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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Libertação de Auschwitz completa 70 anos



O mundo lembra nesta terça-feira as atrocidades do nazismo no aniversário de 70 anos da libertação do complexo de campos de concentração e extermínio de Auschwitz-Birkenau por tropas soviéticas em 1945.

O local foi construído em 1940 nos arredores da cidade de Oswiecim (Polônia) para ser uma prisão. No auge das atividades, o complexo se espalhava por uma área de 40 km² e era composto por 40 campos menores de extermínio. Na época, conta a fundação Auschwitz Museum, contava 135 mil presos.

Dias antes da chegada dos soviéticos, os oficiais alemães tentaram destruir as evidências que mostravam os horrores em Auschwitz. Evacuaram quase 50 mil pessoas, queimaram registros e explodiram as câmaras de gás e crematórios.



Ao todo, sete mil presos, dos quais apenas 300 seguem vivos, foram resgatados. O complexo funcionou por apenas cinco anos, mas foi o suficiente para deixar uma assustadora marca: estima-se que 1,5 milhão de pessoas de diferentes etninas foram mortas, entre judeus, prisioneiros de guerra, presos políticos, homens, mulheres, crianças e idosos.

Fonte: Gabriela Ruic, EXAME.com


segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

180 anos da Revolta dos Malês




A Revolta dos Malês foi um movimento que ocorreu na cidade de Salvador (província da Bahia) entre os dias 25 e 27 de janeiro de 1835.

Os principais personagens desta revolta foram os negros islâmicos que exerciam atividades livres, conhecidos como negros de ganho (alfaiates, pequenos comerciantes, artesãos e carpinteiros).

Apesar de livres, sofriam muita discriminação por serem negros e seguidores do islamismo. Em função destas condições, encontravam muitas dificuldades para ascender socialmente.

Causas e objetivos da revolta

Os revoltosos, cerca de 1500, estavam muito insatisfeitos com a escravidão africana, a imposição do catolicismo e com a preconceito contra os negros. Portanto, tinham como objetivo principal à libertação dos escravos. Queriam também acabar com o catolicismo (religião imposta aos africanos desde o momento em que chegavam ao Brasil), o confisco dos bens dos brancos e mulatos e a implantação de uma república islâmica.



Desenvolvimento da revolta

De acordo com o plano, os revoltosos sairiam do bairro de Vitória (Salvador) e se reuniriam com outros malês vindos de outras regiões da cidade. Invadiriam os engenhos de açúcar e libertariam os escravos. Arrecadaram dinheiro e compraram armas para os combates. O plano do movimento foi todo escrito em árabe.
Fim da revolta

Uma mulher contou o plano da revolta para um Juiz de Paz de Salvador. Os soldados das forças oficiais conseguiram reprimir a revolta. Bem preparados e armados, os soldados cercaram os revoltosos na região da Água dos Meninos. Violentos combates aconteceram.

No conflito morreram sete soldados e setenta revoltosos. Cerca de 200 integrantes da revolta foram presos pelas forças oficiais. Todos foram julgados pelos tribunais. Os líderes foram condenados a pena de morte. Os outros revoltosos foram condenados a trabalhos forçados, açoites e degredo (enviados para a África).

O governo local, para evitar outras revoltas do tipo, decretou leis proibindo a circulação de muçulmanos no período da noite bem como a prática de suas cerimônias religiosas.

Curiosidade:

- O termo “malê” é de origem africana (ioruba) e significa “o muçulmano”.


Fonte: Instituto Cultural Arte Brasil

sábado, 24 de janeiro de 2015

Morte de Winston Churchill completa 50 anos




O mundo lembra hoje (24) os 50 anos da morte do ex-primeiro ministro britânico Winston Churchill. Um dos personagens mais importantes do século 20, pessoa-chave no período da Segunda Guerra Mundial, ele era considerado um estadista no país.

Churchill, descende do duque de Marlborough, nasceu em 1847, no Palácio de Blenheim, perto de Oxford, e tinha antepassados mais remotos do que a maior parte da realeza britânica, apesar de a mãe ser americana.

Apesar de ter frequentado a escola privada de Harrow, como a maior parte dos filhos dos aristocratas da época, Churchill não foi um estudante brilhante tendo aprofundado os conhecimentos e um estilo de escrita eloquente por meio da leitura de obras clássicas durante os anos em que serviu como militar na Índia colonial.

Por necessidades financeiras, Churchill comentava e publicava frequentemente os fatos da própria vida, quer nos livros – A minha Juventude e Memórias da Primeira Guerra Mundial – quer nos textos jornalísticos e conferências sobre a Guerra dos Boers, na África do Sul, na qual tomou parte e foi feito prisioneiro, ou a guerra de independência de Cuba que testemunhou.

Como militar, em vez de aceitar tornar-se oficial de um regimento de elite, optou por ser um simples atirador de cavalaria, “alistando-se a tempo de participar na última carga de cavalaria do exército britânico, na Batalha de Omdurman”, no Sudão em 1898, destaca o historiador Tony Judt no livro “Pensar o Século XX”.



Judt refere que a carreira política de Churchill viu-o alternar em três ocasiões diferentes entre os partidos conservador e liberal, no decurso das quais ascendeu a altos postos do governo: ministro da Administração Interna, Finanças e da Marinha, em cujas funções foi responsável pela catástrofe militar de Gallipoli, na Turquia, (1915) durante a Primeira Grande Guerra. “Até 1940, a sua carreira fora a do intruso demasiado talentoso: bom de mais para ser ignorado, mas demasiado original e ‘pouco fiável’ para ser nomeado para o mais elevado dos cargos”, escreve Tony Judt.

Winston Churchill tinha 65 anos quando tomou posse como chefe do Executivo britânico, em maio de 1940, sem “nada mais para oferecer a não ser, sangue, suor e lágrimas” tendo sido capaz de mobilizar imediatamente o país na operação de retirada das Forças Expedicionárias que se encontravam encurraladas em Dunquerque, no norte de França.

No contexto da guerra aproximou-se dos Estados Unidos, tendo conseguido empréstimos para financiar as forças armadas e montando uma máquina de guerra contra a Alemanha, a Itália e o Japão, com elevados custos impostos pela austeridade que se prolongaram até meados dos anos 1950.

Apesar dos feitos militares e da condução política nacional e internacional fechou os olhos, tal como Roosevelt nos Estados Unidos, à questão do extermínio dos judeus pela Alemanha nazistas; não conseguiu evitar a anexação da Polónia pela União Soviética no final da guerra e autorizou o bombardeamento desnecessário de cidades alemãs, como Dresden, vitimando milhares de civis.

Apesar de ter vencido a guerra perde as eleições no Reino Unido para os Trabalhistas liderados por Clement Atlee em 1945 mas volta a candidatar-se e vence as legislativas de 1951, numa altura de declínio do Império, depois da perda da Índia, e com uma crise no Quénia e a guerra na Malásia.

Em 1953 ele recebeu o Prémio Nobel da Literatura, sobretudo pelos seis volumes de memórias da Segunda Guerra Mundial e em 1956, por motivos de saúde, abandona o cargo de primeiro-ministro.




Em 10 de janeiro de 1965, Winston Churchill sofreu um acidente vascular cerebral e morreu duas semanas depois, no dia 24, com 90 anos de idade. Churchill está sepultado no local onde nasceu, o Palácio de Blenheim, junto aos pais e ao irmão.

Fonte: Agência Brasil.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

A famosa máscara do faraó egípcio Tutancâmon foi “danificada de forma irreversível”




A barba azul e dourado da máscara funeral do famoso faraó Tutancâmon foi colada com um adesivo epóxi comumente usado (conhecido em muitas partes como 'supercola'), prejudicando a relíquia depois que foi atingido durante uma limpeza, como funcionários reivindicados Museum Cairo egípcio. 

O museu é uma das principais atrações turísticas da cidade, mas em algumas áreas da antiga sarcófagos de madeira estão desprotegidas público, enquanto alguns enterros faraós são mostrados montado em paredes e protegido por painéis de vidro.A máscara de Tutancâmon, com um comprimento de mais de 3.300 anos, e outro conteúdo de seu túmulo são os principais objetos em exposição. 

Relíquia de mais de 3 mil anos foi danificada por funcionários do Museu Foto: Daily Mail / Reprodução

Três dos curadores contatados por telefone deram diferentes versões do incidente no ano passado, e se a barba estava quebrada acidentalmente ao mesmo tempo proteger a máscara é limpa ou foi descartada porque ele foi lançado.

No entanto, todos os três concordam que a ordem veio rapidamente arrumar e adesivo imprópria foi usado. Todos falaram sob condição de anonimato por medo de represálias de trabalho.

"Infelizmente um material irreversível foi usado. Este adesivo tem uma alta capacidade de ligação e é usado em metal e pedras, mas eu acho que foi errado para um objeto importante quanto a máscara dourada de Tutancâmon", disse um deles.

"A máscara deve ter sido levado para o laboratório de conservação, mas eles estavam com pressa para mostrá-la de novo e usado esse material de secagem rápida irreversível", disse o conservador.

Outro oficial, presente na altura da reparação, disse parte da cola secou-se sobre a máscara facial e um colega utilizada uma espátula para remover, deixar marcas . O primeiro curador, inspecionando regularmente o artefato confirmou listras e disse que era claro que eles foram feitos por uma ferramenta utilizada para remover a cola.



Tutancâmon foi um faraó (rei do Antigo Egito) que comandou o império entre 1332 a.C. e 1323 a.C. Ele se tornou rei aos nove anos de idade, e permaneceu no trono por cerca de dez anos até morrer, provavelmente devido a uma infecção na perna. Há algumas teorias de que Tutancâmon foi assassinado, mas o consenso entre cientistas é que a morte do faraó foi acidental.

Séculos depois, em 1922, sua tumba foi descoberta quase intacta. Nela estavam peças de ouro, tecidos, armas e textos sagrados, além da famosa máscara azul-dourada. Os artefatos são considerados propriedade do governo egípcio e são mantidos no Museu Egípcio, no Cairo.

Desde 2011, após a Primavera Árabe e a derrubada de Hosni Mubarak, as autoridades não fizeram nenhuma grande melhoria no museu. Há planos de mudar a exibição de Tutancâmon para o Grande Museu Egípcio, previsto para ser inaugurado em 2018. 

Fonte: [Telegraph/AP]


sábado, 17 de janeiro de 2015

Coleção gratuita de livros de História Geral da África.





A coleção História Geral da África tem cerca de dez mil páginas, distribuídas nos oito volumes. Criada por iniciativa da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), aborda desde a pré-história do continente africano até os anos 1980.

Um dos projetos editoriais mais importantes da UNESCO nos últimos trinta anos, a coleção História Geral da África é um grande marco no processo de reconhecimento do patrimônio cultural da África, pois ela permite compreender o desenvolvimento histórico dos povos africanos e sua relação com outras civilizações a partir de uma visão panorâmica, diacrônica e objetiva, obtida de dentro do continente.

A coleção foi produzida por mais de 350 especialistas das mais variadas áreas do conhecimento, sob a direção de um Comitê Científico Internacional formado por 39 intelectuais, dos quais dois terços eram africanos.


Além de apresentar uma visão de dentro do continente, a obra cumpre a função de mostrar à sociedade que a história africana não se resume ao tráfico de escravos e à pobreza. O objetivo da iniciativa é  preencher uma lacuna na formação brasileira a respeito do legado do continente para a própria identidade nacional.

Download gratuito (somente na versão em português):