Ultimas Novidades

terça-feira, 30 de abril de 2013

Em 30 de abril de 1945, Adolf Hitler comete suicídio



Neste dia, em 1945, escondido em um bunker sob sua sede em Berlim, Adolf Hitler comete suicídio por ingestão de uma cápsula de cianeto e atirando na própria cabeça. Logo depois, a Alemanha se rendeu incondicionalmente às forças aliadas, encerrando os sonhos de  "mil anos" Reich de Hitler.

Desde pelo menos 1943, foi se tornando cada vez mais claro que a Alemanha iria dobrar sob a pressão das forças aliadas. Em fevereiro daquele ano, o 6 º Exército alemão, atraiu profundamente na União Soviética, foi aniquilado na Batalha de Stalingrado , e as esperanças alemãs para uma ofensiva sustentada em ambas as frentes evaporado. Então, em junho de 1944, os exércitos aliados ocidentais desembarcaram na Normandia, na França, e começou sistematicamente a empurrar os alemães de volta para Berlim. Em julho de 1944, vários comandantes militares alemães reconheceram sua derrota iminente e plotadas para remover Hitler do poder, a fim de negociar uma paz mais favorável. Suas tentativas de assassinar Hitler falhou, no entanto, e em suas represálias, Hitler executou mais de 4.000 compatriotas.

Em janeiro de 1945, diante de um cerco de Berlim pelos soviéticos, Hitler retirou-se para seu bunker para viver seus últimos dias. Localizado a 55 metros abaixo da chancelaria, o abrigo continha 18 quartos e foi totalmente auto-suficiente, com a sua própria água e energia elétrica. Embora ele foi ficando cada vez mais louco, Hitler continuou a dar ordens e cumprir com esses subordinados próximos como Hermann Goering, Heinrich Himmler e Josef Goebbels. Ele também se casou com sua amante de longa data Eva Braun apenas dois dias antes de seu suicídio.

Hitler e Eva Braun

Em sua última vontade e testamento, Hitler nomeou o almirante Karl Dönitz como chefe de Estado e Goebbels como chanceler. Em seguida, ele se retirou para seus aposentos particulares com Braun, onde ele e Braun si e seus cães, envenenado antes de Hitler, então, também se suicidou com sua pistola de serviço.



Hitler e os corpos de Eva Braun foram apressadamente cremado no jardim chancelaria, quando as forças soviéticas fechados em o edifício. Quando os soviéticos chegaram a chancelaria, eles removeram as cinzas de Hitler, mudando continuamente a sua localização, de modo a evitar que Hitler devotos de criação de um memorial para seu lugar de descanso final. Apenas oito dias depois, em 8 de maio de 1945, as forças alemãs emitiu uma rendição incondicional, deixando a Alemanha a ser dividido pelas quatro potências aliadas.

Fonte: History.com

sexta-feira, 26 de abril de 2013

CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO DOMINGOS-PB



O município de São Domingos realizou das 8h às 13h desta sexta-feira (26), no ginásio da Escola Municipal de Ensino Fundamental “Maria Marques de Assis”, a Conferência Municipal de Educação-2013.

A Conferência de Abertura teve inicio com uma palestra sobre o tema central da CONAE “O PNE na Articulação do Sistema Nacional De Educação: Participação Popular, Cooperação Federativa e Regime de Colaboração” e foi proferida pela representante da EDUCA Assessoria Educacional – LTDA,  profª Sueleide Castro Fernandes.


Na solenidade de abertura, estiveram presentes a Prefeita de São Domingos, Odaisa de Cássia Queiroga da Silva Nobrega; a Secretária de Educação de São Domingos, Simone de Cássia Queiroga da Silva; Presidente da Câmara Municipal de São Domingos, Antônio Nóbrega Almeida; Secretário de Ação Social, Everaldo da Nóbrega Cavalcante e Representantes de diversos segmentos ligados à Educação se fizeram presentes ao evento, onde elegeram, os delegados que irão representar a educação de São Domingos na Conferência Intermunicipal de Educação na cidade de Sousa-PB.



A Conferência Nacional de Educação – CONAE é um espaço democrático aberto pelo Poder Público para que todos possam participar do desenvolvimento da Educação Nacional e tem um caráter mobilizador e propositivo, canalizando as aspirações e expectativas da sociedade brasileira, construindo com o Poder Executivo e Legislativo propostas para a definição e implementação de políticas públicas para a educação.



O CONAE 2014 terá como eixo temático:

I- Política Nacional de Educação e Sistema Nacional de Educação: organização e regulação;

II- Direitos Humanos e Educação: Justiça Social, Inclusão, Diversidade e Cultura da Paz;

III- Educação, Trabalho e Desenvolvimento Sustentável: cultura, ciência, tecnologia, saúde e meio ambiente;

IV- Qualidade da Educação e Avaliação: Democratização do acesso e condições de permanência;

V- Gestão Democrática: Participação popular e controle social;

VI- Valorização dos Profissionais da Educação: Formação, Remuneração, Carreira e Condição de Trabalho; e

VII- Financiamento da Educação, Gestão, Transparência e Controle Social.

Foram organizados 7 grupos divididos em Eixos Temáticos que estruturam o Documento-Referência , onde contou com ampla participação dos professores, técnicos em educação, diretores, alunos, pais, representantes do legislativo e executivo,  de forma presencial, tendo como objetivo aprovar e/ou propor alterações para o texto referencia da CONAE/2014.

As contribuições e propostas elaboradas nas conferências municipais de educação serão analisadas e debatidas durante na conferências Intermunicipal de educação que será realizado no dia 30 de abril , no polo de Sousa, tendo a participação de representantes de 18 municípios:

Lastro, Marizópolis, Nazarezinho, São José da Lagoa Tapada, Santa Cruz, São Francisco, Vieirópolis, Aparecida, SãoBento de Pombal, Cajazeirinhas, Condado, Lagoa, Paulista, São Bentinho, São Domingos , Vista Serrana, Sousa e Pombal.

terça-feira, 23 de abril de 2013

O Dramático dia em que William Shakespeare nasceu e morreu.


Que o inglês William Shakespeare é um dos escritores mais importantes da história do mundo você já sabe. Coincidentemente, o homem que mudou os rumos do teatro, alterando o formato do palco e a posição do público perante a peça, nasceu e morreu no mesmo dia, em 23 de abril (1564-1616).

Shakespeare é considerado o mais importantes dramaturgo e escritor de todos os tempos. Seus textos literários são verdadeiras obras de arte e permaneceram vivas até os dias de hoje, onde são retratadas frequentemente pelo teatro, televisão, cinema e literatura. 


Nasceu em 23 de abril de 1554, na pequena cidade inglesa de Stratford-Avon. Nesta região começa seus estudos e já demonstra grande interesse pela literatura e pela escrita. Com 18 anos de idade casou-se com Anne Hathaway e, com ela, teve três filhos. No ano de 1591 foi morar na cidade de Londres, em busca de oportunidades na área cultural. Começa escrever sua primeira peça, Comédia dos Erros, no ano de 1590 e termina quatro anos depois. Nesta época escreveu aproximadamente 150 sonetos.

Embora seus sonetos sejam até hoje considerados os mais lindos de todos os tempos, foi na dramaturgia que ganhou destaque. No ano de 1594, entrou para a Companhia de Teatro de Lord Chamberlain, que possuía um excelente teatro em Londres. Neste período, o contexto histórico favorecia o desenvolvimento cultural e artístico, pois a Inglaterra vivia os tempos de ouro sob o reinado da rainha Elisabeth I. O teatro deste período, conhecido como teatro elisabetano, foi de grande importância. Escreveu tragédias, dramas históricos e comédias que marcam até os dias de hoje o cenário teatral.

Os textos de Shakespeare fizeram e ainda fazem sucesso, pois tratam de temas próprios dos seres humanos, independente do tempo histórico. Amor, relacionamentos afetivos, sentimentos, questões sociais, temas políticos e outros assuntos, relacionados a condição humana, são constantes nas obras deste escritor.

Em 1610 retornou para Stratford, sua cidade natal, local onde escreveu sua última peça, A Tempestade, terminada somente em 1613. Em 23 de abril de 1616 faleceu o maior dramaturgo de todos os tempos.

Principais obras:

Comédias: O Mercador de Veneza, Sonho de uma noite de verão, A Comédia dos Erros, Os dois fidalgos de Verona, Muito barulho por coisa nenhuma, Noite de reis, Medida por medida, Conto do Inverno, Cimbelino, Megera Domada e A Tempestade..

Tragédias: Tito Andrônico, Romeu e Julieta, Julio César, Macbeth, Antônio e Cleópatra, Coriolano, Timon de Atenas, O Rei Lear, Otelo e Hamlet.

Dramas Históricos: Henrique IV, Ricardo III, Henrique V, Henrique VIII.

Fonte: UOL


segunda-feira, 22 de abril de 2013

Desconstruindo o “descobrimento” do Brasil nas escolas.





Está na hora de nossos professores descartarem de vez o uso do termo descobrimento do Brasil para explicar o desembarque da esquadra de Pedro Álvares Cabral na costa brasileira em 22 de abril de 1500. Em vez ao tradicional descobrimento devemos adotar as expressões "tomada de posse", "invasão" ou "conquista" . Outro termo inadequado é "achamento" do Brasil, vocábulo adotado pela maioria dos livros didáticos atuais. "Achamento” e descobrimento são praticamente a mesma coisa e não refletem o que aconteceu porque quem achou o Brasil foram os índios, não os portugueses. 


Os professores de história evitam também usar a palavra "descobrimento" para classificar o desembarque de Cabral no sul da Bahia em função dos indícios de que outros navegadores, portugueses e espanhóis, já teriam pisado em terras brasileiras antes de abril de 1500. A expressão "tomada de posse" é a mais adequada no lugar de "descobrimento".

Explicamos aos alunos que o que houve, na verdade, foi a tomada de posse de uma área que pertencia a Portugal desde a assinatura do Tratado de Tordesilhas, mas que já havia sido achada por outros, antes do desembarque de Cabral.

Então, o Brasil não foi descoberto mas sim apropriado num momento em que a Europa estava em plena expansão e Portugal necessitava investir em novas terras em busca de matérias-primas.

domingo, 21 de abril de 2013

Tiradentes, o herói, vilão ou um mito criado.






Prof.ª Josi Brandão

No ano de 1789, um movimento importante acontecia na região das Minas Gerais, composto por uma pequena elite de Vila Rica, atual Ouro Preto, contra o domínio português. As reuniões aconteciam sempre em lugares secretos, na calada da noite, e a cada dia, contavam com um número maior de integrantes. A maioria era pertencente às classes mais ricas de lá, mas havia também quem viesse das camadas populares e, principalmente, militares de baixa patente. Os inconfidentes confeccionaram uma bandeira e um lema, que hoje em dia pode ser visto na bandeira que representa o estado de Minas Gerais.

A revolta estava programada para o dia em que fosse anunciada a Derrama, um novo imposto cobrado para complementar os débitos que os mineradores acumulavam junto à Coroa Portuguesa. Planejavam, inclusive, executar o governador de Minas em praça pública, tomando o controle das tropas sediadas na cidade e na província.

A real intenção dos revoltosos inclusive gera, até hoje, discussões sobre a faceta do movimento. Muitos o definem como um movimento que buscava a liberdade de nosso país. Outros já falam em contornos mais regionais, atribuindo sua "quase" eclosão ao descontentamento da população de Vila Rica com o governo português. Há ainda pesquisadores que irão buscar caminhos que indicam interesses particulares como desencadeadores do movimento. Mas, todos concordam em um ponto: o movimento eclodiu diante do quadro de escassez de ouro, na região de Minas, a partir da metade final do século XVIII.



Considerada abusiva, a taxa da Derrama tinha muita rejeição por parte dos mineradores. Era uma prática opressora e injusta, onde em uma data específica divulgada pela Corte Portuguesa, soldados enviados pelas autoridades prendiam quem era contra, quem protestava ou se negava a colaboras. Sendo assim, a elite intelectual e econômica da época juntou forças para se opor à Portugal. Todos os líderes da conjuração estavam endividados com a Coroa, fato motivador para que se envolvessem numa revolta contra a Metrópole. Simbolicamente falando, a data escolhida para desencadear a revolta foi justamente a mesma em que se esperava que o governador da Capitania de Minas Gerais, o visconde de Barbacena, ordenasse a cobrança da Derrama. Talvez esperassem apoio da população à sua luta anticolonial.

No campo das ideologias, as principais influências foram as mesmas que motivaram a revolução francesa, no ano de 1789, fundamentada pelo Iluminismo, com os princípios de igualdade, fraternidade e liberdade, além dos interesses particulares, que foram muito fortes. As leis seriam reformuladas, mas a escravidão mantida, numa espécie de Iluminismo filtrado, prevalecendo elementos de interesse da elite.

Eram vários os líderes do movimento. Cláudio Manuel da Costa, Tomás Antônio Gonzaga, Alvarenga Peixoto, além da figura de Joaquim da Silva Xavier, o Tiradentes. Mas, em relação a este último, seu papel na revolta é ainda muito discutido, talvez devido ao martírio a que foi submetido. Sua figura é lembrada como a do principal líder do movimento, algo muito questionado por diversos autores.




Mas será que Tiradentes não foi um herói inventado? A historiografia recente mostra que este homem não foi nada do que dizem ser. O nosso Tiradentes, herói nacional após a proclamação da República, era considerado um vilão até 15 de Novembro de 1889. Tiradentes provavelmente foi apenas um bode expiatório de uma revolução que estava mais preocupada com o quinto do ouro das Minas Gerais que era envias a Portugal. A clássica imagem de Tiradentes (de barba e cabelo comprido) é ilusória. Ele nunca possuiu cabelos compridos, nem barba. Seja em sua época de militar (posto que os membros do exército devem moderar a quantidade de pelugem pelo rosto), seja em seu período na prisão (os pelos eram cortados a fim de evitar piolhos), ou mesmo no momento de sua execução (todos os condenados à forca deveriam ter a cabeça e a barba raspadas, para expor bem o rosto).



A lembrança de Tiradentes e de seu movimento se tornou importante, a ponto de receber interesse nacional, a partir da Proclamação da República. Para o historiador José Murilo de Carvalho, autor de A Formação das Almas (Rio de Janeiro: Cia. das Letras, 1ª edição, 1990), "para consolidar-se como governo, a República precisava eliminar as arestas, conciliar-se com o passado monarquista, incorporar distintas vertentes do republicanismo. Tiradentes não deveria ser visto como herói republicano radical, mas sim como herói cívico religioso, como mártir, integrador, portador da imagem do povo inteiro", alguém que fosse um líder mas de características também submissas, como exemplo ao povo. A imagem cabeluda foi construída para que ele se assemelhasse à figura de Jesus, aumentando seu tom de mártir, vítima e herói. Assim como Cristo morreu pela humanidade, ele teria morrido para salvar o Brasil. Queriam os republicanos substituir todas as figuras nacionais de relevo, obviamente monárquicas (sistema de governo utilizado pelo Brasil até 1889), por criaturas inventadas, revolucionários anarquistas, homens fictícios, verdadeiros heróis inexistentes.




Só nos últimos anos, a ideia do mito vem sendo desconstruída por alguns autores , algo que representa, de fato, um retorno aos documentos, à valorização de uma pesquisa empírica mais apurada, à busca de uma nova leitura, de aspectos ainda não tratados em fontes anteriores que, apesar de já muito utilizadas, ainda têm muito a revelar. Diz ainda José Murilo de Carvalho: "ficam claros alguns aspectos importantes na construção do perfil heroico de Tiradentes, que acaba por utilizar suas fraquezas, sua situação social inferior, e até mesmo seus supostos erros, como elementos de valorização de sua pessoa e de sua atuação".


Embora a historiografia oficial considere a Conjuração Mineira como uma grande luta pela libertação do Brasil, o historiador inglês Kenneth Maxwell, autor de A devassa da devassa (Rio de Janeiro: Terra e Paz, 2ª ed., 1978) fala que "a conspiração dos mineiros era, basicamente, um movimento de oligarquias, no interesse da oligarquia, sendo o nome do povo invocado apenas como justificativa, e que objetivava, não a independência do Brasil, mas a de Minas Gerais. Colocando também o Tiradentes bem diferente do que a história passou, um homem sem barba, sem glórias e sem liderança".

Existe um Tiradentes sob várias faces: o mártir símbolo dos republicanos, o sacrificado como Jesus Cristo, o bode expiatório, o líder da Conjuração Mineira, o ignorante. Qual dessas seria a face verdadeira? Especulações à parte, o que importa na história da Inconfidência Mineira é que a imagem de Tiradentes enquanto herói resiste ao tempo. Mas, como a História do Brasil continua sendo escrita, qual a história que será contada, no futuro, sobre o que está ocorrendo no presente?

Afinal, o poder republicano construiu um mito fortemente solidificado, ainda nos dias atuais, sendo reproduzido em diversas circunstâncias, comparando o herói construído à imagem de Cristo, muito sustentado ainda na ignorância das massas.



Como se pode perceber, desde o enforcamento de Tiradentes, a sua imagem e a sua história foram sendo recontadas por diversos grupos. Os republicanos foram aqueles que mais se apropriaram e incorporaram em seu discurso a importância de Tiradentes na história brasileira, apontando-o como o principal responsável pela "salvação" do povo, para que nem ele e nem a república fossem esquecidos. Muito ainda há para ser abordado e discutido, e a historiografia brasileira vem se enriquecendo a cada dia com novos trabalhos e novas pesquisas, um processo ainda árduo e demorado. A constatação de elementos que têm se mantido desde o século XIX indica, por um lado, a vitalidade do mito e, por outro, o poder persuasivo das associações estabelecidas, entre o sacrifício heroico de Tiradentes e as condutas dos que se colocam como seus herdeiros: Tiradentes ficou eternizado na História.


sexta-feira, 19 de abril de 2013

Dia do Índio é dia de comemoração?


 No dia 19 de abril comemoram em todo Brasil o dia do índio, mas muitos nem sabem o motivo da escolha desse dia para ser o dia do índio. Nas escolas os professores pintam as crianças e ensinam a elas que ser indo é usar saia de palha, pena na cabeça, pintar o corpo e girar em roda gritando de forma repetida e intercalada a letra “U”. Conversando com uma criança sobre o que seria o dia do índio, ela me disse que seria “dia de passear com a escola”.

No governo as notas, decretos, atos públicos, memorandos, discursos etc. prestam o relato cínico de compromisso com a miséria indígena. Digo que o relato é cínico, pois o artigo 67 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias diz que: “A União concluirá a demarcação das terras indígenas no prazo de cinco anos a partir da promulgação da Constituição.” Considerando que a Constituição Federal foi promulgada em 05 de outubro de 1988, todas as terras indígenas deveriam estar demarcadas até 05 de outubro de 1993. Ou seja, a União está com um atraso de 20 anos em relação à demarcação das terras tradicionais.

Enquanto isso, nas terras indígenas, também no dia 19 de abril as crianças passam fome, os professores são mortos, as lideranças são caladas, as mulheres são estupradas, as hidrelétricas são iniciadas e concluídas, o meio ambiente provedor é destruído. Entre os adolescentes indígenas, a taxa de suicídio espanta, pois em 2008 atingiu a cifra de 20 suicídios a cada 100 mil indígenas, contra 4,9 suicídios da média nacional. Só no estado do Amazonas, em 2008, foram registrados 32,2 suicídios por cada 100 mil indígenas, o que representa uma taxa 6 vezes maior do que a média nacional; no estado do Mato Grosso do Sul a taxa foi de 446 suicídios entre os jovens por cada 100 mil indígenas, dezenas de vezes superior à média nacional (Fonte: Mapa da violência 2011).

Outros dados reforçam o espanto. Do total de pessoas mortas entre 2002 e 2010, 34,5% eram brancas e 65,1% eram negras (pardas e pretas segundo classificação do IBGE). Desse total 30,6% eram jovens brancos e 69,1% eram jovens negros, sendo que as sobras desse percentual são de amarelos e indígenas. Apesar de a taxa de indígenas ser baixa, se considerarmos que a população indígena representa 0,4% da população nacional, ou seja, são 817,9 mil indígenas numa população total de 190.732.694 pessoas (IBGE – 2010), teremos um índice também assustador. Considerando a proporção, o Mapa da Cor dos Homicídios no Brasil apontou para um aumento de 48% do índice de homicídio de indígenas entre 2002 e 2010 e de 56,3% de jovens indígenas no mesmo período, apresentando à nação em festa pelo Dia do Índio uma estatística de causar horror.

Diante desse cenário, antes de iniciarmos nossos comentários sobre o “dia do índio”, queremos citar uma canção do Legião Urbana que diz: “Vamos celebrar nossa bandeira, nosso passado de absurdos gloriosos, tudo o que é gratuito e feio, tudo o que é normal. Vamos cantar juntos o hino nacional, a lágrima é verdadeira. (…) Vamos celebrar o horror de tudo isto com festa, velório e caixão, está tudo morto e enterrado agora!”

O dia do índio foi criado por ocasião do 1º Congresso Indigenista Interamericano, ocorrido no México em 1940, ocasião em que foi elaborada a Recomendação nº 59 que propôs: 1. o estabelecimento do Dia do Índio pelos governos dos países americanos, que seria dedicado ao estudo do problema do índio atual pelas diversas instituições de ensino; 2. que seria adotado o dia 19 de abril para comemorar o Dia do Índio, data em que os delegados indígenas se reuniram pela primeira vez em assembléia no Congresso Indigenista. No Brasil o presidente Getúlio Vargas instituiu o dia do índio por meio do Decreto-lei 5540/43.

Criado, então, o dia do índio, resta-nos refletir sobre a razão de comemorarmos essa data.

Comemoração nos lembra alegria, mas quando pensamos na situação dos povos indígenas no Brasil a vontade que temos é de chorar… e chorar de tristeza. Quando olhamos para o Direito, não vemos respeito aos povos indígenas e, novamente, sentimos ânsia, dor de estômago, e ressurge a nossa vontade de chorar de tristeza, pois nos sentimos inúteis, enganados, bobos mesmo, por termos de nos valer de tantos direitos sem podermos lançar mão de um mínimo de justiça.

Diante desse cenário, nosso entendimento é no sentido de que o que deveríamos ter é uma cerimônia não de comemoração no dia 19 de abril, mas uma cerimônia fúnebre, para velar a participação política dos povos originários do Brasil na disputa pelo sentido de democracia que deve orientar o Direito brasileiro.


Fonte: *Pedro Pulzatto Peruzzo, Advogado, Militante Defesa dos Direitos Humanos, GT Indígena do Tribunal Popular: o Estado brasileiro no banco dos réus; Israel Iberê-Uaná Sassa Tupinambá, Povo Tupinambá, Militante Defesa dos Direitos Humanos, GT Indígena do Tribunal Popular: o Estado brasileiro no banco dos réus.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Lançamento do Projeto Africanidades na Escola Municipal de Ensino Fundamental “Maria Marques de Assis” - São Domingos-PB



Nos dias 10 e 11 de abril foi o Lançamento do Projeto Africanidades na Escola Municipal “Maria Marques de Assis”. O foco principal do projeto é oferecer uma  educação voltada para consciência da importância do negro para a constituição e identidade da nação brasileira e principalmente, do respeito à diversidade humana e a abominação do racismo e do preconceito.

O projeto Africanidades será desenvolvido a partir do mês de abril e a culminância do projeto será no mês de novembro durante a semana da consciência negra. 

O Projeto irá tratar da importância e valorização da cultura negra dentro da escola, criando espaços para manifestações artísticas que proporcionem reflexão crítica da realidade e afirmação positiva dos valores culturais negros pertencentes a nossa sociedade, avançando e articulando a lei nº 10.639/2003.

 O trabalho terá um cronograma de ações didáticas mensais a serem definidas, onde os alunos trabalharão uma temática relacionada a História e cultura da África e dos afrodescendentes.

Agradeço a todos os alunos que receberam com entusiasmo a ideia de trabalharmos com essa temática e tenho certeza que unidos faremos um ótimo trabalho no combate ao preconceito e racismo no ambiente escolar e na sociedade.





terça-feira, 9 de abril de 2013

Lançamento do Projeto Africanidades na Escola Municipal " Janduhy Carneiro" - Cajazeirinhas-PB


Hoje ( 9 ) foi o Lançamento do projeto Africanidades  na  Escola Municipal “Janduhy Carneiro” em Cajazeirinhas-PB, que contou com a participação dos alunos do 8º e 9º ano no turno manhã e tarde.

O projeto Africanidades tem como objetivo principal mostrar o papel do homem negro na formação da identidade cultural do nosso país, conhecendo todo o percurso histórico e social até os dias de hoje, tratando da importância e valorização da cultura negra dentro da escola, criando espaços para manifestações artísticas que proporcionem reflexão crítica da realidade e afirmação positiva dos valores culturais negros pertencentes a nossa sociedade, avançando e articulando a lei nº 10.639/2003.
  
Estaremos também  conhecendo a história e culturas das comunidades remanescentes quilombolas de Cajazeirinhas. ( Vinhas e Umburaninha.) Na oportunidade, aconteceu a exposição do conteúdo foco, objetivo geral e específicos, metodologia, avaliação e os diversos recursos que serão desenvolvidos durante o período do projeto.

Agradeço a todos os meus alunos pela receptividade e tenho certeza que juntos faremos um ótimo trabalho em prol do combate ao racismo e preconceito que infelizmente ainda resiste no mundo da diversidade.






Axé para todos!


segunda-feira, 8 de abril de 2013

Há 40 anos, o mundo perdia Pablo Pìcasso.




Considerado o grande ícone das artes visuais no século XX e um dos primeiros a conseguir manter relevância artística e status de celebridade, Pablo Picasso é celebrado nesta segunda-feira em ocasião do 40º aniversário de sua morte. Em 8 de abril de 1973, o artista espanhol morreu em Mougin, na França, quando tinha 91 anos.

Autor de mais de 20 mil obras que não se restringiam apenas à pintura, abarcando também esculturas, desenhos e cerâmicas, Picasso foi o símbolo e impulsor do desenvolvimento da arte moderna e contemporânea. Trabalhou com diversos estilos, incluindo o cubismo, considerado um dos movimentos artísticos mais inovadores e do qual foi co-criador, além de colagens feitas com materiais como jornais e tecidos, bem diferentes dos usados habitualmente até então.


Principais obras foram:



1. Les Demoiselles d’Avignon (1907) - A obra que modificou a história da pintura no século 20. Na época, provocou choque geral por causa da ousadia.




2. Guernica (1937) - A obra mais divulgada e reproduzida de Picasso, sobre os horrores da guerra civil espanhola.



3. Mulher sentada (1937) - Um dos muitos retratos que Picasso fez da amada Marie-Thérèse.



4. Dora Maar com Gato (1941) - Outra musa de Picasso, a fotógrafa Dora Maar, também foi modelo para muitas obras do artista.



5. Auto - Retrato


A Dama de Ferro, Margaret Thatcher, morre aos 87 anos.




A ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher morreu, nesta segunda-feira (8), aos 87 anos. Segundo seu porta-voz, a "Dama de Ferro", como era conhecida, sofreu um derrame.

"É com grande tristeza que Mark e Carol Thatcher anunciaram que sua mãe, a baronesa Thatcher, morreu em paz após um derrame nesta manhã", afirmou o lord Tim Bell.

Thatcher foi a primeira e até agora única mulher a ser premiê no Reino Unido. Ela liderou os conservadores a três vitórias eleitorais, governando de 1979 a 1990, o maior período contínuo no governo para um primeiro-ministro britânico desde o início do século 19.

A política se retirou da vida pública em 2002, quando já apresentava lapsos de memória e sinais de demência. Nos últimos dez anos, Thatcher sofreu vários derrames e foi hospitalizada por diversas vezes.


Repercussão



"Com muita tristeza que fiquei sabendo da morte da Lady Thatcher. Nós perdemos uma grande líder, uma grande premiê e uma grande britânica", escreveu no Twitter.

"A verdade sobre Margaret Thatcher é que ela não apenas liderou o nosso país. Ela salvou o nosso país", disse Cameron. "Ela morre como a maior primeira-ministra do Reino Unido em tempos de paz."
Cameron, que está na Espanha, cancelou uma viagem que faria à França e voltará ainda nesta segunda-feira (8) ao Reino Unido.

A rainha Elizabeth 2ª expressou seu pesar pela morte da ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher e enviará uma mensagem particular à família, informou hoje o Palácio de Buckingham.

 FONTE: UOL Notícias


quinta-feira, 4 de abril de 2013

AFRICANIDADES: A ESSÊNCIA DA IDENTIDADE DO POVO BRASILEIRO


PROJETO:




APRESENTAÇÃO

Uma das grandes tarefas da educação é o combate a todas as formas de preconceito, especialmente o racismo, que apesar de todos os avanços e debates ainda está muito presente, sendo sutilmente reproduzido através das práticas, de conceitos e pré-conceitos. Diante deste contexto, somente a Lei 10.639/03 que inclui no currículo escolar o ensino da disciplina de História e Cultura Afrobrasileira não bastará, será preciso garantir a sua implementação na prática. Pensando nisso, este mês de abril será o lançamento do projeto Africanidades: A essência da identidade do povo brasileiro, que será desenvolvido pelos alunos da E.M.E.F. “Janduhy Carneiro” ( Cajazeirinhas) e E.M.E.F. “Maria Marques de Assis”(São Domingos) com mediação dos professores  com o objetivo principal de mostrar o papel do homem negro na formação da identidade cultural do nosso país, conhecendo todo o percurso histórico e social até os dias de hoje, tratando da importância e valorização da cultura negra dentro da escola, criando espaços para manifestações artísticas que proporcionem reflexão crítica da realidade e afirmação positiva dos valores culturais negros pertencentes a nossa sociedade. 

A partir do mês de abril os alunos iniciarão a pesquisa sobre as temáticas que serão apresentadas no decorrer do ano letivo. Cada mês um grupo de alunos irá apresentar seu tema específico, resultado de sua pesquisa e debates nas reuniões realizadas em conjuntos com o professor. Para tanto, os materiais de trabalho serão escolhidos a partir da realidade dos alunos para que possam tecer relações entre os conteúdos abordados e o seu cotidiano. O desenvolvimento das atividades enfatizará a leitura e a discussão de textos, o debate de ideias, entrevistas, danças, exposição de trabalhos do grupo e a produção final de textos.

Acreditamos que uma escola de qualidade deve formar seus alunos de forma igualitária, sem que haja exclusão em função de raça, credo ou situação econômica.

Para que isso aconteça é necessário romper com os padrões tradicionais que não valorizam a cultura africana que permeia toda a nossa sociedade. Assim, dentro da proposta de trabalhar na escola a valorização da cultura afro-brasileira, propomos a realização de um projeto que busca promover um espaço cultural para trabalhar expressões da arte e cultura negra, desenvolvendo atividades variadas, que envolvam os educandos e professores.


Temas que serão trabalhados durante o ano letivo de 2013:

1-Escravidão no Brasil - maio

2- Zumbi e as comunidades quilombolas – junho

3- Religiões afrobrasileiras – julho

4- Folguedos e danças afrobrasileira – agosto

5- A história da capoeira – setembro

6- Artesanato e culinária afrobrasileira – outubro

* Culminância – Semana da Consciência negra – novembro

Professor Tarcivan

quarta-feira, 3 de abril de 2013

45 anos do assassinato de Martin Luther King.





Uma das personalidades mais marcantes do século XX morreu há 45 anos, assassinado por James Earl Ray, a 4 abril de 1968 , quando estava na janela de um quarto de hotel em Memphis, estado do Tennessee, onde fora para liderar uma marcha de protesto de apoio à greve dos trabalhadores de recolha do lixo. Ele tinha um sonho. Sacrificou-se em nome dele e da igualdade racial. Partilhava ideais de justiça, da não violência e amor ao próximo, inspirado em outro grande mestre da paz, Gandhi.

Martin Luther King Jr. foi pastor, doutor em teologia e ativista político. Tornou-se um dos mais importantes líderes do ativismo pelos direitos civis (para negros e mulheres, principalmente) através de campanhas de não-violência e de amor ao próximo, influenciado pelas idéias de desobediência civil não-violentas de Mahatma Gandhi.


O apóstolo da não-violência sonhava com uma sociedade racialmente igualitária à qual a minoria afro-descendente estaria plenamente integrada. Sua luta pelos direitos civis, as manifestações em marchas pacíficas, como a de 25 de agosto de 1963 sobre Washington que reuniu 250 mil pessoas, despertou a consciência do país para uma participação enfática na instauração de uma sociedade mais justa. Sua ação lhe valeu o prêmio Nobel da Paz de 1964.



Pouco depois das 6 horas da tarde de quatro de abril de 1968, Martin Luther King Jr. foi ferido mortalmente por uma arma de fogo quando se encontrava na sacada do 2º andar do Lorraine Motel em Memphis. O líder dos direitos civis estava na cidade para apoiar a greve dos trabalhadores em serviços sanitários e ia jantar quando um projétil o atingiu no queixo e rompeu sua medula espinhal. King foi declarado morto logo depois de sua chegada a um hospital local. Tinha 39 anos.

Ao longo dos anos, o crime foi por diversas vezes reexaminado e se chegou sempre às mesmas conclusões: James Earl Ray matou Martin Luther King. Um comitê nomeado pelo Congresso reconheceu que podia ter havido uma conspiração mas não havia provas para sustentar a tese. Sobrepondo-se às provas contra ele – impressões digitais no rifle e sua estada na casa de pensão na noite de 4 de abril, Ray tinha uma razão definitiva para assassinar King: ódio racial. Ray morreu em 1998.



1968, O Assassinato de Martin Luther King - Testemunha da História



Fonte:

Opera Mundi - UOL