pessoa por meio do contato, tosse e ar.

O vírus da gripe espanhola tinha a capacidade de afetar vários sistemas do organismo, ou seja, podia causar sintomas ao atingir os sistemas respiratório, nervoso, digestivo, renal ou circulatório.

A gripe espanhola não tinha cura, mas a doença desapareceu por volta do ano 1918, não tendo sido registados mais casos da doença desde essa época.

sábado, 21 de março de 2020

60 anos do massacre em Sharpeville, na África do Sul





Em 21 de março de 1960, mais de 20 mil sul africanos protestavam pacificamente e desarmados contra a Lei de Passe. A proposta era que ocorresse um ato pacífico, onde a população não portaria o documento, para que todos fossem presos, fato que causaria problemas às administrações locais, em virtude do número de pessoas postas atrás das grades. No entanto, um grupo de policiais decidiu abrir fogo contra os manifestantes, matando 69 e ferindo 186 em Sharpeville.Após o massacre, uma onda de protestos ganhou o país e teve grande repercussão na imprensa internacional. O apartheid, mas também os movimentos de luta foram intensificados.



Em 1966, a Organização das Nações Unidas (ONU) proclamou a data como Dia Internacional contra a Discriminação Racial, em memória às vítimas do massacre.

Vale lembrar que o Artigo 1º da Declaração da Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial da ONU diz o seguinte: ‘‘Discriminação racial significará toda distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada em raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica que tenha por objeto ou resultado anular ou restringir o reconhecimento, gozo ou exercício em um mesmo plano (em igualdade de condição) de direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou em qualquer outro campo da vida pública’’.

A data é feriado na África do Sul, Dia dos Direitos Humanos, momento de recordação e homenagem aos mortos e à luta contra o apartheid.

Fonte: Palmares



sexta-feira, 20 de março de 2020

“O Guarani” celebra 150 anos de sua estreia






A ópera “O Guarani”, criada por Carlos Gomes e baseada no livro homônimo de José de Alencar, foi o primeiro sucesso de uma obra musical brasileira no exterior. Carlos Gomes começou sua composição entre 1867 e 1868, mas ela só foi finalizada mais tarde e teve sua estréia no dia 19 de março de 1870, no Teatro Alla Scalla de Milão, na Itália.

quinta-feira, 5 de março de 2020

Islamofobia é tema de debate na Escola Estadual “Arruda Câmara”




Nos dias 4 e 5 de março, os estudantes do 2º Ano da E.E.E.F.M. “Arruda Câmara”, participaram de  um Ciclo de debates sobre o tema Islamofobia.

Islamofobia é o sentimento de ódio ou de repúdio em relação aos muçulmanos e ao islã.

Cada turma foi representada por uma equipe que expôs a temática através dos seus conceitos, contexto histórico, características e estudo de casos a nível nacional e internacional. Na oportunidade, foram abordados diversos casos de Islamofobia extraídos de jornais, revistas e telejornais e a partir destes, mostraram que a construção desse preconceito não é recente, como ele foi perpassado ao longo da história e como é encarado e até justificado nos dias atuais.

O debate também destacaram a importância do combate a intolerância religiosa e preconceito a qualquer segmento religioso.

Quero parabenizar todas as equipes das turmas do 2 ano pela excelência e maestria na exposição da temática abordada e também a todos que compartilharam suas pesquisas e opiniões que enriqueceram o nível do debate.

Parabéns!




















segunda-feira, 2 de março de 2020

Os estudantes aprendem “República velha” utilizando charges em sala de aula



No dia 02 de março, os estudantes do 9 ano da Escola Estadual “Arruda Câmara” se depararam com uma aula de história que teve como principal foco o estudo e análise de charges para debater e interagir sobre o tema “República velha”.



A charge é um recurso importante para o ensino/estudo da História, pois contribui para aguçar a capacidade de interpretação e espírito crítico do estudante, permitindo-lhe estabelecer relações entre fontes ou linguagens utilizadas no estudo de temas históricos carregadas de ironias e denunciando desmandos e mazelas dos poderosos. O aspecto cômico dos desenhos de humor estimula o público leitor a interagir com a arte, provocando novas ideias com intuito de enxergar a realidade sob outros aspectos.



Cada estudante recebeu um desenho ou charge com intuito de analisar e reconhecer a imagem como fonte histórica para a compreensão de temáticas referente ao período da “República Velha”, sendo assim, adquirindo noções básicas para a interpretação e produção de charges.

O resultado do recurso didático foi bastante positivo e enriquecedor, onde os estudantes colocaram seu ponto de vista sobre o assunto e conheceram um pouco mais sobre a diversidade de charges da época e sua importância ao retratar a história do Brasil.


















Obrigado a todos os estudantes do 9 ano pela atenção, compromisso e participação nas análises e debates através das charges sobre as principais características da “República Velha”.