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sábado, 25 de novembro de 2017

Há 95 anos os Arqueólogos entram na tumba do faraó Tutancâmon






Os arqueólogos britânicos Howard Carter e Lord Carnarvon se tornaram as primeiras almas a entrar na tumba do rei Tutancâmon em mais de 3.000 anos, em um dia como este, no ano de 1922, no Vale dos Reis do Egito. As câmaras funerárias seladas de Tutancâmon estavam intactas e, no mesmo local, foram encontrados vários objetos de valor inestimável, incluindo um caixão de ouro contendo a múmia do rei adolescente, que morreu quanto tinha 18 anos. Tutancâmon foi coroado em 1333 a.C. quando era uma criança. Ele teria morrido uma década depois, supostamente, por causa de um acidente fatal com uma carruagem.


 Após a Primeira Guerra Mundial, Carter começou uma busca intensa pela tumba de Tutancâmon. Em 4 de novembro de 1922, ele descobriu um caminho que levava para a entrada da tumba. Em 23 de novembro, ele e sua equipe quebraram a porta de tijolos de barro, revelando a passagem que levava ao túmulo de Tutancâmon. Há evidências de que ladrões poderiam ter invadido o local, em algum momento, e os arqueólogos temiam que teriam, na verdade, descoberto uma tumba saqueada. No entanto, em 26 de novembro, eles quebraram outra porta e se depararam com uma das mais fascinantes descobertas arqueológicas da história recente. No chão, o pó ainda estava marcado com as pegadas das últimas pessoas que estiveram ali, há 3 mil anos. A partir deste momento, teve início um gigantesco processo de escavação, que levou anos. A maioria dos tesouros ali resgatados estão no Museu do Cairo. Sem dúvida, Tutancâmon é um símbolo mundial do Antigo Egito e, de certa forma, pode-se dizer que o jovem faraó conseguiu imortalizar o seu nome ao longo da história.

Fonte: History

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Césio-137: 30 anos da maior tragédia radioativa do Brasil


Há exatos 30 anos, Goiânia era atingida por aquele que é considerado o maior acidente radiológico do mundo. A tragédia envolvendo o césio-137 deixou centenas de pessoas mortas contaminadas pelo elemento e outras tantas com sequelas irreversíveis.

No âmbito radioativo, o Césio 137 só não foi maior que o acidente na usina nuclear de Chernobyl, em 1986, na Ucrânia, segundo a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen). O incidente teve início depois que dois jovens catadores de papel encontraram e abriram um aparelho contendo o elemento radioativo. A peça foi achada em um prédio abandonado, onde funcionava uma clínica desativada.

Mesmo passadas três décadas da tragédia, o acidente ainda deixa resquícios de medo. Um exemplo é a situação do local onde morava uma das pessoas que encontraram a peça. A casa em que vivia o catador foi demolida no mesmo ano em que tudo ocorreu. Apesar de o solo ter sido todo retirado e ter sido substituído por várias camadas de concreto, nunca mais qualquer tipo de construção foi feita no local.

A tragédia começou quando dois jovens catadores de materiais recicláveis abrem um aparelho de radioterapia em um prédio público abandonado, no dia 13 de setembro de 1987, no Centro de Goiânia. Eles pensavam em retirar o chumbo e o metal para vender e ignoravam que dentro do equipamento havia uma cápsula contendo césio-137, um metal radioativo.

Apesar de o aparelho pesar cerca de 100 kg, a dupla o levou para casa de um deles, no Centro. Já no primeiro dia de contato com o material, ambos começaram a apresentar sintomas de contaminação radioativa, como tonteiras, náuseas e vômitos. Inicialmente, não associaram o mal-estar ao césio-137, e sim à alimentação.

Depois de cinco dias, o equipamento foi vendido para Devair Alves Ferreira, dono de um ferro-velho localizado no Setor Aeroporto, também na região central da cidade. Neste local, a cápsula foi aberta e, à noite, Devair constatou que o material tinha um brilho azul intenso e levou o material para dentro de casa.

Devair, sua esposa Maria Gabriela Ferreira e outros membros de sua família também começaram a apresentar sintomas de contaminação radioativa, sem fazer ideia do que tinham em casa. Ele continuava fascinado pelo brilho do material. Entre os dias 19 e 26 de setembro, a cápsula com o césio foi mostrada para várias pessoas que passaram pelo ferro-velho e também pela casa da família.

Cerca de 6 mil toneladas de lixo radioativo foram recolhidas na capital goiana após o acidente. Todo esse material com suspeita de contaminação foi levado  para a unidade de do Cnen em Abadia de Goiás, na Região Metropolitana da capita, onde foi enterrado.


Passadas três décadas, os resíduos já perderam metade da radiação. No entanto, o risco completo de radiação só deve desaparecer em pelo menos 265 anos.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

"60 anos da morte de José Lins do Rego"


No dia 12 de setembro de 1957, José Lins do Rego, pioneiro do romance social nordestino, morre aos 56 anos. Lins do Rego foi advogado, jornalista, romancista, cronista e memorialista. Ele nasceu no Engenho Corredor, em Pilar, na Paraíba, em 3 de julho de 1901. Entre suas obras, destacam-se Menino de engenho e Riacho Doce.

José Lins do Rego Cavalcanti era filho de fazendeiros. Com a morte da mãe, passou a ser criado pelo avô, num engenho de açúcar. Aos oito anos ingressou no Internato Nossa Senhora do Carmo, onde estudou durante três anos. Em 1912 passou a estudar em João Pessoa. Três anos depois mudou-se para o Recife, onde concluiu seus estudos secundários.

Em 1919 ingressou na faculdade de direito do Recife. No ano seguinte, passou a escrever uma coluna literária para o jornal "Diário do Estado da Paraíba".

Em 1932, José Lins do Rego publicou seu primeiro livro, "Menino de Engenho". Custeado com seus próprios recursos, o livro recebeu críticas favoráveis e tornou-se um grande sucesso. No ano seguinte, publicou um segundo romance, "Doidinho". Passou a publicar um romance por ano: em 1934, "Bangüê"; em 1935, "O Moleque Ricardo"; em 1936, "Usina"; em 1937, "Pureza"; em 1938, "Pedra Bonita"; e em 1939, "Riacho Doce".



Em 1936, publicou seu único livro infantil, "Histórias da Velha Totonha", em edição ilustrada pelo artista plástico Santa Rosa. A partir de então, passou a se destacar também como cronista. O livro que é considerado sua obra-prima, o romance "Fogo Morto", saiu em 1942. O autor consagrou-se como mestre do regionalismo. Seu último romance, "Cangaceiros", foi publicado em 1953.



Três anos mais tarde, José Lins do Rego tornou-se membro da Academia Brasileira de Letras. A obra de José Lins do Rego, bastante conhecida, foi adaptada para o teatro, o cinema e televisão. Em 1956 Lins do Rego publicou "Meus Verdes Anos", um livro de memórias. No ano seguinte morreu de um problema hepático, aos 56 anos, no Rio de Janeiro.


* Fonte: educacao.uol.com.br

domingo, 10 de setembro de 2017

Há 40 anos, a França utilizou a guilhotina pela última vez.




Foi na prisão Baumetes, em Marselha, na França, que a guilhotina foi usada pela última vez. O imigrante tunisiano Hamida Djandoubi foi condenado por tortura seguida de assassinato de sua ex-namorada, Elisabeth Bousquet, de 21 anos. Após ter perdido o seu último recurso, foi guilhotinado no alvorecer do dia 10 de setembro de 1977.

Hamida Djandoubi


A guilhotina ganhou fama com a Revolução Francesa, quando o físico e revolucionário Joseph-Ignace Guillotin conseguiu aprovar uma lei exigindo que todas as sentenças de morte fossem realizadas por "meio de uma máquina". Máquinas de decapitação já haviam sido usadas na Irlanda e na Inglaterra e Guillotin e seus seguidores acreditavam que este aparelho proporcionaria uma morte mais "humana" do que outras técnicas como enforcamento e fuzilamento. A máquina de decapitação francesa foi construída e testada em cadáveres no dia 25 de abril de 1792. Um assaltante de estradas foi a primeira pessoa a ser executada na França revolucionária por este método.

 O aparelho logo ficou conhecido como guilhotina por conta do seu incentivador e mais de 10 mil pessoas foram decapitadas durante a Revolução, incluindo o rei Luís XVI e Maria Antonieta, que eram, respectivamente, rei e rainha da França.

 O uso da guilhotina continuou na França ao longo dos séculos 19 e 20, até sua última execução em 1977. Em setembro de 1981, a França proibiu a pena de morte, abandonando assim a guilhotina para sempre. Há um museu dedicado à guilhotina em Liden, na Suécia.

domingo, 3 de setembro de 2017

Pedra do Ingá: o maior mistério arqueológico rupestre do Brasil.



A Pedra do Ingá é um monumento arqueológico, identificado como “itacoatiara”, constituído por um terreno rochoso que possui inscrições rupestres esculpidas em baixo-relevo, localizado no município brasileiro de Ingá no estado da Paraíba.

A origem do termo “Itacoatiara” vem do Tupi. É uma forma aportuguesada de “Ita”, que quer dizer “pedra” e “kwatia”, que significa “riscada” ou “pintada”, isso porque os índios Cariris, quando indagados pelos colonizadores europeus sobre o que significavam os sinais inscritos na rocha, usaram esse termo para se referir aos mesmos.

A formação rochosa em gnaisse cobre uma área de cerca de 250 m². No seu conjunto principal, um paredão vertical de 46 metros de comprimento por 3,8 metros de altura, e nas áreas adjacentes, há inscrições cujos significados são desconhecidos. Neste conjunto estão talhadas em baixo relevo, figuras diversas, que sugerem a representação de animais, frutas, humanos e constelações como a de Órion.



O Sítio arqueológico fica a 109 Km de João Pessoa e 38 Km de Campina Grande. O acesso ao município dá-se pela BR 230, onde há uma entrada para a PB 90, na qual após percorrer 4,5 Kms, chega-se ao núcleo urbano da cidade. Atravessando a avenida principal da cidade, percorre-se mais 5 Kms, por estrada asfaltada, até se chegar ao Sítio Arqueológico da Pedra do Ingá, onde há um prédio de apoio aos visitantes, com banheiros e instalações de um museu de História Natural, com vários fósseis e utensílios líticos, que foram encontrados na região onde hoje fica a cidade.



O Sítio Arqueológico está numa área outrora privada, que foi doada ao Governo Federal brasileiro e posteriormente tombada como monumento nacional pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a Pedra do Ingá com suas inscrições rupestres, agora está entre os seis bens culturais foram incluídos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) na Lista Indicativa brasileira do Patrimônio Mundial. A inclusão do sítio arqueológico foi solicitada pelo IPHAN. O sítio das Itacoatiaras do Rio Ingá congrega o mais representativo conjunto conhecido desse tipo de gravura no Brasil, que se notabiliza pelo uso quase exclusivo de representações não figurativas na composição de grandes painéis de arte rupestre, exprimindo o gênio criativo de um grupo humano que se apropriou de padrões estéticos abstratos como forma de expressão, e possivelmente, de conceitos simbólico-religiosos, diferentemente de outras culturas que, em sua maioria, utilizaram-se de representações antropomórficas e zoomórficas.



Infelizmente os poucos os petróglifos da Pedra do Ingá vem sofrendo depredações devido à destruição causada pela ação da natureza e principalmente humana; no painel inferior, no painel central, apresentam danos que corroeram as gravuras da Pedra do Ingá, auxiliando, assim, para destruição deste patrimônio nacional, que deve ser preservado a todo custo para que as futuras gerações vejam o que os antepassados do Brasil foram capazes de realizar com materiais tidos como inadequados para a confecção destas gravuras. Tendo em mente que o Ingá não é só um bem nacional e sim mundial que devido à riqueza de seus símbolos e a complexidade que foram feitas, estes petróglifos devem ser apresentados a todo o mundo, mostrando assim a habilidade artística que nossos antepassados apresentavam durante a Pré-História.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Publicado o edital do Encceja 2017 para residentes no Brasil que querem certificar o ensino fundamental ou médio.



O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) publicou no Diário Oficial da União desta terça-feira, 25, o edital do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) para residentes no Brasil, que será aplicado em 8 de outubro, em todas as unidades da federação. Interessados na certificação do Ensino Fundamental ou Ensino Médio devem se inscrever entre 7 de agosto, a partir das 10h, e 18 de agosto, até 23h59 (Horário de Brasília). A inscrição é gratuita.

O Encceja afere competências, habilidades e saberes de jovens e adultos que não tiveram oportunidade de concluir seus estudos na idade apropriada para cada nível de ensino. As provas obedecem aos requisitos básicos da legislação em vigor para o Ensino Fundamental e Ensino Médio.

Os resultados individuais podem ser usados para  certificação, pelas Instituições Certificadoras no nível de conclusão do Ensino Fundamental ou do Ensino Médio, ou obtenção da declaração parcial de proficiência. O Exame tem quatro provas objetivas, com 30 questões de múltipla escolha, cada uma, além de uma redação.

As provas do Encceja 2017 para Ensino Fundamental e Ensino Médio serão aplicadas em dois turnos. No ato da inscrição, eles deverão informar CPF, número do documento de identificação e indicar se precisam de algum atendimento, a certificação de conclusão que deseja e o estabelecimento onde deseja solicitar o certificado ou declaração parcial de proficiência.


Acesse o edital completo abaixo:



sexta-feira, 14 de julho de 2017

228° Aniversário da Queda da Bastilha.




A Bastilha foi construída como "Bastião de Saint-Antoine" durante a Guerra dos Cem Anos, por Carlos V da França.

Inicialmente serviu apenas como mero portal de entrada para o bairro de Saint-Antoine, mas de 1370 a 1383 o portal foi ampliado e reformado para se transformar numa fortaleza, que serviria para defender o lado leste de Paris durante a guerra, além de um palácio real que ficava nas proximidades, constituindo-se no mais forte ponto de defesa da muralha do rei. Após a guerra, começou a ser utilizada pela realeza francesa como prisão estadual.

A Bastilha foi construída como um retângulo irregular com 8 torres de 68 metros de comprimento, 27 metros de largura, com torres e paredes de 24 metros de altura, cercada por um largo e amplo fosso, como nos castelos dos desenhos animados. Originalmente, possuía em seu interior dois pátios, além de edifícios residenciais contra as paredes. Um par de torres nas fachadas leste e oeste era o que servia de portal inicial de passagem para o bairro.

Uma característica militar significativa da construção é que as paredes e torres eram da mesma altura, e eram conectadas por um amplo terraço. Isto possibilitava que os soldados na parede frontal se movimentassem rapidamente até um setor ameaçado da fortaleza sem que precisassem descer por dentro das torres, assim como possibilitava o fácil posicionamento de artilharia defensiva.



Na época da Revolução Francesa, por volta do século XVIII, servia muito mais como lugar de lazer e depósito de armas do exército francês do que como prisão.
Neste período, encontrou-se a Bastilha dividida internamente em:
Pavimento superior
Pavimento térreo
Calabouço

O pavimento superior proporcionava acomodações um pouco mais confortáveis para os detentos, em comparação aos outros dois.

O térreo funcionava como uma prisão comum, registrando-se a maior incidência de doenças como pneumonias, devido à temperatura ambiente.

O calabouço era a parte mais temida da Bastilha, uma vez que a sua arquitetura era de estreitos corredores e salas. A pessoa condenada ao calabouço deveria escolher uma posição corporal para entrar na sala, sendo que a mesma não possuía nenhum espaço para a locomoção, obrigando-a a ficar de pé. O prisioneiro do calabouço freqüentemente falecia, vítima de frio, fome ou doenças, visto que o tratamento prestado aos prisioneiros daquele setor era o pior.

A grande prisão estatal terminou sendo invadida em 14 de julho de 1789 porque um jornalista espalhou pelas ruas que as tropas reais estavam prestes a desencadear uma repressão sangrenta sobre o povo de Paris. Todos deviam socorrer-se das armas para defender-se. A multidão, num primeiro momento, dirigiu-se aos Inválidos, o antigo hospital onde concentravam um razoável arsenal. Ali, apropriou-se de três mil espingardas e de alguns canhões. Correu o boato de que a pólvora porém se encontrava estocada num outro lugar, na fortaleza da Bastilha. Marcharam então para lá. A massa insurgente era composta de soldados desmobilizados, guardas, marceneiros, sapateiros, diaristas, escultores, operários, negociantes de vinhos, chapeleiros, alfaiates e outros artesãos, o povo de Paris enfim. A fortaleza, por sua vez, defendia-se com 32 guardas suíços e 82 "inválidos" de guerra, possuindo 15 canhões, dos quais apenas três em funcionamento.



Durante o assédio, o marquês de Launay, o governador da Bastilha, ainda tentou negociar. Os guardas, no entanto, descontrolaram-se, disparando na multidão. Indignado, o povo reunido na praça em frente partiu para o assalto e dali para o massacre. O tiroteio durou aproximadamente quatro horas. O número de mortos foi incerto. Calculam que somaram 98 populares e apenas um defensor da Bastilha.
Launay teve um fim trágico. Foi decapitado e a sua cabeça espetada na ponta de uma lança desfilou pelas ruas numa celebração macabra. Os presos, soltos, arrastaram-se para fora sob o aplauso comovido da multidão postada nos arredores da fortaleza devassada.

O episódio, verdadeiramente espetacular, teve um efeito eletrizante. Não só na França mas onde a notícia chegou provocou um efeito imediato. Todos perceberam que alguma coisa espetacular havia ocorrido: o fim da monarquia havia chegado. Sucederam-se revoluções liberais e sociais em todo o mundo, sendo a Revolução Francesa base de ideais e movimentos até hoje.


Fonte: wikipédia

terça-feira, 4 de julho de 2017

O 4 de Julho e a Independência dos Estados Unidos





A Independência dos EUA pode ser definida como uma separação justamente quando a Inglaterra se propôs a ser uma metrópole no estilo clássico. Até aquele momento, as terras na América no Norte pouco interessavam aos ingleses, que estavam envolvidos em conflitos internos. A metrópole se fazia distante e as treze colônias tinham certa autonomia. Porém a partir do século XVIII, a Inglaterra se organizou em uma monarquia constitucional e se propôs exerceu o “pacto colonial”.

Passou a cobrar impostos das treze colônias do norte como quando estabeleceu a Lei do Açúcar em 1764; a Lei do Selo em 1765, que taxava jornais, cartazes e documentos públicos e os Atos Townshend em 1767, que taxava os vidros, os corantes e o chá. Mexer com o chá de descendente de ingleses, ainda que morassem na América, foi complicado. Os colonos se revoltaram. Em 1773 jogaram todo o carregamento de chá de navio britânico no mar em Boston. A metrópole reagiu e decidiu cobrar o prejuízo. Além disso, passou a interferir bem mais na vida das treze colônias, com medidas como, por exemplo, restringir o direito de reuniões.



A rigor não havia uma união nem um sentimento nacional antes da emancipação. As treze colônias tinham somente um sentimento antibritânico. O Norte e o Sul sempre tiveram grandes diferenças políticas. Contudo, as elites locais perceberam que a metrópole estava prejudicando seus interesses econômicos. Isto, aliado ao medo de que as camadas mais pobres das sociedades e os escravos decidissem lutar pela emancipação e pela liberdade, fez com que as classes altas das treze colônias se unissem no objetivo da independência.

Impossível não abordar a influência das ideias iluministas para a independência dos EUA. Homens como Thomas Paine, Thomas Jefferson, George Washington e Benjamin Franklin haviam lido John Locke. Com isso, se apropriaram de certas propostas como o direito à liberdade, à rebelião e à resistência contra a tirania. Colocar estas ideias no contexto de combate à dominação inglesa não era muito difícil.

                                                      George Washington

O Congresso da Filadélfia decidiu pela separação em 2 de julho de 1776 e dois dias estava pronta a Declaração de Independência, na qual é muito evidente a influência do “pensamento ilustrado”. A crítica ao rei inglês e à metrópole, assim como a opção pela liberdade das colônias são bons exemplos disso.

Em 1790 era apresentada a Constituição dos EUA, que teve as famosas dez emendas, chamadas Bill of Rights, acrescentadas no ano seguinte. Propunha uma nação federalista, ou seja, com autonomia para cada estado. O poder seria dividido entre Executivo, Legislativo e Judiciário, tal qual fora proposto por Montesquieu. Era dada a liberdade de expressão, de imprensa e de religião, todos teriam direito a um julgamento público.

Contudo, apesar de representatividade popular, a maioria do povo do novo país não tinha participação política. O processo de independência foi levado a cabo por comerciantes, latifundiários e intelectuais urbanos, uma elite que já existia nas treze colônias. Como cada estado tinha o direito que organizar suas eleições e legislação, muitos ficaram fora da concepção de “We the People of the United States”.


Além disso, a escravidão não fora totalmente abolida. Esta detestável forma de trabalho só foi acabar nos EUA em 1865.

Fonte: História é Vida.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

A última execução pública através da guilhotina.



Ele definitivamente não era um injustiçado: numa carreira que começou com pequenos golpes e evoluiu para sequestro e latrocínio, Eugen Weidmann havia deixado cinco mortos, todos assassinados friamente por dinheiro. O método também não era exatamente cruel: a guilhotina pode ser tétrica de assistir, porém o consenso entre os médicos era que a morte se dava de forma instantânea e indolor.

Eugen Weidmann

Mas havia a multidão. A prisão – à qual ele reagiu e feriu um policial – e o julgamento de Weidmann e sua gangue haviam causado furor nos jornais parisienses. Assim, quando um grupo se juntou na Rua Georges Clémenceau, em Versalhes, seu espírito não era de reflexão sombria sobre a força da lei. Eles assoviavam, cantavam e provocavam o condenado. Quando a cabeça rolou, alguns se aproximaram com lenços para molhar com o sangue, e levar como suvenir. Fato curioso: detrás da janela de um apartamento próximo, aos 17 anos, o ator britânico Christopher Lee (famoso como Drácula e Saruman) presenciava a execução.

    Preparando o aparelho para execução.


O presidente Albert Lebrun considerou o espetáculo deprimente: a ideia de uma execução pública era inspirar medo e respeito à lei na população. Convencido de que não era definitivamente o caso, revogou as execuções públicas. Dentro dos muros, condenados continuariam a ser guilhotinados na França até 1977, com a execução do estuprador e assassino Hamida Djandoubi. A pena de morte seria abolida em 1981.


Fonte: Aventuras da História



sexta-feira, 26 de maio de 2017

Conheça os brasileiros que salvaram perseguidos pelo nazismo.



Os dois brasileiros contrariaram as ordens das circulares secretas do então presidente Getúlio Vargas e concederam centenas de vistos de entrada no Brasil a judeus e outros perseguidos pelo regime nazista de Adolf Hitler nas décadas de 1930 e 1940. Aracy Guimarães Rosa, funcionária do consulado em Hamburgo, na Alemanha, e Luis Martins de Souza Dantas, embaixador brasileiro em Paris, na França, hoje são lembrados como heróis nacionais reconhecidos internacionalmente.


Os nomes do “Anjo de Hamburgo” e do “Schindler brasileiro”, como eles ficaram conhecidos, estão no Jardim dos Justos do Museu do Holocausto (Yad Vashem, em hebraico), em Jerusalém. Agora, os dois receberão homenagens em um evento que terá a participação da presidente Dilma Rousseff, convertendo-se assim, no primeiro reconhecimento – ainda que informal – do governo brasileiro aos ex-funcionários que salvaram vidas descumprindo ordens.

“A dimensão da tragédia entre 1939 e 1941 já estava de tal forma explícita no cotidiano da população que ambos tiveram uma sensibilidade fora do comum diante do que estavam observando, que era a expressão máxima do totalitarismo”, afirma a historiadora Maria Luiza Tucci Carneiro, da Universidade de São Paulo (USP). A partir da abertura dos arquivos do Ministério das Relações Exteriores, a professora descobriu a história dos heróis brasileiros relatada em seus livros O antissemitismo na era Vargas (1987) e Cidadão do Mundo (2009).

“Eles defenderam que não estavam lidando apenas com papéis ou categorias de vistos, mas sim com seres humanos”, diz a historiadora. Segundo ela, em um dos telegramas enviados por Souza Dantas e que faz parte do inquérito sobre a concessão de vistos que contrariavam as circulares secretas, o diplomata dizia estar diante de pessoas “à beira do suicídio”.

As circulares do governo de Getúlio Vargas também foram descobertas pela professora Maria Luiza Tucci Carneiro em consultas aos arquivos do Itamaraty. Entre as alegações para impedir a entrada de judeus no Brasil, estavam as de que se tratavam de “pessoas perigosas para a segurança nacional” e que “não interessam à composição da raça brasileira”. Os documentos assimilavam, inclusive, a terminologia do nazismo, afirmando que os judeus não eram bem-vindos porque não eram arianos.

Na época, 99% da diplomacia brasileira endossavam as circulares secretas antissemitas do governo, segundo a professora. Atitudes como a de Aracy e Souza Dantas são exceções, mas a historiadora acredita que pode haver outras pessoas que, de dentro das embaixadas e consulados brasileiros, ajudaram a salvar vidas com ações semelhantes. “Encontrei três nomes sobre os quais há indícios de que também eram sensíveis à questão judaica”, afirma.

Anjo de Hamburgo


As atitudes heroicas de Aracy Moebius de Carvalho Guimarães Rosa (1908-2011) renderam à ex-chefe do setor de passaportes do Consulado do Brasil o apelido de “Anjo de Hamburgo”. Ela trabalhou junto com o escritor João Guimarães Rosa, com quem se casaria depois, quando ele era cônsul adjunto em Hamburgo, na Alemanha. Segundo Maria Luiza Tucci Carneiro, não há provas de que o escritor sabia que Aracy concedia os vistos contrariando as ordens do governo, mas “algumas passagens mostram que ele era sensível à questão”.

Aracy chegou a transportar pessoas em seu próprio carro até a fronteira, segundo seus relatos. Aos que procuravam o consulado para tentar fugir para o Brasil, ela emitia um novo documento com nomes falsos. “Outra forma muito usada era emitir o visto como católicos”, diz a historiadora.

Aracy Moebius de Carvalho Guimarães Rosa

O advogado Eduardo Tess Filho, neto de Aracy, conta que a avó sempre foi muito discreta sobre suas atitudes heroicas mesmo após voltar ao Brasil, em 1942. “Só fui conhecer essa história com 19 anos”, conta Tess, 57 anos. “Ela fez o que fez não para ser homenageada, fez porque acreditava que era o certo”, explica. Aracy morreu em 2011 aos 102 anos. Em vida, viu seu nome ser grafado no Jardim dos Justos, em Israel, um reconhecimento lembrado com orgulho pela família.

Schindler brasileiro

Luís Martins de Souza Dantas 

O chefe da missão diplomática brasileira na França, Luís Martins de Souza Dantas (1876-1954) concedeu pelo menos 800 vistos para salvar a vida de perseguidos por Hitler, segundo as contas do escritor Fábio Koifman, no livro Quixote nas trevas . Pela atitude, Souza Dantas é frequentemente citado como “Schindler brasileiro”, em referência ao empresário alemão Oskar Schindler, que salvou 1.200 judeus do Holocausto.

Dos vistos concedidos pessoalmente pelo embaixador, mais de 400 foram para judeus. Os demais foram para integrantes de outros grupos perseguidos, como homossexuais, ciganos, negros ou ativistas de esquerda. Ele executou o trabalho até a invasão alemã à embaixada brasileira, quando o País se uniu aos Aliados durante a Segunda Guerra Mundial, pouco antes de ser descoberto pelo governo Vargas e virar alvo de um inquérito administrativo do Itamaraty.



“Ele voltou para o Brasil discretamente, quando deveria ter sido recebido aqui como herói de guerra”, defende Maria Luiza Tucci Carneiro. “As homenagens que ele recebeu em 1944 foram constrangedoras e incômodas para o governo Vargas”, conta. Souza Dantas foi o primeiro brasileiro a discursar na ONU, mas o convite foi feito sem citar os atos heroicos em prol dos judeus. Ele foi convidado como diplomata sobrevivente do nazismo.


Fonte: Terra

sábado, 20 de maio de 2017

Escola Municipal “Dep. Janduhy Carneiro" estimula a inclusão digital aos alunos da EJA.



Para mostrar que não há idade para aprender, a Escola Municipal “Dep. Janduhy Carneiro tem possibilitado e incentivado, através do laboratório de informática, o acesso aos alunos da EJA – Educação de Jovens e Adultos – ao mundo digital. Mundo esse que era, há alguns anos, inacessível para muitas pessoas, especialmente aqueles que pensavam não ter mais idade para manusear as tecnologias. 

Sabe-se que esses jovens e adultos alunos do EJA de Cajazeirinhas, independente do motivo, não tiveram acesso ao ensino regular na idade correta. Em determinadas situações estão buscando completar seu grau de instrução por uma melhor colocação no mercado de trabalho ou buscar independência financeira. Nesse contexto, nada mais justo que o uso da informática, hoje indispensável para qualquer atividade exercida, também seja uma prática utilizada durante as aulas a esse grupo.

Pensando nisso, os alunos do IV e V Ciclos da EJA tem aproveitado essa oportunidade e realizado trabalhos educativos nas aulas de História utilizando slides e sites educacionais.

A ideia de utilizar o laboratório de informática vai além da construção dos conhecimentos digitais, pois servirá, também, como estratégia de dinamização das atividades oferecidas pela escola, sendo um recurso que ajudará na diminuição da evasão escolar, a qual era o grande problema da EJA em Cajazeirinhas.


terça-feira, 16 de maio de 2017

Planisfério de Cantino - 1502



Desde o século 15, a confecção de mapas era uma atividade estratégica e secreta em Portugal. As descobertas eram cuidadosamente lançadas nos mapas portugueses da época. Alberto Cantino, um comerciante italiano de cavalos, em Lisboa, trabalhou secretamente para o Duque de Ferrara, da Itália. Cantino cooptou um cartógrafo português que elaborou um planisfério, provavelmente com base na "carta padrão d'El Rei".

Acredita-se que o mapa foi encomendado em outubro de 1501, concluído na segunda metade de 1502 e enviado para a Itália, possivelmente em outubro desse ano. O planisfério incorporou alguns dados da primeira expedição exploratória, ao Brasil (1501-1502), mas ao que tudo indica, como uma adição posterior, sem a qualidade original.

O Brasil (chamado no mapa de Terra Nova) aparece com apenas a faixa litorânea e muitas árvores verdes e douradas que representam o pau-brasil, arbustos azuis e papagaios vermelhos. Nesse período, usar as cores era muito caro então geralmente se usava poucas cores além do preto. Da América Central só estão as Antilhas (que aparece escrito "has antilhas del Rey de castella", as Antilhas do rei de Castela, é o mapa mais antigo com o nome Antilhas também) e da América do Norte, a Groenlândia e a atual Flórida.



O mapa não está assinado, nem datado, mas existe uma inscrição em seu verso (em dialeto veneziano): Carta de navegar pela ilha novamente achada na parte da Índia. Oferta de Alberto Cantino ao Senhor Duque Hércules. Tem dimensões de 2,20 m X 1,05 m e são representados apenas 257° em longitudes, o que seria a extensão do mundo conhecido na época. A Linha de Tordesilhas está indicada como Este he o marco entre Castela e Portugal.


O planisfério ficou na biblioteca de Ferrara até 1597, quando foi transferido para o palácio ducal de Modena. Em 1859, o palácio foi saqueado e o mapa desapareceu. Nos anos '70 o diretor da biblioteca de Modena achou o mapa forrando um anteparo em uma salsicharia da cidade, comprou-o e levou-o para a biblioteca, onde ainda se encontra.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

13 de Maio, uma data que nos jogou ao léu.



Por mais de três séculos, o negro escravizado impulsionou a economia e serviu de base à pirâmide social brasileira; durante esse período, reações individuais e coletivas – os levantes – representaram a outra face das relações entre senhores e escravos no Brasil. Humilhação ou revolta – a dominação teve limites preciosos durante praticamente todo o período colonial.

por Luiz de Jesus 

Só no final do século XVIII, quando as idéias dos liberais europeus passaram a ser difundidas entre nós, é que se começou efetivamente a considerar a possibilidade da extinção do cativeiro.Tornaram-se comuns as grandes manifestações de rua. Repetiam-se as passeatas e comícios onde a palavra de ordem era a frase de José do Patrocínio: “A propriedade do escravo é um roubo” Finalmente, em 1888, os antiescravistas conquistaram a maioria no Parlamento.

Refletindo a nova correlação de forças, a 7 de maio de 1888 o Congresso aprovava, por imensa maioria, um projeto de lei com o seguinte texto: “Artigo 1 ° . É declarada extinta desde a data desta lei a escravidão no Brasil. Artigo 2° . Revogam-se as disposições em contrário”.

Assinado a 13 de maio pela regente do trono, Princesa Isabel, o projeto transformou-se na Lei Áurea. Entretanto, ao contrário do que se esperava, a abolição não significou a emancipação efetiva da população escravizada.

Sem medidas institucionais que promovessem sua integração à sociedade, os negros foram entregues à própria sorte. Desprotegidos e discriminados, acabaram engrossando os contingentes marginalizados que se aglomeravam na periferia das grandes cidades.


“E se o lutar de hoje não apresentar luz a liberdade e a igualdade, pelo menos temos que deixar acesa aos nossos descendentes o iluminar da luta que Zumbi iniciou. Temos que ter consciência de que ela não deve ser apenas Consciência Negra, mas antes de tudo, tem que ser uma Consciência Humana, Diária e Contínua. Pois o ser humano não se faz pela cor da sua pele, e sim, através de um caráter irrepreensível construído sobre o forte fundamento da família, da sua história e da educação”.