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terça-feira, 21 de outubro de 2014

Aluno da Escola Municipal “Janduhy Carneiro” está na semifinal da Olimpíada de Língua Portuguesa.




A crônica “Minha família, eu e a televisão” está entre os 500 textos semifinalistas da Olimpíada em todo o Brasil

O aluno Alisson Linhares Lacerda, de apenas 15 anos, representará a Paraíba na Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro. Ele cursa o 9º ano na Escola Municipal “Janduhy Carneiro” e participou do projeto na categoria crônica da Olimpíada.

A crônica “Minha Família, eu e a televisão” está entre os 500 textos semifinalistas da Olimpíada em todo o Brasil. O estudante concorrerá à semifinal regional com outros 125 da mesma categoria, sendo que serão classificados para a final nessa etapa 38 textos somados com as demais regiões do país, desta forma, 152 textos serão avaliados na etapa final.



O estudante Alisson juntamente com sua professora de Língua Portuguesa professora Salefrance Vielli da Silva Lima., viajarão dia 10, 11 e 12 de novembro de 2014 para representar a Paraíba na semifinal em Porto Alegre.

Realmente ensinar é uma arte e temos a responsabilidade de despertar a curiosidade e o prazer da aprendizagem em nossos alunos. Muitos já tem suas habilidades e o que falta às vezes é lapidar e isso com certeza foi o que aconteceu com Alisson Linhares Lacerda. O que vale é saber que todo esforço de estimulá-lo valeu a pena e está sendo gratificante para todos nós que fazemos a educação de Cajazeirinhas, disse a professora Salefrance Vielli da Silva Lima.

Concurso - A Olimpíada de Língua Portuguesa ‘Escrevendo o Futuro’ desenvolve ações de formação de professores com o objetivo de contribuir para a melhoria do ensino da leitura e escrita nas escolas públicas brasileiras. O concurso de produção de textos premia as melhores produções de alunos de escolas públicas de todo o país.
Na 4ª edição participam professores e alunos do 5º ano do Ensino Fundamental (EF) ao 3º ano do Ensino Médio (EM), nas categorias: Poema no 5º e 6º anos; Memórias no 7º e 8º anos; Crônica no 9º ano EF e 1º ano EM; Artigo de opinião no 2º e 3º anos.

Confira a crônica do Aluno Alisson Linhares Lacerda

 Minha família, eu e a televisão


Foi numa manhã de domingo. Uma bela e linda manhã. O sol estava mais quente e radiante que todos os outros dias. Era sempre o domingo o dia escolhido para reunir toda a família na casa dos meus avós maternos.

A casa deles situava-se no sítio Boa União, município de Cajazeirinhas, no alto Sertão Paraíbano. O lugar era o mais bonito e aconchegante que conheci. Era uma casa grande, rodeada de alpendres, cada lado com um pé de planta e de frutas diversificadas. Costumava ficar sempre no lado direito da casa, pois no período que íamos pra lá, a sombra predominava na maior parte do tempo e também por que era o lado da goiabeira - fruta do meu agrado. Na frente dela, tinha um açude grande e muito prazeroso de se tomar banho com toda a família. Ao lado estava o responsável pelo nosso sono acabar bem mais cedo - o curral das vacas. Por trás o poleiro das galinhas e o chiqueiro dos porcos. Usava-se nessas casas mais antigas, a antena parabólica instalada no chão do quintal da casa, pois se acontecesse alguma coisa na televisão, meu avó dava um de mecânico e tentava ajeitar.

Foi um almoço daqueles! Uma fartura sem igual. Minhas tias preparavam a buchada ( comida típica e muito trabalhosa de se fazer). Esta é a comida que é utilizado toda a composição do aparelho digestivo do carneiro, mais conhecida como as vísceras. Minha mãe e minha prima mais velha ficaram na responsabilidade do arroz ao leite, feito na panela de barro, farofa, vinagrete, vários tipos de macarrão, de arroz e de carne. Em fim, era tanta coisa boa e gostosa que não dava para comer tudo de uma só vez.

Depois do almoço, todos os homens e as crianças iam lá pra o alpendre, enquanto que as mulheres organizavam tudo na cozinha. Na sala de TV, ficou minha prima querendo assistir um programa de auditório, minha avó um programa religioso e meu primo mais novo querendo assistir os desenhos animados que só passavam naquela hora, como se os outros programas passassem em outro horário. Começava então toda a confusão. Era um tira tira de canal, um choro, uma reclamação, um silêncio sofrido e bem sofrido de minha pobre vozinha. Não aguentei. Peguei minha bola e comecei a fazer minhas embaixadinhas (pensando em bater meu próprio recorde), quando me empolguei e chutei a bola com tanta força, que foi bater na antena parabólica, ocasionando a queda de todos os canais da televisão. 

Correram todos pra saber quem tinha feito tamanha travessura. Lá estava eu, louco de preocupação e com um medo danado que me "expulsassem da família". Claro que não iam fazer isso. Mas o estrago estava feito. Não achando outro jeito, vieram todos para o alpendre com cara de raiva e de desgosto.

Fizemos uma roda de conversas e de lembranças do passado. Risos, piadas, choros emotivos e prazeres inesquecíveis. Mas o que ninguém sabia, era que depois de outra bolada minha, a TV voltava a funcionar perfeitamente, porém ninguém mais quis saber da TV e nem muito menos dos programas favoritos. A conversa em família ainda era o melhor das diversões.

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