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segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

70 anos da morte de Mahatma Gandhi







 No dia 30 de janeiro de 1948, o homem que recebeu o nome de Mahatma, que significa “Grande Alma”, foi assassinado por um extremista hindu. Gandhi estava de passagem por Nova Déli, quando foi cercado por um grupo de seguidores enquanto rezava. Da multidão, saíram três tiros que acabaram com a vida do líder. O assassino era Nathuram Godse, um hindu radical que acusava Gandhi de enfraquecer o governo indiano, e que os seus ideais eram parte de uma conspiração que permitiria que os hindus fossem massacrados pelos muçulmanos.



Apesar da luta de toda uma vida contra a violência, e de suas últimas palavras fossem de não retaliação contra seu algoz, Godse foi julgado e condenado ao enforcamento.
Mohandas Karamchand Gandhi, nome de nascença do líder Mahatma Gandhi, nasceu em 1869, em Porbandar, na Índia. É, sem sombra de dúvidas, um dos mais respeitados dirigentes espirituais e políticos do século XX. Por meio da resistência pacífica, contribuiu para a libertação do povo indiano do governo colonial inglês, e é honrado como pai da nação indiana.



Desenvolveu um método de ação social direta, baseado nos princípios da coragem, da não violência e da verdade, o qual chamou de satyagraha. Considerava que a conduta das pessoas valia mais do que as suas conquistas, e a satyagraha promovia a não violência e a desobediência civil com métodos mais adequados para alcançar objetivos políticos e sociais.

Logo, se converteu em líder do movimento nacionalista indiano. Utilizando dos postulados da satyagraha, Gandhi promoveu e dirigiu a campanha pela independência da Índia, e graças a esses feitos, foi preso diversas vezes. Ele acreditava que era honroso ir para a prisão por uma causa justa. Passou sete anos na cadeia devido às suas atividades políticas e mais de uma vez recorreu à greve de fome para conscientizar as pessoas sobre a necessidade de renunciar à violência.


Fonte: Estudo Prático

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

DNA identifica doença que dizimou os Astecas



Exames encontraram a bactéria salmonela nos corpos de indígenas mortos


 Foto: DW / Deutsche Welle


Quando Hernán Cortés chegou ao México, em 1519, existiam entre 15 milhões e 30 milhões de indígenas na região mesoameicana. No fim daquele século restavam menos de dois milhões. As guerras provocaram muitas mortes, mas foram epidemias trazidas pelos invasores que dizimaram a população. Em 1545, o povo da nação Asteca começou a adoecer com febres altas, dores de cabeça e sangramento nos olhos, boca e nariz. A morte vinha em três ou quatro dias. A epidemia ficou conhecida entre os nativos como “cocoliztli”, mas somente agora, quase meio século depois, o culpado foi conhecido: a salmonela.

Relatos históricos indicam que a “cocoliztli” — “pestilência”, na língua asteca — matou cerca de 15 milhões de astecas, cerca de 80% da população total. Por anos, cientistas tentaram identificar a doença causadora da epidemia, a segunda maior da história da Humanidade, atrás apenas da peste negra, que matou 25 milhões de pessoas apenas na Europa Ocidental no século XIV.

— A “cocoliztli” de 1545-50 foi uma das muitas epidemias que afetaram o México após a chegada dos europeus, mas foi especificamente a segunda de três epidemias a mais devastadora — explicou Ashild Vagene, da Universidade de Tuebingen, na Alemanha, à AFP. — A causa dessa epidemia tem sido debatida por mais de um século por historiadores e agora nós temos como fornecer evidência direta pelo uso do DNA para resolver esta antiga questão.

Os colonizadores europeus trouxeram para a América novas doenças, como varíola, sarampo, tifo e caxumba. Sem defesas, os organismos dos indígenas sucumbiam rapidamente. Duas décadas antes da “cocoliztli” de 1545, uma epidemia de sarampo matou entre 5 milhões e 8 milhões de indígenas, logo após o desembarque dos europeus. Uma segunda epidemia, entre 1576 e 1578, matou metade da população restante, estimada em apenas 4 milhões.

“Nas cidades e grandes vilas, valas foram escavadas. E da manhã ao pôr-do-Sol, os sacerdotes nada fazem além de carregar cadáveres e jogá-los nas valas”, escreveu o cronista Frei Juan de Torquemada.

Até mesmo na época, médicos apontavam que os sintomas não se encaixavam com os das doenças mais conhecidas, como sarampo e malária. Para responder a essa questão centenária, arqueólogos analisaram 29 corpos enterrados no sítio de Yucundaa-Teposcolula, em Oaxaca, no México. Datações por carbono indicam que os indígenas morreram na época da epidemia, e em seus dentes guardaram provas do patógeno culpado. Exames de DNA indicaram a presença da bactéria Salmonella enterica, Paratyphi C.

— Nós testamos para todas as bactérias patógenas e vírus com dados genéticos disponíveis — disse Alexander Herbig, também da Tuebingen, coautor da pesquisa publicada na revista “ Nature Ecology and Evolution”. — E a Salmonella enterica foi o único germe detectado.

Este subtipo da salmonela provoca febres entéricas, dentre as quais a febre tifoide é a mais conhecida. Hoje, esta variedade da salmonela é muito rara, e os poucos casos de infecção são registrados na Ásia e na África, não nas Américas.

Agora, resta saber se a salmonela foi trazida para o Novo Mundo pelos conquistadores espanhois, como outras doenças. A tese dos pesquisadores é que a bactéria tenha viajado com animais domésticos trazidos pelos europeus e se espalhado entre os indígenas por meio de água e alimentos contaminados.

— Com os dados que temos não podemos saber geneticamente se a salmonela veio da Europa ou já existia no México antes da chegada dos europeus — pontuou Ashild, ao “El País”. — O que sabemos é que esta bactéria já existia na Europa muito tempo antes da epidemia de “cocoliztli”.

Fonte: O Globo

Inscrições do ProUni 2018 começam em 6 de fevereiro




O MEC divulgou nesta segunda-feira (15) que as inscrições da primeira edição do Programa Universidade para Todos (ProUni) 2018 abrem dia 6 de fevereiro e vão até às 23h59 do dia 9. A candidatura deverá ser feita via internet no site  http://siteprouni.mec.gov.br/

O resultado da primeira chamada do ProUni está previsto para 14 de fevereiro. A segunda chamada sai em 2 de março. Para participar da lista de espera, o candidato que não foi pré-selecionado deverá manifestar seu interesse por meio da página do programa entre os dias 16 e 19 de março.

Poderá se inscrever o estudante que não tenha diploma de curso superior e tenha feito as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2017, com nota acima de zero na redação.

O candidato ainda precisa atender a pelo menos uma das seguintes condições: ter cursado o ensino médio completo em escola da rede pública ou em instituição privada como bolsista integral; ser pessoa com deficiência; ser professor da rede pública de ensino.

Duas modalidades de bolsas são oferecidas pelo ProUni: integral (100%) e parcial (50%). A primeira se destina aos candidatos cuja renda familiar bruta mensal per capita não exceda o valor de 1,5 salário-mínimo. Já a segunda são para os casos em que a renda familiar bruta mensal per capita não ultrapasse o valor de três salários mínimos.

Na inscrição será possível escolher até duas opções de instituição, local de oferta, curso, turno e tipo de bolsa pretendida.

Fonte: Guia do estudante

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Dia do Fico ocorreu há 196 anos




A  expressão,Dia do Fico, deve-se a uma frase célebre de dom Pedro, então príncipe-regente do Brasil, que era na época um Reino Unido a Portugal e Algarves:

Em 9 de janeiro de 1822, D. Pedro I recebeu uma carta da corte de Lisboa, exigindo seu retorno para Portugal. Há tempos os portugueses insistiam nesta ideia, pois pretendiam recolonizar o Brasil e a presença de D. Pedro impedia este ideal. Porém, D. Pedro respondeu negativamente aos chamados de Portugal e proclamou : "Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto! Digam ao povo que fico".
Porém, para compreendê-la melhor, é necessário conhecer o contexto em que ela foi dita:

Em 1807, com o objetivo de expandir seu poder sobre o continente europeu, Napoleão Bonaparte planejava uma invasão sobre o reino de Portugal, e, para escapar dos franceses, a família real portuguesa transferiu-se para o Brasil, que se tornou o centro do Império português.

A chegada da família real teve um grande significado para o desenvolvimento do país que até então, era uma das colônias portuguesas. A fixação da corte no Rio de Janeiro teve inúmeras consequências políticas e econômicas, dentre as quais devemos destacar a elevação do país à categoria de Reino Unido, em 1815. O Brasil então deixava de ser colônia.

Entretanto, cinco anos depois, com as reviravoltas da política européia e o fim da era napoleônica, uma revolução explodiu em Portugal. As elites políticas de Lisboa adotaram uma nova Constituição e o rei dom João VI, com medo de perder o trono, voltou do Rio para Lisboa, deixando aqui seu filho, dom Pedro, na condição de príncipe-regente.

As cortes de Lisboa, porém, não aprovavam as medidas tomadas por dom Pedro para administrar o país. Queriam recolonizar o Brasil e passaram a pressionar o príncipe para que também retornasse  a Lisboa, deixando o governo do país entregue a uma junta submissa aos portugueses.

A reação dos políticos brasileiros foi entregar ao regente uma lista com aproximadamente  8 mil assinaturas solicitando sua permanência no Brasil. A resposta de dom Pedro foi a célebre frase citada acima. Ela marca a adesão do príncipe regente ao Brasil e à causa brasileira, que vai culminar em nossa Independência, no mês de setembro daquele ano. O Dia do Fico, deste modo, é um dos marcos do processo de libertação política do Brasil em relação a Portugal.



Fonte: Só História

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

O centenário da apresentação dos 14 pontos de Wilson






O presidente americano Woodrow Wilson (1913-1921) foi um dos personagens centrais no processo de paz que sucedeu a Primeira Guerra (1914-1918). Foi Wilson quem redigiu o tratado dos 14 pontos que determinou as diretrizes para a paz e foi o embrião da Liga das Nações, o primeiro esforço diplomático global. Por seu trabalho com o tratado, o americano ganhou o Nobel da Paz de 1919.



O presidente Woodrow Wilson



Os 14 pontos foram apresentados em 8 de janeiro de 1918 ao Congresso dos EUA, que o rejeitou, sob a forte influência do isolacionismo na política externa americana. A rejeição deixou os EUA de fora da Liga --que anos mais tarde falhou em evitar a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).