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quarta-feira, 12 de novembro de 2014

A bandeira do Brasil já foi semelhante à dos EUA?



Por um período de poucos dias, logo após a proclamação da República, a bandeira brasileira foi muito semelhante à dos Estados Unidos da América. Em verdade, nas palavras do marechal Deodoro da Fonseca, a proposta dos republicanos, liderados por Lopes Trovão, tratava-se de um arremedo grosseiro da bandeira dos Estados Unidos.
Uma bandeira não é simplesmente um desenho despretensioso, pelo contrário, é o símbolo máximo de representação de uma nação. Se ocorre alguma mudança significativa no país (como a alteração do regime político, por exemplo) normalmente a bandeira é atualizada, quando não simplesmente substituída.

O Brasil, terra com uma história de instabilidade política, já possuiu mais de 15 bandeiras diferentes até chegar à versão atual, de 11 de maio de 1992. A bandeira que conhecemos atualmente, por exemplo, começou a tomar forma com a proclamação da Independência, em 7 de setembro de 1822.



Durante todo o período de Império (1822 – 1889), a bandeira do Brasil era composta por uma coroa, posicionada acima de um escudo (com desenho semelhante ao da bandeira de Portugal), envolta em ramos de café e tabaco, sobre o losango amarelo e retângulo verde. Com a queda do Império, ela foi substituída.

Poucos dias após a proclamação da República, um grupo de republicanos submeteu o que supostamente seria a nova bandeira do Brasil (há alguns dias em uso não-oficial) à aprovação de Deodoro da Fonseca. A proposta foi absolutamente rejeitada: o presidente do governo-provisório julgou que tratava-se de uma cópia grosseira da bandeira dos Estados Unidos, que ficou conhecida como bandeira provisória da República, porque não foi oficializada.

Não se sabe se a intenção do autor da bandeira provisória era copiar os EUA. O fato é que, afora suas cores (verde e amarela), a maioria de seus elementos a tornavam muito semelhante à bandeira norte-americana: listrada horizontalmente, com um pequeno retângulo no canto superior esquerdo, preenchido por estrelas.

A bandeira oficial



A bandeira oficialmente adotada pelo Brasil no início da República, em 19 de novembro de 1889, é a mesma que temos hoje, com algumas estrelas a menos. Ela foi idealizada por dois dos principais positivistas brasileiros, Raimundo Teixeira Mendes e Miguel Lemes, com ajuda de Manuel Pereira Reis, um expoente professor de astronomia da época.

A nova bandeira mantinha os tradicionais losango amarelo e o retângulo verde, que representavam a riqueza mineral e vegetal da nação, respectivamente. O escudo foi substituído pela esfera azul, a qual foram introduzidas estrelas (uma para cada Estado) e cortada por uma faixa branca com a inscrição “Ordem e Progresso”, invocando o lema do positivismo, cujo o pai é o sociólogo de Augusto Comte.

Desde então a bandeira brasileira permanece a mesma, com apenas três alterações no número de estrelas (em 1960, 1968 e 1992), decorrentes da criação de novos Estados.

Fonte: UOL


Após 125 anos, desenhos originais da bandeira do Brasil são encontrados.




Dois papéis históricos de valor inestimável foram descobertos no Rio de Janeiro. São os rascunhos que deram origem à bandeira do Brasil, riscados pelo engenheiro Raimundo Teixeira Mendes em novembro de 1889, após a Proclamação da República.
Em ambos os papéis se veem a esfera, as estrelas e os dizeres “Ordem e Progresso”. O primeiro é um papel milimetrado, que permitiu a Teixeira Mendes posicionar e dimensionar cada estrela com precisão. O segundo é um papel vegetal, onde estão os traços definitivos.
Os desenhos estavam na centenária Igreja Positivista, no bairro da Glória, esquecidos dentro de uma caixa. Foram descobertos por acaso, quando se limpavam os armários do último presidente da igreja, que morreu em julho. Os papéis estão nas mãos de restauradores. Quando o trabalho terminar, serão expostos ao público.
— Encontramos um tesouro que pertence a todos os brasileiros — afirma o atual presidente da Igreja Positivista, Alexandre Martins.
O material estava na igreja porque o positivismo exercia forte influência sobre os intelectuais brasileiros do final do século 19. Criado pelo francês Auguste Comte, o positivismo faz uso da ciência para explicar o mundo. Hoje ultrapassada, essa visão era vanguardista para a época.
Foi o positivista Benjamin Constant, ministro da Guerra do novo regime, que aprovou o desenho de Teixeira Mendes, também positivista. Amor, ordem e progresso formavam o tripé da religião.

Fonte: Agência Senado


sábado, 8 de novembro de 2014

1ª Mostra de Arte da Escola" Maria Marques de Assis" II





Estudantes do ensino fundamental da Escola “Maria Marques de Assis” soltaram a imaginação para confeccionar diferentes tipos de trabalhos para a 1ª Mostra de Artes .

Foi neste universo mágico, que os alunos realizaram nesta sexta (7), a culminância do projeto multidisciplinar “Leitura e Releituras”no refeitório da E.M.E.F “Maria Marques de Assis” na cidade de São Domingos-PB. A ação tem como objetivo despertar nos educandos o prazer pela arte e a leitura.

A amostra foi organizada pelo professor Jeferson Rolim e foi resultado das ações realizadas durante o segundo semestre do ano letivo. Todo o trabalho foi baseado na interpretação das obras, segundo o olhar dos alunos do 6º ao 8º ano da unidade educacional.



Através do trabalho de “Releitura de Obras” faz com que os alunos entrem em contato com o universo da arte de forma participativa; após apreciar e ter informações sobre determinada obra. Ao reproduzir esta obra, o aluno desenvolve habilidades como: percepção, imaginação e amplia seu universo cultural.

As artes visuais estão presentes na vida. Ao desenhar ou pintar a pessoa expressa suas interpretações e impressões sobre o mundo. As artes visuais são linguagens e, portanto, uma das formas importantes de expressão e comunicação humana, o que por si só justifica sua presença no contexto da Educação de um modo geral.




terça-feira, 4 de novembro de 2014

45 anos da morte de Carlos Marighella, político e guerrilheiro brasileiro.



Político e guerrilheiro brasileiro, o baiano Carlos Marighella foi morto em uma emboscada em São Paulo, no dia 4 de novembro de 1969. Marighella iniciou seus estudos em engenharia civil, na Bahia, mas aos 18 anos despertava para as lutas sociais, filiando-se ao Partido Comunista. Em 1932, aos 21 anos, foi preso pela primeira vez por causa de um poema com críticas ao interventor baiano Juracy Magalhães. No meio da década de 30 foi preso novamente após as lutas da Intentona Comunista. Em 1937, por conta de uma anistia, foi libertado. Contudo, com Getúlio Vargas no poder com o Estado Novo, o Partido Comunista foi para a clandestinidade. Em 1939, foi novamente encarcerado. Em 1945, houve uma nova anistia no Brasil, o Partido Comunista voltou à legalidade e Marighella foi eleito deputado constituinte. A sua liberdade política, porém, não durou muito.

No governo do general Eurico Gaspar Dutra, em 1946, o Partido Comunista foi proibido e Marighella teve o mandato cassado. Em 1953, ele esteve à frente da "Greve dos Cem Mil" e também participou da campanha "O petróleo é nosso". Durante o governo de João Goulart, o Partido Comunista voltou à legalidade. Marighella, contudo, divergia da linha adotada e, em 1962, fundou o Partido Comunista do Brasil - PC do B. Em 1964, com o golpe militar, voltou a ser perseguido, foi baleado e preso em um cinema no Rio de Janeiro. Sobreviveu e ficou encarcerado por 80 dias, mas acabou solto pela ação de um advogado. Marighella também passou a divergir no PC do B e acabou expulso do partido. Fundou então a Ação Libertadora Nacional-ALN, que pregava a luta armada. A partir de 1968 participou de ações armadas, como assaltos a bancos para conseguir fundos para a ALN.


 Os integrantes do movimento participaram do sequestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick, junto com o MR-8. Apontado como inimigo público número um, ele foi morto em uma emboscada do extinto DOPS (Departamento de Ordem Pública e Social), em São Paulo, na noite do dia 4 de novembro de 1969.

Fonte: HISTORY