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quinta-feira, 23 de março de 2017

Arqueólogos egípcios encontram estátua gigante de faraó Ramsés II no Cairo .


Arqueólogos egípcios anunciaram, dia 10 de março, terem encontrado uma estátua gigante de oito metros do faraó Ramsés II em um bairro popular do Cairo. Junto a esta estátua, foi encontrada outra, de um metro, do rei Seti II. As duas estátuas pertencem a 19ª dinastina, de acordo com o Ministério das Antiguidades do Egito, e foram encontradas durante uma missão de arqueologia de especialistas alemães e egípcios na antiga cidade de Heliópolis, que hoje é um bairro do Cairo.

O fato já é considerado uma das mais importantes descobertas arqueológicas da história, e ajuda a recontar antigas mitologias, podendo significar uma nova página para o país, seu turismo e sua economia.


A estátua foi encontrada perto das ruínas do templo de Ramsés II, na antiga cidade de Heliópolis, localizada na parte este do Cairo. O faraó, também conhecido por Ozymandias ou Ramsés O Grande, governou durante 66 anos, de 1278 AC até 1213 AC, diz o The Guardian.

O pedaço da estátua descoberto consiste em um busto e uma parte da cabeça de Ramsés II, feito em quartzito, com oito metros de extensão. Junto da representação do faraó, foram encontrados também a parte de cima de uma estátua menor do faraó Seti II (neto de Ramsés II), partes de um obelisco coberto de inscrições em hieróglifos, além das colunas e do piso de um templo.



Considerado por muitos especialistas como o maior faraó a ter governado o império egípcio, Ramsés II acreditava que o mundo havia tido início em Heliópolis – onde hoje, em uma triste ironia, se localiza a favela de Mataryia. A descoberta sugere que havia, no local, um templo para Ramsés II.

A restauração nos artefatos já começou, para que possam estar expostos no Grand Egyptian Museum, museu que será inaugurado em 2018.

De um passado pleno em riquezas e histórias, o Egito hoje se encontra afundado em uma profunda crise econômica e social. A recém descoberta pode ajudar a reiniciar a indústria do turismo no país, intensamente abalada nos últimos anos pela instabilidade política e os ataques terroristas ocorridos no país.



© fotos: Mohamed Abd El Ghany / Reuter




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