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domingo, 16 de agosto de 2015

Monumento ao Renascimento Africano, um símbolo de magnificência ou de loucura?




O Monumento ao Renascimento Africano, com 50 metros de altura, domina o horizonte da capital senegalesa de Dacar. Seu tamanho é mesmo de tirar o fôlego: novos monumentos deste tamanho são raros e esta é a maior estátua na África. No entanto, apesar de ser anunciada como uma celebração do renascimento do continente, tornou-se um escândalo na república africana economicamente angustiada.

O Monumento ao Renascimento Africano foi projetado por Pierre Goudiaby e custou cerca de 40 milhões de dólares. Está situado na ponta mais ocidental do continente e, esperava-se, seria o monumento mais imediatamente reconhecível de África, uma espécie de Cristo Redentor para o novo milênio.



Infelizmente para o cérebro por trás dessa loucura colossal, o octogenário presidente Abdoulaye Wade -que perdeu a eleição em 2010, quando fez uma proposta para um terceiro mandato-, a estátua ofendeu uma grande parte da população do país.

Os moradores que vivem em torno do gigante estão sofrendo com a crise econômica. Os cortes de energia são frequentes, os preços dos alimentos estão subindo e alcançam os valores mais altos de todos os tempos e inundações regulares deixam um grande número de pessoas desabrigadas. Em vez de uma celebração de seu longo caminho para a liberdade, a estátua parece incitar um sentimento de fracasso e perda diariamente. Talvez uma familiaridade prolongada faça com que a simpatia suplante o desprezo que muitos sentem pelo monumento agora.

Para piorar a situação, uma grande proporção dos senegaleses são muçulmanos -94% para ser exato-. Apesar dos locais não serem extremamente radicais em termos religiosos -como era de se esperar- a mulher esculpida com um seio nu e exposto junto a seu companheiro sem camisa não são apreciados por muitos.


40 milhões pode nem parecer muito dinheiro, mas para o desvalorizado franco CFA (254 : 1 real) é uma verdadeira fortuna que poderia ter resolvido um grande número de problemas. No entanto, para muitos, a maior ironia é que um símbolo de independência e liberdade da opressão foi construída por estrangeiros (coreanos).


Fonte: Mdig

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