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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

O vale dos dinossauros do Sertão.


    Portão de entrada do Vale dos Dinossauros, atrativo turístico e histórico do sertão paraibano, a mais de 400 km de João Pessoa.

O Vale dos Dinossauros é uma unidade de conservação no estado da Paraíba, criada em 27 de dezembro de 2002 pelo Decreto Estadual N.º 23.832. Um dos mais importantes sítios paleontológicos existentes, onde registra-se a maior incidência de pegadas de dinossauros no mundo.

Compreende uma área de mais 1.730 km², abrangendo aproximadamente 30 localidades no alto sertão da Paraíba (Brasil), entre elas os municípios de Sousa, Aparecida, Marizópolis, Vieirópolis, São Francisco, São José da Lagoa Tapada, Santa Cruz, Santa Helena, Nazarezinho, Triunfo, Uiraúna, Cajazeiras. Os registros mais importantes estão no município de Sousa, distando 7 km da sede do município. O acesso é feito pela PB-391 sentido Sousa/Uiraúna.

     Impressionantes pegadas pré-históricas como as do iguanodonte herbívoro, um animal de 3 metros e que chegava a pesar 4 toneladas, e de ferozes carnívoros como o velociraptor ou o pterossauro.

Os fósseis mais importantes estão na Bacia do Rio do Peixe, município de Sousa, a 420 km de João Pessoa. Lá, encontram-se rastros e trilhas fossilizadas de mais de 80 espécies em cerca de 20 níveis estratigráficos. Destacam-se as trilhas das localidades da Passagem das Pedras, onde foram descobertas os primeiros indícios de dinossauros brasileiros, no fim do século XIX.

    O Vale dos Dinossauros possui pequenas trilhas que dão acesso a passarelas de observação de pegadas fossilizadas de animais com mais de 100 milhões de anos.

É possível encontrar vestígios desse tempo pré –histórico em toda a região. Rastros fossilizados cujo tamanho varia de 5 cm (de um dinossauro do tamanho de uma galinha), até 40 cm, como as pegadas de iguanodonte de 4 toneladas, 5 metros de comprimento e 3 metros de altura. A maioria das pegadas são de dinossauros carnívoros. Uma trilha com 43 metros em linha reta é a mais longa que se conhece no mundo. De acordo com os paleontólogos, esses rastros têm pelo menos 143 milhões de anos.

Os primeiros a encontrar as inscrições foram os moradores nativos da região, que deram ao lugar o nome de Serrote do Letreiro. Depois, vieram os cientistas e perceberam que, ao lado delas, havia marcas de dinossauros. Foram identificadas 23 espécies em uma área de 704 quilômetros quadrados.

As pegadas mais nítidas do Vale são de um Iguanodonte, um herbívoro de cinco metros de altura, três de comprimento e quatro toneladas. Ao todo, são 43 marcas; 53 metros de uma ponta à outra.



Existe também (embora em menor quantidade), marcas petrificadas de gotas de chuva, plantas fósseis, ossadas parciais de animais pré-históricos e pinturas rupestres feitas pelos antigos habitantes. Estas últimas localizam-se principalmente no Serrote do Letreiro (em Sousa) e Serrote da Miúda (nos municípios de São Francisco e Santa Cruz).

Toda a infraestrutura do local foi restaurada, incluindo o museu, quiosques, passarelas, mirantes de observação e a Casa do Pesquisador. Também foram incluídas no projeto a construção de uma lanchonete, a urbanização das áreas de circulação dos turistas e a contratação de dois consultores para reformular a exposição permanente que é apresentada no prédio principal.



O Monumento Nacional do Vale dos Dinossauros possui sete trilhas, que terminam na mata. A maior atração turística dessa área do sertão paraibano tem entrada livre e sinalizada. É preciso seguir uma estradinha de terra até a sede do Vale, onde há um museu com artes dos animais que viveram na região.


      Réplicas de dinossauros feitas com fibra podem ser observadas no interior do Vale dos Dinossauros, atração turística do sertão paraibano.




O vale dos dinossauros sem dúvida alguma é um dos lugares que merece ser visitado, não só pelo lado turístico mais também por sua importância histórica de um época em que a terra era ocupada por grandes repteis e por uma flora totalmente diferente da conhecida hoje. É importante ressaltar que está perto dos brasileiros que muitas vezes preferem viajar para o exterior a contemplar suas próprias particularidades locais.

Fontes: Uol
             Observatório Histórico  Geográfico

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