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quinta-feira, 24 de julho de 2014

O Atentado de Sarajevo: O crime que foi o estopim para Grande Guerra.




O assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do Império Austro-Húngaro e da  sua esposa, a duquesa Sofia, é considerado o episódio decisivo para o início da Primeira Guerra Mundial. A morte do arquiduque ocorreu através de um atentado executado a 28 de Junho de 1914, em Sarajevo, actual capital da Bósnia  Herzegovina, e na época, província da Áustria-Hungria.

Herdeiro ao trono do império austro-húngaro, Francisco Ferdinando e sua esposa, a condessa boêmia Sofia Chotek, deixam a Prefeitura de Sarajevo, pouco antes do assassinato do arquiduque



O atentado foi obra de um activista sérvio, Gavrilo Princip, membro dos grupos “Jovem Bósnia” (que agrupava sérvios, croatas e bósnios) e "Mão Negra". O acto tinha um objectivo político, o de levar à separação entre  o Império Austro Hungaro e as suas províncias eslavas, para que pudessem ser reunidas numa Grande Sérvia.  A Bósnia Herzegovina estava sob domínio da Áustria-Hungria desde 1878, mas era ligada etnicamente e culturalmente ao reino independente da Sérvia. Este reino tinha desde 1903 uma monarquia de cunho altamente nacionalista, e desejava restabelecer as fronteiras do antigo Império Sérvio do século XIV. No dia do atentado, Francisco Ferdinando estava em viagem à Bósnia para assistir a manobras militares e para inaugurar as obras de um novo museu em Sarajevo. O arquiduque tinha em mente reformar o Império Austro-Húngaro, federalizando o estado.

Gavrilo Princip, o sérvio bósnio que assassinou o arquiduque Francisco Ferdinando, posa para foto na prisão um dia após o atentado nas ruas de Sarajevo


Oficiais militares sérvios estavam por trás do ataque, que gerou uma crise entre a Áustria-Hungria e a Sérvia, culminando com a entrega de um ultimato a esta última, a 23 de julho de 1914. No ultimato, a Áustria-Hungria fazia exigências que, caso não fossem aceites, dariam início a uma ofensiva militar austríaca. As demandas feriam na prática a independência do Reino da Sérvia, mas esta aceitou todas, menos a que exigia que autoridades austríacas fizessem investigações em solo sérvio. Na verdade, cogita-se que a Áustria-Hungria teria redigido o documento já à espera  da reacção sérvia, para causar um conflito no qual pudesse anexar o pequeno reino eslavo.

Tomando parte do lado sérvio, o Império Russo corre em sua defesa, pela ligação eslava entre ambos. Com a recusa sérvia em acatar as exigências austríacas, a Alemanha foi accionada, como resultado das  redes de alianças estabelecidas pelos países europeus. Estava assim iniciada a primeira grande guerra.

Foto não datada mostra o arquiduque Francisco Ferdinando, em primeiro plano, e sua mulher, Sofia, ao fundo, mortos, após o atentado a tiros que tirou a vida do casal em Sarajevo.


A morte de Francisco Fernando pode ser considerada como o culminar dos acontecimentos que se desenrolaram na política europeia desde 1871, num período que ficou conhecido como “Paz Armada“. De 1871 a 1914 a realidade do continente é marcada pelo acirramento das disputas por mercados, territórios coloniais e predomínio na geopolítica europeia. 

Trajes usados por Francisco Ferdinando e o sofá onde ele foi recostado antes de morrer, ainda com marcas de sangue, são exibidos no Museu da História Militar em Viena, na Áustria

Fontes:
 www.infoescola.com
veja.abril.com.br


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