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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

A misteriosa pedra do Ingá.




A Pedra do Ingá é um monumento arqueológico, identificado como "itacoatiara", constituído por um terreno rochoso que possui inscrições rupestres entalhadas na rocha, localizado no município brasileiro de Ingá no estado da Paraíba.

O termo "itacoatiara" vem da língua tupi: itá ("pedra") e kûatiara ("riscada" ou "pintada"). De acordo com a tradição, quando os índios potiguaras que habitavam a região foram indagados pelos colonizadores europeus sobre o que significavam os sinais inscritos na rocha, usaram esse termo para se referir aos mesmos.

A formação rochosa em gnaisse cobre uma área de cerca de 250 m². No seu conjunto principal, um paredão vertical de 50 metros de comprimento por 3 metros de altura, e nas áreas adjacentes, há inúmeras inscrições cujos significados ainda são desconhecidos. Neste conjunto estão entalhadas figuras diversas, que sugerem a representação de animais, frutas, humanos e constelações como a de Órion.

O sítio arqueológico fica a 109 Km de João Pessoa e 38 Km de Campina Grande. O acesso ao município dá-se pela BR 230, onde há uma entrada para a PB 90, na qual após percorrer 4,5 Km chega-se ao núcleo urbano da cidade. Atravessando a avenida principal da cidade, percorrem-se mais 5 Km por estrada asfaltada até se chegar ao Sítio Arqueológico da Pedra do Ingá. No local há um prédio de apoio aos visitantes com banheiros, e as instalações de um museu de História Natural, com vários fósseis e utensílios líticos encontrados na região onde hoje fica a cidade.


Painel principal

O sítio arqueológico está numa área outrora privada, que foi doada ao Governo Federal brasileiro e posteriormente tombada como Monumento Nacional pelo extinto Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (atual IPHAN) a 30 de novembro de 1944.

Figura em forma de espiral com seta inscrita apontando para o poente no painel superior da Pedra do Ingá.

O sítio das Itacoatiaras do Rio Ingá congrega o mais representativo conjunto conhecido desse tipo de gravura no Brasil, que se notabiliza pelo uso quase exclusivo de representações não figurativas na composição de grandes painéis de arte rupestre, exprimindo o gênio criativo de um grupo humano que se apropriou de padrões estéticos abstratos como forma de expressão, e possivelmente, de conceitos simbólico-religiosos, diferentemente de outras culturas que, em sua maioria, utilizaram-se de representações antropomórficas e zoomórficas.

Constelações de Órion

Destruição causada pela ação da natureza e  humana


Aos poucos os petróglifos da Pedra do Ingá vem sofrendo depredações devido à destruição causada pela ação da natureza e principalmente humana; no painel inferior, no painel central, apresentam danos que corroeram as gravuras da Pedra do Ingá, auxiliando, assim, para destruição deste patrimônio nacional, que deve ser preservado a todo custo para que as futuras gerações vejam o que os antepassados do Brasil foram capazes de realizar com materiais tidos como inadequados para a confecção destas gravuras. Tendo em mente que o Ingá não é só um bem nacional e sim mundial que devido à riqueza de seus símbolos e a complexidade que foram feitas, estes petróglifos devem ser apresentados a todo o mundo, mostrando assim a habilidade artística que nossos antepassados apresentavam durante a Pré-História.

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