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sexta-feira, 29 de março de 2013

Salvador, primeira capital do país, completa 464 anos.





Hoje  dia 29, Salvador completa 464 anos. Na mesma data, no ano de 1549, Tomé de Sousa, nomeado governador-geral do Brasil, e sua comitiva aportaram nas terras soteropolitanas com a missão de fundar uma cidade fortaleza e a primeira metrópole portuguesa na América, a mandos do então rei de Portugal, D. João III. O nome dado à capital baiana, em sua fundação, foi Cidade do São Salvador da Baía de Todos os Santos.


Tomé de Sousa

A partir do século XVI, a capital baiana se tornou o maior porto para a chegada de escravos africanos no Brasil. As consequências da grande quantidade de africanos na cidade, podem ser vistas, até hoje, no hábitos, costumes e tradições do soteropolitano.

Salvador foi capital brasileira por 214 anos, entre 1549 e 1763. Sua escolha foi determinada pela posição estratégica que a Baía de Todos os Santos representava para os navegadores portugueses, já que por ali escoava a maior parte do pau-brasil extraído.




Em 1549, o governo português instituiu no Brasil o sistema de governos-gerais, enviando Tomé de Souza para ocupar o posto de primeiro governador-geral. Foi ele que fundou a capital, junto a uma colina onde antes havia uma vila e determinou que a cidade seguisse um traçado prévio.

Salvador tornou-se um porto de apoio às navegações para o Oriente e também porto exportador de açúcar, já que a cana-de-açúcar era cultivada no Recôncavo Baiano e na Zona da Mata do Nordeste. A exploração do ouro e das pedras preciosas, a partir do século XVIII, e a necessidade de escoamento e fiscalização da extração, levaram à transferência da capital para o Rio de Janeiro, em 1763.

A polêmica em torno da data de sua fundação.




Nem sempre foi pacífica a aceitação de 29 de março como data de referência da fundação da Cidade do Salvador que os baianos insistem em chamar de Salvador subvertendo a invocação original. Desde o século XIX os historiadores já divergiam quanto à efeméride e o motivo era a falta de uma prova documental em torno de um ato solene de fundação, uma festa, um evento com participação das autoridades e seus habitantes. Nenhum indício nesse sentido foi encontrado até hoje, mas desde 1952 por ato oficial da Prefeitura a data de 29 de março foi referendada, melhor assim.
O assunto sempre se revelou polêmico, mas foi a partir de 1945 quando o então Prefeito Elísio Lisboa decretou 1° de maio como feriado municipal, em função da data de fundação da cidade proposta por respeitáveis intelectuais baianos, que o tema começou a ser discutido com maior apuro. Então, o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia nomeou uma comissão para debater o assunto e elaborar um parecer final.
Durante quatro anos a comissão produziu provas, levantou documentos, sugerindo a data de 29 de março como a melhor alternativa, apresentando as suas conclusões no I Congresso de História da Bahia, realizado durante as comemorações dos 400 anos de fundação de Salvador. Segundo o relator 29 de março, data de chegada e desembarque da esquadra de Thomé de Souza, seria a mais apropriada.


Parabéns Salvador pelos 464 anos de história.




domingo, 24 de março de 2013

410 anos da morte de Elizabeth I e o fim da Dinastia Tudor.

No dia 24 de março de 1603,  falecia a última princesa do Renascimento, fundadora da Inglaterra moderna. Em seu último suspiro, fora o corpo humano da rainha que morrera, mas não o seu “eu” político, que era divino, e, portanto, permaneceria vivo para sempre.







Chamada de A Rainha Virgem, Isabel I (1553-1603) foi rainha da Inglaterra e Irlanda entre 1558 e 1603 e governou um país dividido por questões religiosas. Logo no início do reinado restabelece o Protestantismo e a Igreja Anglicana na Inglaterra e persegue católicos e membros da seita presbiteriana dos puritanos. Temendo conspirações dos católicos, aprisiona e manda decapitar em 1587 Mary Stuart, sua prima e rival, rainha católica da Escócia, o que serve de pretexto para o rei católico Felipe II, da Espanha, declarar guerra, embora a razão principal fosse o combate às incursões inglesas nos territórios coloniais espanhóis.


A vitória sobre a frota espanhola, a Invencível Armada, em 1588, abre caminho para a Inglaterra se tornar potência colonizadora do Novo Mundo e estabelecer sua supremacia marítima. Seu reinado ficou conhecido como "a época de ouro" e foi marcado pelo desenvolvimento do comércio e da indústria, o renascimento das artes e a liberação dos costumes. 





A Bolsa de Londres se torna um dos principais centros financeiros da Europa e iniciou-se a colonização norte-americana, sob as ordens de Walter Raleigh e Humphrey Gilbert. Escritores como William Shakespeare, Christopher Marlowe e Ben Jonson surgiram nesse período e Francis Bacon apresentou seus pontos de vista filosóficos e políticos . Elizabeth enfrentou a oposição do Parlamento, ao final do seu reinado, por conceder as chamadas Cartas de Privilégio a companhias de comércio . Não tendo se casado, a Coroa ficou sem herdeiros diretos e ela se recusou a apontar seu sucessor.








quinta-feira, 21 de março de 2013

Há 80 anos, Hitler chegava ao poder na Alemanha





No 80° aniversário da chegada de Adolf Hitler ao poder, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, pediu aos alemães que lutem por seus princípios e não caiam não complacência que permitiu ao ditador nazista assumir o controle do país. "O poder dos nazistas foi possível porque a elite da sociedade alemã trabalhou com eles mas, acima de tudo, porque a maior parte das pessoas toleraram esse poder", disse.

Após obter um terço dos votos na eleição alemã de 1932, Hitler convenceu o presidente Paul von Hindenburg a nomeá-lo chanceler em 30 de janeiro de 1993, colocando a Alemanha no caminho da guerra e do genocídio.

O fato de que Hitler conseguiu destruir a democracia da Alemanha em apenas seis meses serve de aviso hoje do que pode ocorrer se o público for apático, disse Merkel. "Os direitos humanos não se asseguram sozinhos, a liberdade não emerge sozinha e a democracia não é bem-sucedida sozinha", afirmou. "Uma sociedade dinâmica precisa de pessoas que tenham respeito umas com as outras, que se responsabilizem por si mesmas e pelos outros, pessoas que estão preparadas para aceitar críticas e oposição."





A mostra "Berlim 1933. No caminho para a ditadura" foi aberta ao público em um lugar polêmico da Segunda Guerra: a antiga sede da Gestapo, a polícia secreta do regime nazista. Na entrada, uma foto em preto e branco mostra Hitler fazendo o gesto de saudação do Terceiro Reich para uma multidão que o observava da janela da chancelaria após sua nomeação pelo presidente Paul von Hindenburg. O local deu origem à Topografia do Terror, um centro de documentação que reúne fotos, jornais e cartazes sobre os primeiros meses de Hitler no poder.




No mesmo dia da inauguração da mostra, deputados alemães recordaram a libertação do campo de concentração de Auschwitz, no dia 27 de janeiro de 1945, e homenagearam os mortos durante a ditadura nazista. As bandeiras da Alemanha e da União Europeia foram colocadas a meio mastro na frente do Parlamento.

Fontes:
AE - Agência Estado
O Globo


sábado, 16 de março de 2013

Família de Herzog recebe novo atestado de óbito atestando causa da morte por "lesões e maus-tratos sofridos durante o interrogatório nas dependências do segundo Exército DOI-Codi"





Os familiares do jornalista Vladimir Herzog, morto durante a ditadura militar, receberam na tarde desta sexta-feira (15) um novo atestado de óbito no Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (USP). O documento traz como causa da morte "lesões e maus-tratos sofridos durante o interrogatório nas dependências do segundo Exército DOI-Codi". No atestado anterior, a versão para o óbito era de "enforcamento por asfixia mecânica".

Herzog compareceu espontaneamente ao DOI-Codi após ter sido procurado por agentes da repressão em sua casa e na TV Cultura, onde trabalhava como diretor de jornalismo à época. O jornalista foi torturado e espancado até a morte.



A determinação para um novo atestado de óbito foi do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), em setembro do ano passado. O juiz Márcio Martins Bonilha Filho, da 2ª Vara de Registros Públicos do TJ-SP, atendeu a um expediente de iniciativa da Comissão Nacional da Verdade, criada para esclarecer as violações de direitos humanos no período da ditadura militar.

De acordo com Ivo Herzog, filho da vítima, o atestado tem dupla importância. “Isso significa enterrar um documento mentiroso que humilhava a família tendo que aceitar uma farsa para a morte do meu pai e por abrir precedentes para outras famílias fazerem o mesmo”, justificou.



Segundo Ivo, a luta não termina com a emissão do documento. “A nossa luta continua porque a gente quer ainda que sejam investigadas quais as circunstâncias da morte do meu pai”, afirmou ele.

Para Clarice Herzog, viúva da vítima, o novo atestado é motivo de felicidade. “Fiquei muito feliz. Não é uma conquista só da família, mas da sociedade. Várias famílias agora vão ter esse direito, também como nós tivemos. A grande conquista foi de anos atrás quando houve a sentença do juiz”, declarou.


Fonte: Folha de São Paulo

quinta-feira, 14 de março de 2013

Hoje, 15 de março, comemora-se o Dia da Escola






Hoje é o dia da nossa segunda casa, onde passamos grande parte do nosso valioso tempo dedicados para formação de cidadãos conscientes, solidários, autênticos e felizes.

É momento de agradecer a todos os funcionários que fazem parte das escolas na qual faço parte e que tenho o enorme prazer e carinho em compartilhar trabalho, experiência e companheirismo.

 Cada um tem a sua importância na construção de uma escola de qualidade e cidadã. Desde da faxineira, que com cuidado arruma a sala que utilizamos, da cozinheira, no preparo da merenda , a equipe pedagógica,  que nos auxilia e orienta no dia-dia escolar , a equipe da secretaria de educação, que nos oferecem todas as condições possíveis para o melhor desempenho de nossas funções, o guarda,  que ajuda no trajeto dos alunos para sala de aula, Direção , que comanda todos os profissionais envolvidos na escola, mostrando sempre  dedicação, empenho, compreensão, luta, paciência, inteligência.

Outra relação fundamental e de grande importância para alcançarmos nossos objetivos é a participação efetiva da família na escola. Os pais são os primeiros e mais importantes parceiros da escola e sua participação deve ser constante e consciente. A parceria Família e Escola sempre foi um elo importantíssimo no desenvolvimento da aprendizagem de qualquer criança ou jovem adolescente.

Quero agradecer também aos meus colegas educadores pelas palavras de apoio e incentivo para que possa dar continuidade ao trabalho com mais garra, determinação e responsabilidade.

Aos meus queridos alunos, que são as peças fundamentais para a existência da escola, agradeço pela receptividade, apoio e atenção durante o nosso convívio escolar e através do nosso blog.  

Parabéns, a todos que fazem parte da E.E.E.F. “Janduhy Carneiro” e E.E.E.F. “ Maria Marques de Assis”

130 anos da morte do pai do Socialismo científico: Karl Marx




No dia 14 de março de 1883, em Londres, morreu Karl Marx, aos 64 anos. Economista, historiador, sociólogo, filósofo e jornalista, Marx é um destes autores que não podem ser enquadrados em apenas uma área do conhecimento humano.

Karl Marx escreveu vários livros como A Questão Judaica (1843); Crítica da Filosofia do Direito de Hegel (1843); Teses sobre Feuerbach (1845);A Miséria da Filosofia (1847); Crítica da Economia Política (1859);Crítica do Programa de Gotha (1875) e em parceria com o grande pensador alemão Friedrich Engels (1820-1895) as obras A Sagrada Família (1845); A Ideologia Alemã (1846); e O Manifesto do Partido Comunista (1848).


O objetivo principal de Marx é abolir os antagonismos das classes sociais ao coletivizar os meios de produção e criar uma sociedade sem classes, uma sociedade igualitária, na qual todas as pessoas deveriam ter oportunidades iguais para desenvolverem suas potencialidades.
Seu grande mérito foi o de investigar e compreender o funcionamento da sociedade capitalista, além de transmitir as informações aos trabalhadores tornando-os conscientes dos seus direitos, desenvolvendo neles um espírito crítico.


Marx é o pai do Socialismo Científico (junto com Engels) e de ideias notáveis para sua época como acumulação primitiva de capital, acumulação capitalista, exército industrial de reserva, mais-valia, alienação, luta de classes, fetichismo da mercadoria, comunismo, materialismo dialético e materialismo histórico. O sociólogo alemão Karl Marx, o sociólogo francês Émile Durkheim (1858-1917) e o sociólogo alemão Max Weber (1864-1920) são considerados os clássicos da Sociologia.


Algumas vertentes do socialismo científico foram adotadas em diversos países, como Alemanha, Cuba, China, Coréia e a própria Rússia(URSS), país que, ao adotar o socialismo, dividiu o mundo na Guerra Fria. Contudo, todas as tentativas de implementação do sistema fracassaram em alcançar o ideal proposto pela teoria. Diversos estudos apontam falhas e omissões na teoria Marxista, contudo, a mesma não deixa de ser extremamente valiosa para a Ciência Econômica, a prova são os vários debates calorosos entre políticos ou economistas, que podem ser presenciados até hoje. 

quarta-feira, 13 de março de 2013

Francisco I : Primeiro Papa jesuíta e latino- americano da História




O conclave elegeu nesta quarta-feira (13) o cardeal Jorge Mario Bergoglio, argentino, como novo Papa, sucessor de Bento XVI à frente da Igreja Católica Apostólica Romana.

O nome do escolhido pelos 115 cardeais foi anunciado pelo mais velho dos cardeais-diáconos, o francês Jean-Louis Tauran.

Bergoglio, de 76 anos, escolheu se chamar Papa Francisco I.

O novo pontífice respondeu "vocabor Franciscus" (Me chamarei Francisco). Com isso, o cardeal protodiácono, o francês Jean-Louis Tauran, anunciou à cidade de Roma e ao mundo que o novo pontífice é o primeiro latino-americano a chegar ao trono de São Pedro e o primeiro que adota esse nome, além de também ser o primeiro jesuíta.

A decisão surpreendeu, pois o argentino, citado inicialmente, não aparecia nas últimas listas de favoritos, que incluíam o brasileiro Dom Odilo Scherer e o italiano Angelo Scola.

Já com as vestes papais, o novo papa, que é o 226º papa eleito na história, apareceu na varanda para dar sua primeira benção ao mundo católico. 

O novo Papa assume com a função de manter a unidade de uma igreja que, nas palavras de seu próprio antecessor, está dividida e imersa em crises.

Fonte: G1 e Estadão

domingo, 10 de março de 2013

Antonio Meucci: O verdadeiro inventor do telefone.


Antonio Meucci: O verdadeiro inventor do telefone.

Atualmente o dia 10 de março é lembrado como o Dia do Telefone por causa que o aparelho foi patenteado nesse dia no ano de  1876, após a transmissão oficial da primeira mensagem, fazendo surgir a história das telecomunicações por todo o mundo. A escolha do dia do telefone foi em razão da data da patente da invenção.



Afinal, quem foi o inventor do telefone? Ao fazer essa pergunta aos meus alunos e amigos, logo aparece o nome de Alexander Graham Bell como criador. Mas será que é verdade? Por que atualmente nos noticiários, sites, revistas e nos livros de história ainda confirmam esta informação?


Até o ano de 2002, a autoria do invento do telefone era de Alexander Graham Bell que patenteou em 1876, invento este que teve outras pessoas reivindicando nos tribunais a autoria, mas apenas em 11 de junho de 2002, através da resolução Nº. 269, o Congresso Americano reconheceu que o verdadeiro inventor do telefone o italiano Antonio Meucci, alterando o inventor e data da invenção de 1876 para 1856. O inventor vendeu a patente do aparelho conhecido como telettrofono para o americano Alexander Graham Bell (1847-1922) fundador da companhia telefônica Bell e historicamente considerado o inventor do telefone, que em 1860 já havia descrito o aparelho em um jornal de língua italiana de Nova York com o nome de “teletrophone”.


Antonio Meucci levava a vida com várias funções, uma delas era a medicina. O italiano tratava seus pacientes com um método baseado na aplicação de pequenos choques. Certa vez, Meucci havia colocado um eletrodo ligado a um fio de cobre na boca de um paciente, e quando foi ligar o aparelho em outra sala, escutou o gemido do mesmo. Com isso, chegou à conclusão de que a voz poderia ser propagada por impulsos elétricos



Para desenvolver sua invenção, Meucci se mudou para uma cidadezinha próxima a Nova York, EUA, onde montou uma fábrica de velas; com o dinheiro que ganhou, aperfeiçoou seu invento. A novidade foi um sucesso na época, principalmente entre a colônia italiana nos EUA. Mesmo em virtude do relativo sucesso do invento, Meucci não obteve investidores capazes de apostar em sua ideia, pois muitos deles não viam utilidade em um “telégrafo que falasse”.

Passando por vários problemas financeiros e de saúde, Meucci não conseguiu nem a quantia de U$250, necessária para patentear seu invento. A patente foi feita por Graham Bell, o qual levou toda a fama de criador do telefone por anos.

Meucci tentou entrar na justiça diversas vezes contra Graham Bell, porém quando estava prestes a vencer toda a disputa na Suprema Corte, o italiano faleceu. Assim, Graham Bell acabou levando a fama e os milhões que a invenção o proporcionaria.


quinta-feira, 7 de março de 2013

O MITO QUE DEU ORIGEM AO DIA INTERNACIONAL DA MULHER


O MITO QUE DEU ORIGEM AO DIA INTERNACIONAL DA MULHER




Há muito tempo estamos acostumados a ler e ouvir história relacionada a  origem do 8 de março, Dia Internacional da Mulher, relatando a história de uma greve, que aconteceu em Nova Iorque, em 1857, na qual 129 operárias morreram depois de os patrões terem incendiado uma  fábrica de tecelagem. De acordo com pesquisas levantadas diante este fato, a versão que tanto conhecemos nunca existiu.

As pesquisadoras sobra as origens do 8 de março nos afirmam que essa greve, contada tantas vezes,  trata-se de um mito criado a partir da confusão entre a greve de 1910, nos EUA; a de 1917, na Rússia e o incêndio de 1911, em Nova York. O que  aparece e vem sendo contatado em todos os cantos é que a dirigente socialista Clara Zetkin (1857-1933), integrante do Partido Comunista Alemão, propôs a data, em 1910, na Conferência das Mulheres, em homenagem às trabalhadoras tecelãs em greve que morreram em um incêndio na fábrica que trabalhavam em 8 de março de 1857.

Clara Zetkin (1857-1933)

Na década de 1960, quando o mundo vivia uma grande bipolaridade da Guerra Fria , a história ressurge  e acaba sendo aceita pelos dois blocos em disputa. A sua consolidação mundial é incorporada através da ONU , o dia 8 de Março, em 1975, como data mundial contribuindo  para essa retomada seja em larga escala, ao mesmo tempo que também incentivou um viés institucional da comemoração.

A discussão das origens do 8 de Março vem sendo realizada há mais de vinte anos. Uma das primeiras publicações sobre as origens do 8 de Março é o livro da pesquisadora canadense, Renée Côté, de 1984,  O dia Internacional da Mulher – Os verdadeiros fatos e datas das misteriosas origens do 8 de março, até hoje confusas, maquiadas e esquecidas. Ela nos conta, de modo nada acadêmico, que certezas criadas pelos movimentos feministas são pura ficção.



 Hoje, existem  também outros estudos, acompanhados de vasta bibliografia que vão no mesmo sentido das pesquisas de Renée. No Brasil, está sendo lançado neste 8 de Março As Origens e a Comemoração do Dia Internacional das Mulheres, da historiadora espanhola Ana Isabel Álvarez González, pela SOF – Sempre Viva Organização Feminista e  Editora Expressão Popular.



O 8 de Março é uma data que está mundialmente vinculada às reivindicações femininas por melhores condições de trabalho, justiça e igualdade social. É uma data na qual as mulheres “saem às ruas” para reafirmar a sua convicção de que um mundo sem opressão e discriminação das mulheres é possível. A comemoração desta data constitui também um momento de reflexão sobre os abusos históricos contra as mulheres, mas também sobre as conquistas e mudanças sociais conseguidas.

Então, aproveitemos esta data tão importante para fazer uma reflexão sobre tudo o que as mulheres já passaram, reconhecê-las e parabenizá-las pela força que sempre tiveram e sempre terão para enfrentar qualquer tipo de obstáculo. E também por serem essas pessoas iluminadas, fortes e ao mesmo tempo meigas, meninas e mulheres, mães e trabalhadoras, femininas e determinadas.



terça-feira, 5 de março de 2013

Morre o presidente da Venezuela Hugo Chávez .


Morreu na tarde desta terça-feira (5), em Caracas, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que governava o país latinoamericano há 14 anos, onde exercia seu 4º mandato consecutivo. .Vítima de câncer, o líder teve uma trajetória política marcada por polêmicas e rivalidades dentro e fora da Venezuela.


Uma frase de Hugo Chávez resume o que ele representa para a Venezuela e o sentimento de orfandade que milhões de venezuelanos estão sentindo neste momento em que sua morte é anunciada. Chávez morreu na tarde de hoje em razão de câncer. Disse ele certa vez:

— Já sei que nunca me irei porque ficarei para sempre nas ruas e nos povoados da Venezuela, porque Chávez já não sou eu, Chávez é a pátria.

Se levarmos em consideração a recente eleição que lhe garantiria o quarto mandato e 20 anos no poder, 55% dos venezuelanos viam em Chávez um líder messiânico, um homem que se confundia com a pátria. E até mais: Chávez foi o líder sul-americano que com mais energia se contrapôs aos Estados Unidos.



Para outros tantos, tratava-se de um governante autoritário, que flertava com a ditadura, não chegando a tanto devido a um detalhe: na Venezuela, há eleições (apesar das campanhas desiguais em razão do uso da máquina pública), há imprensa crítica (apesar das perseguições e das cassações de licenças, como a da emissora de TV RCTV, crítica ao seu governo) e há três poderes — apesar de todos terem sido cooptados pela sua força política.


Desde sua fracassada tentativa golpista, 20 anos atrás, Hugo Chávez Frías tratou de fazer da sua imagem a imagem da pátria. Trilhou um caminho rumo ao poder, cujo inimigo mais contundente foi o câncer que o derrubou.


Fonte: Jornal de Santa Catarina

segunda-feira, 4 de março de 2013

Os 60 anos da morte de Stalin.




O fim do Homem de Aço 

Na noite do dia 5 de março de 1953 a Rádio Moscou transmitiu a notícia da morte do primeiro-ministro e secretário geral do partido comunista da URSS, Josef Stalin, o qual havia sofrido um derrame alguns dias antes e permanecia internado em um hospital da capital soviética. Os médicos e a precária tecnologia da época nada puderam fazer para salvar a frágil vida do imponente ditador, que, aos 74 anos, tinha o corpo devastado pela idade e em nada mais se parecia com o forte homem que havia conduzido a União Soviética à vitória sobre a Alemanha nazista em 1945.



Jossif Djugashvili nasceu na Geórgia em 1879. Filho de pais pobres, estudou para se tornar teólogo mas, ao se dedicar a aprender os princípios do socialismo, foi expulso do seminário. Adotou o nome Stalin, que significa “Homem de Aço”, quando passou a difundir ideias revolucionárias pelas ruas de Moscou. Junto a Lênin, o maior líder da Revolução Russa de outubro de 1917, fundou o Partido Comunista, que governou o país após a Guerra Civil (que acabou em 1918). Stalin se tornou o homem mais importante da Rússia após a morte de Lênin, em 1924, e desde então conduziu com mão de aço a nação a um destino muito diferente do que o grande líder revolucionário quisera. Stalin se tornou um ditador sanguinário ao criar um duro sistema de repressão política, que acabou por eliminar não somente os seus reais opositores internos, mas qualquer um que pudesse vir a se constituir em uma ameaça para o ditador. Estima-se que 500 mil “inimigos políticos” tenham sido assassinados durante as mais de duas décadas de seu governo.