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domingo, 3 de setembro de 2017

Pedra do Ingá: o maior mistério arqueológico rupestre do Brasil.



A Pedra do Ingá é um monumento arqueológico, identificado como “itacoatiara”, constituído por um terreno rochoso que possui inscrições rupestres esculpidas em baixo-relevo, localizado no município brasileiro de Ingá no estado da Paraíba.

A origem do termo “Itacoatiara” vem do Tupi. É uma forma aportuguesada de “Ita”, que quer dizer “pedra” e “kwatia”, que significa “riscada” ou “pintada”, isso porque os índios Cariris, quando indagados pelos colonizadores europeus sobre o que significavam os sinais inscritos na rocha, usaram esse termo para se referir aos mesmos.

A formação rochosa em gnaisse cobre uma área de cerca de 250 m². No seu conjunto principal, um paredão vertical de 46 metros de comprimento por 3,8 metros de altura, e nas áreas adjacentes, há inscrições cujos significados são desconhecidos. Neste conjunto estão talhadas em baixo relevo, figuras diversas, que sugerem a representação de animais, frutas, humanos e constelações como a de Órion.



O Sítio arqueológico fica a 109 Km de João Pessoa e 38 Km de Campina Grande. O acesso ao município dá-se pela BR 230, onde há uma entrada para a PB 90, na qual após percorrer 4,5 Kms, chega-se ao núcleo urbano da cidade. Atravessando a avenida principal da cidade, percorre-se mais 5 Kms, por estrada asfaltada, até se chegar ao Sítio Arqueológico da Pedra do Ingá, onde há um prédio de apoio aos visitantes, com banheiros e instalações de um museu de História Natural, com vários fósseis e utensílios líticos, que foram encontrados na região onde hoje fica a cidade.



O Sítio Arqueológico está numa área outrora privada, que foi doada ao Governo Federal brasileiro e posteriormente tombada como monumento nacional pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a Pedra do Ingá com suas inscrições rupestres, agora está entre os seis bens culturais foram incluídos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) na Lista Indicativa brasileira do Patrimônio Mundial. A inclusão do sítio arqueológico foi solicitada pelo IPHAN. O sítio das Itacoatiaras do Rio Ingá congrega o mais representativo conjunto conhecido desse tipo de gravura no Brasil, que se notabiliza pelo uso quase exclusivo de representações não figurativas na composição de grandes painéis de arte rupestre, exprimindo o gênio criativo de um grupo humano que se apropriou de padrões estéticos abstratos como forma de expressão, e possivelmente, de conceitos simbólico-religiosos, diferentemente de outras culturas que, em sua maioria, utilizaram-se de representações antropomórficas e zoomórficas.



Infelizmente os poucos os petróglifos da Pedra do Ingá vem sofrendo depredações devido à destruição causada pela ação da natureza e principalmente humana; no painel inferior, no painel central, apresentam danos que corroeram as gravuras da Pedra do Ingá, auxiliando, assim, para destruição deste patrimônio nacional, que deve ser preservado a todo custo para que as futuras gerações vejam o que os antepassados do Brasil foram capazes de realizar com materiais tidos como inadequados para a confecção destas gravuras. Tendo em mente que o Ingá não é só um bem nacional e sim mundial que devido à riqueza de seus símbolos e a complexidade que foram feitas, estes petróglifos devem ser apresentados a todo o mundo, mostrando assim a habilidade artística que nossos antepassados apresentavam durante a Pré-História.

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