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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Aprovados no PSCT 2016 são convocados para pré-matrículas.



O IFPB divulgou hoje (21) o edital de pré-matrícula para os aprovados na primeira chamada do Processo Seletivo de Cursos Técnicos (PSCT) 2016, modalidades integrado e subsequente, presencial e a distância.  As datas de entrega da documentação segue calendário específico em cada Campus, ocorrendo no mês de janeiro.




A documentação básica exigida é:
  •      1 (uma) foto 3X4 (colocar nome no verso);
  •        Certidão de Nascimento ou de Casamento;
  •        Carteira de Identidade (RG), constando data de expedição;
  •        CPF;
  •    Certificado de Alistamento Militar (CAM) ou Certificado de Dispensa de Incorporação (CDI) – só para candidatos do sexo masculino e maiores de 18 anos;
  •       Título Eleitoral e comprovante de quitação eleitoral – só para maiores de 18 anos;
  •        Cartão do SUS;
  •        Histórico escolar e certificado de conclusão do ensino Fundamental (para o técnico integrado) e histórico escolar e certificado de conclusão do ensino fundamental (para o técnico subsequente).


Há ainda documentação específica para candidatos que optaram pelo ingresso por meio das cotas. A lista e as declarações constam no edital.

Clique no link abaixo e confira o edital sobre a matrícula:


Alunos da rede municipal de Ensino de São Domingos e Cajazeirinhas são aprovados no Processo Seletivo para o ingresso nos cursos técnicos - integrado da IFPB.






A Comissão Permanente dos Concursos Públicos (Compec) do IFPB divulgou nessa segunda-feira (21) o resultado do Processo Seletivo dos Cursos Técnicos Presenciais nas modalidades integrais e subsequentes– PSCT 2016. As provas foram realizadas no dia 9 de novembro de 2015.

Em nome dos professores e funcionários da Escola Municipal de Ensino Fundamental “Janduhy Carneiro” e da Escola Municipal “Maria Marques de Assis” quero parabenizá-los pela aprovação no processo seletivo para o ingresso na IFPB. É motivo de grande orgulho e satisfação compartilhar essa alegria que estamos sentido perante essa grandiosa conquista.  Sabemos que as adversidades e as dificuldades foram enormes durante o ano letivo, mas não foi capaz de atrapalhar essa bela conquista. Esse resultado é mais uma prova da demonstração do potencial de vocês.

Aproveito a oportunidade de agradecer o apoio dos professores, diretores, secretaria de educação e todos aqueles que contribuíram direta ou indiretamente para essa linda vitória. Muito Obrigado! 

Relação dos aprovados da Escola Municipal “Maria Marques de Assis” – São Domingos-PB

Técnico em Informática - Integrado - Sousa (SEDE) - Integral

RICARDO ALMEIDA FERNANDES
SABRINA FERNANDES COSTA
SUSANA DE ALCÂNTARA SILVA
MARCELO SOARES DA SILVA TOMÉ
VIRGÍNIA DE SOUSA NEVES
MARTA GERUZA XAVIER NÓBREGA
JOSÉ HEWERTON DOS SANTOS OLIVEIRA

Remanescentes:

MARCOS AURÉLIO DE SOUSA SILVA


Técnico em Agroindústria - Integrado - Sousa (São Gonçalo) – Integral

MARIA EDUARDA DANTAS CESAR

Técnico em Meio Ambiente - Integrado - Sousa (São Gonçalo) – Integral

TAMIRIS RENATA DA SILVA FERREIRA

Remanescente:

RAFAEL FERNANDES DA SILVA


Relação de aprovados da Escola Municipal “”Janduhy Carneiro” – Cajazeirinhas-PB


Técnico em Agropecuária - Integrado - Sousa (São Gonçalo) – Integral

MARIANA DOS SANTOS ÂNGELO
LUCAS LEITE DA NÓBREGA

Técnico em Meio Ambiente - Integrado - Sousa (São Gonçalo) – Integral

BEATRIZ TÁGLIA FERREIRA DA SILVA
MARIA EDUARDA AGOSTINHO LIMA
JULIANE DOS SANTOS ALMEIDA
ANA BEATRIZ DE SOUSA FERREIRA
ISABEL CRISTINA CAVALCANTE DOS SANTOS
KAMILA ALVES DA SILVA

Remanescentes:

SANALLY MARIA ALVES DANTAS
ANTÔNIO CARLOS DA SILVA ANGELO
ILDA ALVES DO NASCIMENTO

Acesse o link abaixo e tenha acesso ao desempenho de cada um de vocês


Desejo que Deus continue abençoando a caminhada vitoriosa de todos vocês .Parabéns!!!!


FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

IMPEACHMENT




Impeachment é um termo de origem inglesa que significa impedimento e é aplicado a um chefe de Estado para afastá-lo de seu cargo.

Hoje em dia, na maioria dos países onde a democracia representativa e o sistema presidencialista estão em vigência, há a possibilidade de o presidente da República ser afastado do poder em casos de crimes contra o bem público, previstos em suas Cartas Constitucionais, por meio de um processo de impeachment. Esse tipo de processo remonta à tradição política inglesa e também às mais antigas civilizações. Um caso clássico é o ostracismo, que ocorria no seio da civilização ateniense, na Grécia Antiga.

Impeachment na História

O termo impeachment significa “impedimento”e apareceu pela primeira vez na segunda metade do século XIV, já nos fins da Idade Média. Em 1376, o Lord Latimer foi alvo de um processo da Câmara dos Comuns (Parlamento Inglês), o que se configurou como o primeiro processo de impeachment do mundo. Nesse processo foram definidos os primeiros trâmites que seriam aperfeiçoados no decorrer dos séculos.

O modelo inglês logo foi incorporado pela maioria das nações em que passou a vigorar a democracia representativa. Os Estados Unidos foram uns dos primeiros a incluir a noção de impeachment em seu ordenamento jurídico. O uso dessa prerrogativa foi posto em execução na década de 1970, quando o então presidente Richard Nixon foi afastado do cargo em razão escândalo de Watergate.

Entre nós, brasileiros, o único presidente a sofrer impeachment, até então, foi Fernando Collor de Melo, em 1992. Mas a previsão de impedimento do cargo para presidentes da República estava inclusa na legislação brasileira desde a primeira constituição republicana, outorgada em 1891. Com o processo de redemocratização do Brasil, iniciado em 1985, após a vigência dos Governos Militares, foi elaborada e aprovada uma nova Constituição em 1988. Essa Constituição (vigente até hoje), além de assegurar as liberdade individuais e as eleições diretas, também conservou em sua estrutura a possibilidade de impeachment para o Presidente da República. Quaisquer atitudes que o Presidente faça que atentem contra os itens elencados abaixo podem desencadear um processo de impeachment.

1) a existência da União;

2) o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação; 

3) o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais;

 4) a segurança interna do País; 

5) a probidade na administração; 

6) a lei orçamentária; 

7) o cumprimento das leis e das decisões judiciais.

Como acontece um impeachment?

Se houve alegações contra o presidente da República, o processo de impeachment desenrolar-se-á em seis fases: 

1) Pedido, 
2) Acolhimento,
 3) Primeira votação (na Câmara), 
4) Envio para o Senado,
 5) Segunda votação (no Senado) e
 6) Penalização. Entenda melhor como essas fases ocorrem:

O pedido do impeachment pode ser apresentado à Câmara dos Deputados (uma das casas do Parlamento Brasileiro) por qualquer cidadão que goze plenamente de seus direitos políticos. No pedido, é necessário que haja a devida caracterização do crime cometido pelo presidente. A partir daí, o presidente da Câmara tem o poder de decidir se há procedência no pedido e se ele será arquivado ou encaminhado aos parlamentares. Se o acolhimento for favorável ao andamento do pedido, o presidente da Câmara o encaminhará aos deputados federais.

Os deputados recebem o pedido e formam uma comissão para apreciá-lo em dez sessões. Nesse tempo, o presidente da República tem a possibilidade de apresentar a sua defesa. Há uma primeira votação na Câmara. Se 2/3 dos deputados optarem pela continuidade do processo, este seguirá para o Senado Federal, onde será montada outra comissão para apreciação. Nessa fase, o presidente da República é obrigado a se afastar de seu cargo por um período de 180 dias, até que ocorra a votação no Senado. A sessão com os senadores é presidida pelo presidente do Superior Tribunal Federal. É necessário também que 2/3 dos senadores votem a favor para que o impeachment se cumpra. Se a votação for favorável, o presidente da República é condenado, afastado do cargo e fica inelegível por oito anos. Seu posto é sumariamente ocupado pelo seu vice.

Por Me. Cláudio Fernandes

Fonte: Brasil Escola

domingo, 16 de agosto de 2015

Monumento ao Renascimento Africano, um símbolo de magnificência ou de loucura?




O Monumento ao Renascimento Africano, com 50 metros de altura, domina o horizonte da capital senegalesa de Dacar. Seu tamanho é mesmo de tirar o fôlego: novos monumentos deste tamanho são raros e esta é a maior estátua na África. No entanto, apesar de ser anunciada como uma celebração do renascimento do continente, tornou-se um escândalo na república africana economicamente angustiada.

O Monumento ao Renascimento Africano foi projetado por Pierre Goudiaby e custou cerca de 40 milhões de dólares. Está situado na ponta mais ocidental do continente e, esperava-se, seria o monumento mais imediatamente reconhecível de África, uma espécie de Cristo Redentor para o novo milênio.



Infelizmente para o cérebro por trás dessa loucura colossal, o octogenário presidente Abdoulaye Wade -que perdeu a eleição em 2010, quando fez uma proposta para um terceiro mandato-, a estátua ofendeu uma grande parte da população do país.

Os moradores que vivem em torno do gigante estão sofrendo com a crise econômica. Os cortes de energia são frequentes, os preços dos alimentos estão subindo e alcançam os valores mais altos de todos os tempos e inundações regulares deixam um grande número de pessoas desabrigadas. Em vez de uma celebração de seu longo caminho para a liberdade, a estátua parece incitar um sentimento de fracasso e perda diariamente. Talvez uma familiaridade prolongada faça com que a simpatia suplante o desprezo que muitos sentem pelo monumento agora.

Para piorar a situação, uma grande proporção dos senegaleses são muçulmanos -94% para ser exato-. Apesar dos locais não serem extremamente radicais em termos religiosos -como era de se esperar- a mulher esculpida com um seio nu e exposto junto a seu companheiro sem camisa não são apreciados por muitos.


40 milhões pode nem parecer muito dinheiro, mas para o desvalorizado franco CFA (254 : 1 real) é uma verdadeira fortuna que poderia ter resolvido um grande número de problemas. No entanto, para muitos, a maior ironia é que um símbolo de independência e liberdade da opressão foi construída por estrangeiros (coreanos).


Fonte: Mdig

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Estão abertas as inscrições para o processo de seleção dos cursos técnicos integrados ao ensino médio do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB).




O Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB) publicou o edital de seleção para os cursos técnicos integrados ao ensino médio e os técnicos subsequentes (para quem já concluiu). São 1.815 vagas pra o integrado ao médio e 1.845 para o ensino subsequente, totalizando 3.660 vagas. A entrada é para os cursos presenciais no ano de 2016.

A inscrição começa em 10 de agosto e vai até 2 de outubro de 2015. O Processo Seletivo para os Cursos Técnicos Presenciais (PSCT 2016) terá provas em 8 de novembro. As vagas são ofertadas em Cabedelo, Campus Avançado Cabedelo Centro, Cajazeiras, Campina Grande, Guarabira, João Pessoa, Monteiro, Patos, Picuí, Princesa Isabel, Sousa e de forma pioneira nos novos campi de Catolé do Rocha, Esperança, Itabaiana, Itaporanga, Santa Rita e no campus Avançado de Mangabeira, bairro mais populoso da Capital paraibana.

A prova para os Cursos Técnicos Subsequentes ao Ensino Médio constará de um único teste que avaliará conhecimentos de Língua Portuguesa e Matemática em nível de ensino médio. Já para os Cursos Técnicos Integrados ao Ensino Médio o teste será de Língua Portuguesa, Matemática, Geografia e História em nível de ensino fundamental.

A taxa de inscrição é no valor de R$ 50,00 (Integrado) e R$ 40,00 (Subsequente). Mas, é possível pedir isenção se tiver direito conforme a lei. Metade das vagas ofertadas por curso, turno e campus são destinadas para candidatos Egressos de Escolas Públicas.

 Alguns cursos testão sendo oferecidos pela primeira vez como Experimental em Náutica. Outros já existiam na modalidade superior como Automação Industrial, que agora surge na opção técnico, e também o curso de Segurança do Trabalho que também existe na modalidade de Educação a Distância e agora é oferecido como presencial em Patos. Outro curso novo é Cuidados de Idosos, comumente ofertado como qualificação.

Os demais cursos ofertados são Meio Ambiente, Recursos Pesqueiros, Transporte Aquaviário, Pesca, Edificações, Eletromecânica, Informática, Manutenção e Suporte em Informática, Mineração, Petróleo e Gás, Contabilidade, Eletrônica, Eletrotécnica, Equipamentos Biomédicos, Mecânica, Secretariado, Instrumento Musical, Controle Ambiental, Geologia, Agropecuária e Agroindústria.

O IFPB reserva 5% das vagas para pessoas com deficiência. Em Sousa, há reserva de 20% das vagas para quem vive em assentamentos da reforma agrária. O PSCT 2016 tem suas vagas divididas também conforme cotas que levam em conta a identidade étnica e a condição econômica familiar.

No IFPB, o estudante pode ter acesso a estágios e bolsas de pesquisa e de extensão. Conforme a comprovada necessidade de carência financeira do estudante, esse pode contar com programas de assistência para moradia, alimentação e transporte durante o período de aulas.



Fonte: *Ana Carolina Abiahy e Patrícia Nogueira – jornalistas do IFPB

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Abertura dos Jogos Escolares da rede municipal de São Domingos.




Na tarde de segunda-feira, 10, aconteceu a abertura dos Jogos escolares 2015, nas dependências do ginásio de esporte da Escola Municipal de Ensino Fundamental “Maria Marques de Assis”, com a presença da diretora,  professores, funcionários, alunos e jogadores representantes da escola. 



Os Jogos Escolares é um evento organizado pela professora de Educação Física Anair Monteiro juntamente com a equipe de professores e funcionários da Escola Municipal “Maria Marques de Assis”, contando também com apoio da Secretaria de Educação e Prefeitura Municipal de São Domingos.

Na solenidade de abertura foi iniciado ao som do Hino Nacional Brasileiro e também o Hino Municipal de São Domingos, tocado na sanfona pelo aluno Ruan Silva acompanhado pelo professor e músico Renato Nunes na Guitarra. Na oportunidade foram apresentados os ternos que as equipes irão utilizar durante as competições.


Os Jogos Escolares é um projeto de grande importância para todas as crianças que participam, e é um grande incentivo à boa prática de esportes já na infância e depois na juventude, uma vez que abrange modalidades e categorias desde o pré-mirim até infanto-juvenil (ensino médio). As competições aconteceram em 6 modalidades: baleada, futsal,  vôlei,  dominó, damas e xadrez.



O projeto tem por objetivo proporcionar ao aluno um aprendizado de respeito ao colega e ao adversário, possibilitando a sua superação de limitações enquanto aprende a perder e a ganhar.

domingo, 9 de agosto de 2015

A Origem do Dia dos Pais.



Ao que tudo indica, o Dia dos Pais tem uma origem bem semelhante ao Dia das Mães, e em ambas as datas a idéia inicial foi praticamente a mesma: criar datas para fortalecer os laços familiares e o respeito por aqueles que nos deram a vida.

Conta a história que em 1909, em Washington, Estados Unidos, Sonora Louise Smart Dodd, filha do veterano da guerra civil, John Bruce Dodd, ao ouvir um sermão dedicado às mães, teve a idéia de celebrar o Dia dos Pais. Ela queria homenagear seu próprio pai, que viu sua esposa falecer em 1898 ao dar a luz ao sexto filho, e que teve de criar o recém-nascido e seus outros cinco filhos sozinho. Algumas fontes de pesquisa dizem que o nome do pai de Sonora era William Jackson Smart, ao invés de John Bruce Dodd.

Já adulta, Sonora sentia-se orgulhosa de seu pai ao vê-lo superar todas as dificuldades sem a ajuda de ninguém. Então, em 1910, Sonora enviou uma petição à Associação Ministerial de Spokane, cidade localizada em Washigton, Estados Unidos. E também pediu auxílio para uma Entidade de Jovens Cristãos da cidade. O primeiro Dia dos Pais norte-americano foi comemorado em 19 de junho daquele ano, aniversário do pai de Sonora. A rosa foi escolhida como símbolo do evento, sendo que as vermelhas eram dedicadas aos pais vivos e as brancas, aos falecidos.

A partir daí a comemoração difundiu-se da cidade de Spokane para todo o estado de Washington. Por fim, em 1924 o presidente Calvin Coolidge, apoiou a idéia de um Dia dos Pais nacional e, finalmente, em 1966, o presidente Lyndon Johnson assinou uma proclamação presidencial declarando o terceiro domingo de junho como o Dia dos Pais (alguns dizem que foi oficializada pelo presidente Richard Nixon em 1972).

No Brasil, a idéia de comemorar esta data partiu do publicitário Sylvio Bhering e foi festejada pela primeira vez no dia 14 de Agosto de 1953, dia de São Joaquim, patriarca da família.

Sua data foi alterada para o 2º domingo de agosto por motivos comerciais, ficando diferente da americana e européia.


Fonte: Portal da Família

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Os 70 anos do lançamento das bombas em Hiroshima e Nagasaki.



As duas maiores atrocidades humanas da história completam 70 anos, no dia 6 em Hiroshima e 9 de agosto em Nagasaki.



A primeira explosão de uma bomba atômica na história da humanidade aconteceu no dia 6 de agosto de 1945, uma segunda-feira. A bomba foi lançada sobre o centro da cidade de Hiroshima às 8h15 da manhã. Como o horário comercial começava às 8h da manhã, muitas pessoas foram atingidas em fábricas e escritórios. A bomba, chamada pelos norte-americanos de Little Boy, continha 50 quilos de urânio 235, com potencial destrutivo equivalente a 15 mil toneladas de TNT. O calor liberado pela bomba foi de 100 calorias/cm² no grau zero, 56 calorias/cm² a 500 metros e 23 calorias/cm² a mil metros do centro da explosão.



Nagasaki foi atingida no dia 9 de agosto, às 11h02 da manhã. Inicialmente o plano do exército americano era de jogar a bomba sobre Kokura, Fukuoka. Mas o tempo nublado impediu que o piloto visualizasse a cidade, e decidiu-se pela segunda opção. Nagasaki não era considerado um alvo ideal porque é rodeada por montanhas, o que diminuiria o poder destrutivo. A bomba, chamada Fat Boy, era de plutônio 239, com potência equivalente a 22 mil toneladas de TNT, ou seja, 1,5 vez mais potente que a bomba jogada sobre Hiroshima. Como a bomba foi jogada às pressas, sem ter um alvo definido, o centro da explosão ficou a 3 quilômetros do centro da cidade.

Hoje, as ruínas do edifício comportam o Memorial da Paz, que é visitado por cerca de 11 milhões de pessoas todos os anos. Desse total, 650 mil correspondem a turistas de fora do Japão.



"Por muito tempo eu não tive vontade de visitar o prédio. Quando ele recebeu o título da Unesco é que pensei em voltar ao local. Mas, mesmo assim, ainda não queria ver o prédio destruído", lembra Kimie Mihara, de 89 anos, que, apesar de possuir uma aparência frágil, demonstra muita lucidez.


Em 1961, a prefeitura de Hiroshima decidiu manter as ruínas do prédio como uma lembrança daquele triste momento, e, em 1996, a edificação histórica recebeu o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, da Unesco, como forma de chamar a atenção do mundo para a necessidade de paz e de acabar com as armas nucleares.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Um novo olhar sobre a Fundação da Paraíba.




A fundação da Paraíba, ao contrário do que muitos pensam, deu-se no dia 4 de novembro de 1585, em conseqüência de um pacto de paz firmado entre o índio Piragibe, cacique dos Tabajaras e  Martim Leitão, no dia 3 de agosto do mesmo ano.

A data 5 de agosto é atribuída em memória do desembarque de João Tavares a fim de escolher o local onde seria construído o Forte que deu origem a cidade.

Segundo o historiador Horácio Almeida, “João Tavares no dia do desembarque não fez mais do que dar umas voltas em terra para verificação do sítio recomendado por Martim Leitão. Nem mesmo o local do Forte escolheu pois essa atribuição não era de sua competência.

O dia 5 de agosto ficou valendo por ser esse o dia da invocação à Nossa Senhora das Neves, nome esse atribuído ao seu primeiro batismo.”

Três anos depois, no Governo de Frutuoso Barbosa (1588/1591), a cidade passou a ser chamada de Filipéia de Nossa Senhora das Neves e foi atribuída a Frutuoso, “a idéia bajulatória de mudar o nome da cidade em homenagem ao rei da Espanha e Portugal , Felipe II.”

Em 1634, tivemos a invasão Holandesa e mais uma vez foi mudado para Frederica, em honra a Frederico, príncipe de Orange.

Depois da restauração, tomou o nome de Parahyba que manteve por quase trezentos anos, até ser substituído, em 1930, pelo nome de João Pessoa, o quinto do seu batismo.

É esta a ordem cronológica do batismo:

1º) Nossa Senhora das Neves……………1585/1588                3 anos

2º) Filipéia de N.Srª. das Neves…………..1588/1634               46 anos

3º) Frederica……………………………………1634/1654       20 anos

4º) Parahyba…………………………………….1654/1930       276 anos

5º) João Pessoa………………………………..1930                    85 anos

Como se vê, a nossa História já começa equivocada desde a data de sua fundação, na medida em que se adotou o 5 de Agosto como data de seu aniversário. Na verdade, a pedra fundamental que deu origem a cidade foi colocada no dia 4 de novembro do mesmo ano.

Fonte: Ubern

domingo, 26 de julho de 2015

85 ANOS DE UM CRIME QUE ABALOU O BRASIL: João Pessoa era assassinado em Recife.



Por Francisco Florêncio

Completam-se hoje 85 anos do assassinato em Recife, do Presidente do Estado da Paraíba, o Dr. João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque. Esta é uma das mais significativas datas da história da república brasileira. Menos pela morte do ilustre paraibano, mais pelo que a partir dela disparou-se a dita Revolução de 1930.

Rememoremos as circunstâncias do trágico evento e suas repercussões.

O Presidente João Pessoa havia sido candidato à vice presidente na chapa presidencial do partido da Aliança Liberal, atraindo para si e para a Paraíba, todas os tipos de perseguições por parte do governo federal de então, que representava o status quo e contra o qual prometia a Aliança Liberal, como oposição, um novo modelo de política para o Brasil. Foi nesse contexto que aconteceu a chamada “Revolta de Princesa”. A Paraiba foi fortemente conturbada internamente por este movimento armado, e o governo, sem recursos, enfrentou sozinho a grave perturbação política e social provocada pela rebeldia comandada pelo Deputado Coronel José Pereira. Ódios e rancores foram os subprodutos dessa situação. Dentre eles, o adversário político João Dantas, bacharel paraibano, que foi envolvido em intrigas pessoais alimentadas pelas questões políticas e, num lance oportunista e irracional, assassinou a tiros, em Recife, o Presidente João Pessoa, quando este visitava àquela cidade, neste fatídico dia 26.



O fato mudou a história do Brasil. A Aliança Liberal havia sido derrotada nas eleições de março de 1930. Seus líderes, entre eles Getúlio Vargas, conformados pela derrota, recolhiam-se às suas rotinas. A comoção do assassinato reacendeu a chama apagada dos conspiradores, que oportunisticamente souberam aproveitar o clamor público e criaram o mártir que lhes faltava para a retomada do furor revolucionário, que explodiu em 3 de outubro daquele ano. O corpo do Presidente foi levado de Recife embalsamado, e exposto aos paraibanos na sua capital, onde multidões agitadas clamavam por vingança.  De lá, o corpo seguiu de navio até ao Rio de Janeiro, então capital federal, onde foi apresentado como o supremo mártir dos novos ideais republicanos e democráticos, e lá enterrado com as honras de herói nacional. Em Princesa, o coronel Zé Pereira, exaurido em recursos para manter a campanha militar, assustado com a repercussão do “martírio” do seu feroz opositor, aproveitou o ensejo e deu a luta por encerrada, alegando que “tinha perdido o gosto pela luta”, como dito por seus biógrafos.


Hoje, quase todos os personagens dessa época estão mortos, e com eles, enterradas suas paixões, ambições, vaidades e afins. Só lhes restou entrarem na história. À nós de avaliarmos se valeu a pena. Texto furtado do Blog do Tião Lucena.

Descoberto o que pode ser mais antigo fragmento do Alcorão.



Testes indicam que manuscrito pertencente ao acervo da Universidade de Birmingham tem ao menos 1.370 anos e remete à época de Maomé. Trechos do livro sagrado do islã podem ser os mais antigos de que se tem conhecimento.

A Universidade de Birmingham, no Reino Unido, anunciou nesta quarta-feira (22/07) ter descoberto fragmentos do Alcorão que podem ser os mais antigos do mundo, com ao menos 1.370 anos de idade.

O manuscrito estava há pelo menos cem anos arquivado numa coleção de livros e documentos do Oriente Médio da biblioteca de Cadbury, da Universidade de Birmingham, sem que sua importância fosse percebida. Os fragmentos estavam junto com páginas de um manuscrito similar que não era tão antigo.

Segundo a universidade, um teste de datação por radiocarbono indicou que o manuscrito é de uma época próxima à do profeta Maomé, que se acredita ter vivido de 570 a 632. A análise feita pela Unidade de Acelerador de Radiocarbono da Universidade de Oxford revelou que os fragmentos foram escritos em pele de ovelha ou de cabra e que podem ser os mais antigos do Alcorão de que se tem conhecimento.

"Descobrir que tínhamos um dos fragmentos mais antigos do Alcorão em todo o mundo foi emocionante", disse a diretora de coleções especiais da Universidade de Birmingham, Susan Worrall. De acordo com os testes, a probabilidade de que o material tenha sido escrito entre os anos de 568 e 645 é de 95%, o que o situa no período inicial do islã.

"Segundo a tradição muçulmana, o profeta Maomé recebeu as revelações que formam o Alcorão entre os anos 610 e 632, o ano de sua morte", afirma David Thomas, professor de Cristianismo e Islã da Universidade de Birmingham. "A pessoa que o escreveu pode muito bem ter conhecido o profeta e escutado suas pregações."

RC/efe/ap

sábado, 18 de julho de 2015

90 anos de Mein Kampf - Minha Luta, livro de Adolf Hitler.





O livro “Mein Kampf” (“Minha Luta”, em português), escrito por Adolf Hitler, completa 90 anos no dia 18 de julho de 2015. Dividido em duas partes, o primeiro volume foi escrito na prisão, após ser detido na Baviera por tentativa de golpe e traição, e editado em 1925; e o segundo, escrito em liberdade e editado em 1926.

“Mein Kampf” expressa as ideias antissemitas, racistas e nacional-socialistas adotadas pelo partido nazista alemão, além de possuir conteúdo autobiográfico de Hitler. Durante o período da Alemanha nazista era comum presentear recém-nascidos e recém-casados com essa obra. Todos estudantes alemães que se formavam na escola, recebiam um exemplar como presente.

Originalmente a obra foi chamada de “Viereinhalb Jahre [des Kampfes] gegen Lüge, Dummheit und Feigheit” (“Quatro anos e meio de luta contra mentiras, estupidez e covardia”, em português). No entanto, Max Amann, editor do livro, decidiu abreviá-lo para o título conhecido.

Os direitos autorais do livro foram entregues ao Estado da Baviera pelo próprio Hitler. O estado recusa-se a publicar e permitir republicações do livro, porém os direitos autorais expiram a partir do dia 31 de dezembro de 2015, quando a obra passa a ser de domínio público, podendo ser reeditada, traduzida para outros idiomas e publicada por outras editoras.

Adolf Hitler nasceu em 1889 na Áustria e se naturalizou alemão em 1932. Foi “Führer” da Alemanha de 1934 a 1945, quando cometeu suicídio em Berlim. Sua ideologia e sua doutrina foram os pivôs da Segunda Guerra Mundial.


terça-feira, 14 de julho de 2015

A Pedra de Roseta: uma chave para entender o passado.




Em 1799, Napoleão e suas tropas haviam invadido o Egito. Ao fortificar uma base militar, um dos soldados encontrou uma pedra que mudou por completo a forma de estudar o Egito Antigo. O bloco de granito negro de mais de 2000 anos de idade e coberto por inscrições, recebeu o nome Pedra de Roseta. A descoberta logo se tornou célebre, pois a descoberta apontava o caminho para a leitura e compreensão dos até então indecifráveis hieróglifos egípcios.


A ORIGEM



Voltemos ao ano 322 a.C. Esse ano marca a conquista do Egito por Alexandre, o Grande. Após a morte de Alexandre, um de seus generais, chamado Ptolomeu, se tornou o governante do Egito e deu início à Dinastia Ptolomaica. Em 205 a.C, seu descendente, Ptolomeu V, assumiu o trono. O reinado anterior havia sido sido um período turbulento, algo que contribuiu para enfraquecer o poder da família.

Buscando consolidar seu domínio, Ptomoleu V aliou-se a sacerdotes egípcios que ainda exerciam grande influência sobre o povo egípcio. Como resultado, em 196 a.C, foi escrito pelos sacerdotes uma declaração de apoio ao jovem rei. Cópias dessa proclamação foram colocadas em templos por todo o Egito. Uma dessas cópias, que sobreviveu até nossos dias, é a famosa Pedra de Roseta. O nome do artefato faz referência à cidade egípcia Rashid – rosa em árabe – local em que a pedra foi encontrada no ano de 1799.

O IDIOMA ESQUECIDO

HIERÓGLIFO – junção das palavras gregas hierós (sagrado) e glýphein (escrita). Designa a forma de escrita através do uso de figuras que originou-se por volta do ano 3000 a.C.

ROSETTA

REPRESENTAÇÃO DE COMO SERIA A PEDRA ORIGINALMENTE E A DIVISÃO DOS IDIOMAS.
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O texto gravado na superfície da Pedra de Roseta é um tratado burocrático e formal. Não contém informações muito reveladoras. Mas o grande detalhe é que o mesmo texto está registrado em três idiomas distintos – o grego clássico, o demótico (uma outra versão de escrita egípcias) e os hieróglifos egípcios.

À parir do século 2 d.C, o cristianismo substituiu a religião egípcia e o uso de hieróglifos foi gradativamente desaparecendo até que por volta de 400 d.C teve seu último uso no Templo de Ísis da ilha de File. Durante os 1400 anos seguintes, até a descoberta da Pedra de Roseta, ninguém soube como decifrar os símbolos.

QUEBRANDO O CÓDIGO

Apesar de ser a chave para decifrar o enigma, a Pedra de Roseta não trazia a resposta pronta. Anos se passarem e muitas horas de trabalho árduo foram empreendidas até que os hieróglifos pudessem ser decifrados. O inglês Thomas Young foi o primeiro a conseguir algum avanço partindo da ideia de que um conjunto de caracteres da Pedra formavam o nome Ptolomeu.

Mais tarde, o francês Jean-François Champollion descobriu que, diferente do conceito prévio, muitos dos hieróglifos não eram representações pictóricas de palavras, mas correspondiam a sons, assim como as letras do nosso alfabeto.



Munido de tais informações e fazendo a comparação entre os três idiomas registrados na pedra, Champollion conseguiu grandes avanços e, em 1822, publicou estudos que explicavam como os hieróglifos poderiam ser lidos. Assim o código foi decifrado e uma nova janela para a compreensão do Egito Antigo foi aberta.

Apesar de ter sido encontrada por franceses, a Pedra de Roseta nunca foi para a França, pois as tropas napoleônicas acabaram derrotadas pela aliança dos Otomanos e Britânicos. Com a rendição da França, os britânicos tomaram posse da pedra, e, no ano seguinte, a transferiram para o Museu Britânico, onde ela está até hoje.

Fonte:

ahistoriadosseculos.org

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Revolução Francesa: Tomada da Bastilha completa 226 anos.


Pintura de Jean-Pierre Houël “Tomada da Bastilha”. No centro se vê a prisão de Jourdan de René de Bernard, marquês de Launay (1740-1789).

A Tomada da Bastilha, que aconteceu no dia 14 de julho, é um dos grandes símbolos da Revolução Francesa, evento que marcou, em 1789, a passagem da Idade Moderna para a Idade Contemporânea. Em 2015, a queda de um dos principais monumentos do poder monárquico completa 226 anos.

A Revolução Francesa foi um movimento social e político que transformou profundamente a França entre os anos de 1789 e 1799. A burguesia, com o apoio da população, conseguiu derrubar a monarquia absolutista, colocando fim aos privilégios da nobreza e do clero.

O dia 14 de julho é feriado na França até hoje. O país comemora essa data com grandes celebrações e paradas militares por todo o território francês, com destaque para o desfile militar na Avenida Champs-Elysées, prestigiado pelo Presidente da República. Outros países também festejam a data: Bélgica, Hungria, Estados Unidos…

A fortaleza medieval tinha apenas sete prisioneiros quando foi tomada. Sua queda pelas mãos dos revolucionários parisienses foi importante porque simbolizou o fim do Antigo Regime e o fortalecimento da participação popular na Revolução Francesa.


domingo, 5 de julho de 2015

Integralismo e o fascismo brasileiro.



O fascismo no Brasil teve na Ação Integralista Brasileira (AIB) sua principal organização, criada na década de 1930, logo após o Movimento Constitucionalista de 1932. Seu principal representante foi Plínio Salgado, e os membros da AIB eram conhecidos por integralistas, camisas verdes ou, pejorativamente, como galinhas-verdes, por conta da cor de seus uniformes. O que principalmente caracterizava o integralismo era o exacerbado militarismo e o nacionalismo.

A semelhança com os grupos nazifascistas europeus ia do uniforme às saudações, passando, claro, pela doutrina que proclamavam. Tinham como símbolo a letra grega sigma, ∑, que ostentavam em bandeiras e braçadeiras, significando a somatória da população, integrada e unida em um Estado centralizado e militarizado. Este conjunto de símbolos contava ainda com a saudação efetuada entre os militantes, proferindo a palavra indígena anauê, semelhante ao “heil Hitler” dos nazistas, mas com coloração tupi-guarani. A necessidade de apresentar o movimento como um corpo único evitava fomentar o individualismo, sendo os membros sempre apresentados publicamente de forma homogênea, em seus uniformes e posturas. A principal base social de apoio dos integralistas era as chamadas classes médias urbanas e alguns grupos de intelectuais.


A simbologia integralista ainda incluía o culto à personalidade do líder, no caso Plínio Salgado, evidenciando desta maneira a adesão à organização hierárquica e à ideia de submissão aos superiores na escala de comanda do integralismo. Essa submissão hierárquica, aliada ao nacionalismo, tinha por objetivo ser cimentada em bases militaristas como é possível perceber pela seguinte frase, uma dentre as várias utilizadas pelos integralistas: “Nós despertaremos a Pátria. Nós a ergueremos. De pé, a fronte erguida, ela dará o primeiro passo e marchará”.



Ainda no aspecto da doutrina, os integralistas defendiam a necessidade de organização política do Estado a partir do controle de um partido único e fortalecido, à semelhança do nazifascismo europeu, instrumentos necessários para a integração da nação, de onde surgiu o nome do partido. Com um nacionalismo tendendo à xenofobia e ao racismo, os integralistas realizaram manifestações de rua na década de 1930, sempre de forma disciplinar e repleta de símbolos, como os acima indicados. Outro tipo de ação de rua dos integralistas era o combate aos membros da Aliança Nacional Libertadora (ANL), composta por várias forças políticas que buscavam mudanças sociais, inclusive os comunistas. O motivo dos combates se devia à rejeição violenta ao comunismo, ao liberalismo e ao capitalismo financeiro, pois baseavam seu programa de controle social no corporativismo e na eliminação dos parlamentos.




Toda esta postura levaria ainda os integralistas a apoiarem o governo de Vargas, principalmente depois do Estado Novo, devido à origem fascista dessa estrutura estatal e de sua aproximação com os países do Eixo, durante a II Guerra Mundial. Mas os integralistas não conseguiram participar do Estado Novo, apesar de continuarem atuando e, frente a essa marginalização, tentaram derrubar Vargas em maio de 1938, num fracassado assalto ao Palácio da Guanabara, que ficou conhecido como Intentona Integralista. Depois desse episódio, Plínio Salgado foi exilado e o integralismo perdeu sua força, restando, no final do século XX e início do XXI, algumas de suas características nos grupos Skinheads.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

II Encontro Nacional de História do Sertão.





Nos dias 13 e 16 de outubro acontecerá o II Encontro Nacional de História do Sertão (II ENHS), promovido pelo curso de História Licenciatura da UFAL/Campus do Sertão, localizado na cidade de Delmiro Gouveia\AL.

O evento contará com conferências, mesas-redondas, minicursos, simpósios temáticos, oficinas pedagógicas de história e apresentações culturais.

 Trazendo como título “Sertão: memórias, identidades e territórios” o evento se coloca como um espaço aberto às discussões epistemológicas e teórico-metodológicas sobre as relações de nossa sociedade contemporânea com a história e a memória, reconfigurando identidades e territorialidades a partir do sertão nordestino como objeto e produtor de saberes históricos.

As inscrições serão realizadas tanto de forma presencial quanto pela internet, mas fique atento, observe as normas e os prazos de inscrições e aproveite os descontos para aqueles que confirmarem antecipadamente suas presenças.

Para mais informações consulte o site abaixo:

quinta-feira, 11 de junho de 2015

150 anos da Batalha Naval do Riachuelo, umas das mais importantes da Guerra do Paraguai.




A Batalha Naval do Riachuelo, ou apenas Batalha do Riachuelo, ocorreu no dia 11 de junho de 1865 e é considerada uma das mais importantes da Guerra do Paraguai (1864-1870) por historiadores e militares. O confronto ocorreu às margens do Riachuelo, um afluente do rio Paraguai, na província de Corrientes, na Argentina. De um lado estavam as tropas do Paraguai e, do outro, as do Império do Brasil.



Na época do conflito, o acesso aos rios na região da Bacia do Prata era estratégico, já que não havia estradas por ali até a segunda metade do século XX. O Paraguai não possuía uma saída direta ao mar, e a bacia era controlada por Argentina e o Uruguai. Este último, por sua vez, vivia ameaçado por tropas do Império do Brasil e da Argentina.

Os paraguaios já haviam ocupado áreas do atual Mato Grosso do Sul, no Brasil, e caso ganhassem a batalha do Riachuelo, poderiam descer pelos rios e conquistar Montevidéu, no Uruguai, além de ocupar o atual Rio Grande do Sul.



Para a batalha, a Força Naval Brasileira contava com nove navios e um total de 2.287 homens, chefiados pelo Almirante Francisco Manuel Barroso da Silva. No lado do Paraguai, havia oito navios armados e, aproximadamente, 1200 homens, sob o comando do Comodoro Mezza.

O confronto iniciou às 8h30 daquele dia e se encerrou às 17h30, com vitória do Almirante Barroso. A conquista foi muito importante para a Tríplice Aliança, que passou a controlar os rios da Bacia do Prata até os limites com o Paraguai, ganhando vantagem logística e também fechando os acessos paraguaios por aquela rota. Do lado dos derrotados, foram 351 mortos e 567 feridos, além de quatro navios afundados. Pelo Império do Brasil, morreram 104 pessoas, outros 142 foram feridos, além de 20 desaparecidos e um navio afundado.

Fonte: History

quarta-feira, 10 de junho de 2015

O Rádio foi o maior instrumento de propaganda nazista.



Um dos pilares do poder nacional-socialista consistia no monopólio sobre a opinião pública e a total soberania sobre a produção cultural. Esta tendência ficou bastante evidente, já que apenas algumas semanas depois de tomar o poder, Hitler criou o Ministério do Esclarecimento do Povo e da Propaganda (Ministerium für Volksaufklärung und Propaganda) cujo líder passa a ser um dos homens mais importantes do carrasco: Joseph Goebbels. É em setembro de 1933 que Goebbels burocratiza toda a produção cultural do país, criando a Câmara de Cultura do Império (Reichskulturkammer) que, por sua vez, era setorizada nas seguintes esferas: Letras, Imprensa, Rádio, Teatro, Cinema, Música e Artes Plásticas.

Tal câmara tinha como objetivo organizar e observar o todo da vida cultural, tendo como background a ideologia nazista. A partir de setembro de 33, apenas os “afiliados” (por coerção) da Câmara de Cultura é que podiam exercer seu ofício. Com isso, estavam automaticamente proibidos de serem jornalistas, escritores ou cineastas, judeus e democratas que criticavam o regime.

Hitler

O curioso é que o meio de comunicação em massa que recebeu maior investimento do Terceiro Reich foi o rádio. A televisão ainda engatinhava no mundo todo e o cinema, apesar de já ter grande aceitação, jamais teve o poder de estar diariamente no lar dos alemães. Goebbels foi tão astuto que ordenou a produção de um aparelho de rádio chamado VE301 (atenção para o número 301, que se refere ao dia 30 de janeiro de 1933, dia em que Hitler foi nomeado chanceler). Para garantir a presença do rádio em muitas casas, Goebbels criou uma campanha para tornar acessível a compra do VE301 (em 1939, 70% da população alemã ouviam rádio).

O rádio foi, portanto, o meio mais eficiente de divulgação da visão de mundo nacional-socialista e procurava transmitir aos seus ouvintes a celebração do regime e o apaziguamento dos conflitos através de programas cujo conteúdo era completamente apolítico.


Coincidência com o que passou a ser o papel da televisão no pós-guerra nos Estados Unidos e, logo, no Brasil? Talvez os mass media não sejam tão inescrupulosos como o foram os do regime nazista, mas não deixa de ser problemático constatar um germe comum a duas formas completamente diferentes de produzir cultura e transmiti-la ao povo. O filósofo alemão Theodor W. Adorno, exilado durante os anos do nacional-socialismo, viu traços microfascistas no povo americano e publicou em 1950 seu “A personalidade autoritária”. Nada melhor que um alemão para entender do que se tratam os microfascismos que ainda parecem persistir numa sociedade global que acredita ser o resultado da vitória sobre Adolf Hitler há quase 70 anos atrás…

Esta história do Ministério da Propaganda continua em um post futuro!


Fonte: Benz, Wolfgang. Geschichte des Dritten Reiches. München, dtv:2011.