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terça-feira, 14 de julho de 2015

A Pedra de Roseta: uma chave para entender o passado.




Em 1799, Napoleão e suas tropas haviam invadido o Egito. Ao fortificar uma base militar, um dos soldados encontrou uma pedra que mudou por completo a forma de estudar o Egito Antigo. O bloco de granito negro de mais de 2000 anos de idade e coberto por inscrições, recebeu o nome Pedra de Roseta. A descoberta logo se tornou célebre, pois a descoberta apontava o caminho para a leitura e compreensão dos até então indecifráveis hieróglifos egípcios.


A ORIGEM



Voltemos ao ano 322 a.C. Esse ano marca a conquista do Egito por Alexandre, o Grande. Após a morte de Alexandre, um de seus generais, chamado Ptolomeu, se tornou o governante do Egito e deu início à Dinastia Ptolomaica. Em 205 a.C, seu descendente, Ptolomeu V, assumiu o trono. O reinado anterior havia sido sido um período turbulento, algo que contribuiu para enfraquecer o poder da família.

Buscando consolidar seu domínio, Ptomoleu V aliou-se a sacerdotes egípcios que ainda exerciam grande influência sobre o povo egípcio. Como resultado, em 196 a.C, foi escrito pelos sacerdotes uma declaração de apoio ao jovem rei. Cópias dessa proclamação foram colocadas em templos por todo o Egito. Uma dessas cópias, que sobreviveu até nossos dias, é a famosa Pedra de Roseta. O nome do artefato faz referência à cidade egípcia Rashid – rosa em árabe – local em que a pedra foi encontrada no ano de 1799.

O IDIOMA ESQUECIDO

HIERÓGLIFO – junção das palavras gregas hierós (sagrado) e glýphein (escrita). Designa a forma de escrita através do uso de figuras que originou-se por volta do ano 3000 a.C.

ROSETTA

REPRESENTAÇÃO DE COMO SERIA A PEDRA ORIGINALMENTE E A DIVISÃO DOS IDIOMAS.
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O texto gravado na superfície da Pedra de Roseta é um tratado burocrático e formal. Não contém informações muito reveladoras. Mas o grande detalhe é que o mesmo texto está registrado em três idiomas distintos – o grego clássico, o demótico (uma outra versão de escrita egípcias) e os hieróglifos egípcios.

À parir do século 2 d.C, o cristianismo substituiu a religião egípcia e o uso de hieróglifos foi gradativamente desaparecendo até que por volta de 400 d.C teve seu último uso no Templo de Ísis da ilha de File. Durante os 1400 anos seguintes, até a descoberta da Pedra de Roseta, ninguém soube como decifrar os símbolos.

QUEBRANDO O CÓDIGO

Apesar de ser a chave para decifrar o enigma, a Pedra de Roseta não trazia a resposta pronta. Anos se passarem e muitas horas de trabalho árduo foram empreendidas até que os hieróglifos pudessem ser decifrados. O inglês Thomas Young foi o primeiro a conseguir algum avanço partindo da ideia de que um conjunto de caracteres da Pedra formavam o nome Ptolomeu.

Mais tarde, o francês Jean-François Champollion descobriu que, diferente do conceito prévio, muitos dos hieróglifos não eram representações pictóricas de palavras, mas correspondiam a sons, assim como as letras do nosso alfabeto.



Munido de tais informações e fazendo a comparação entre os três idiomas registrados na pedra, Champollion conseguiu grandes avanços e, em 1822, publicou estudos que explicavam como os hieróglifos poderiam ser lidos. Assim o código foi decifrado e uma nova janela para a compreensão do Egito Antigo foi aberta.

Apesar de ter sido encontrada por franceses, a Pedra de Roseta nunca foi para a França, pois as tropas napoleônicas acabaram derrotadas pela aliança dos Otomanos e Britânicos. Com a rendição da França, os britânicos tomaram posse da pedra, e, no ano seguinte, a transferiram para o Museu Britânico, onde ela está até hoje.

Fonte:

ahistoriadosseculos.org

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