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terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

300 anos da Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Pombal


 A igreja de Nossa Senhora do Rosário, em Pombal, completou esse ano 300 anos de existência e se destaca como uma das edificações religiosas mais antigas do estado da Paraíba. 


A igreja do Rosário é um marco histórico como primeiro núcleo colonial do sertão paraibano. O contrato para construção da igreja foi assinado no dia 24 de janeiro de 1721. Conforme registros históricos, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Pombal, antes de ser assim chamada, foi edificada como uma pequena capela sob o nome de Nossa Senhora do Bom Sucesso. Na sua construção, houve a participação de escravos, índios e homens livres, sendo esta a maneira mais direta de consolidar a religião entre os habitantes da região.


A igreja do Rosário é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (IPHAEP). A igreja mantém seu interior todo original, com retábulos em madeira dourada e policromada nos estilos barroco e rococó.


No início do mês de outubro acontece a tradicional festa do Rosário, onde são resgatados alguns elementos da cultura nordestina como os Reisados, os Negros dos Pontões e os Congos. Festa do Rosário é uma das efemérides religiosas mais importantes da Paraíba, atraindo milhares de fiéis a Pombal.

sábado, 20 de fevereiro de 2021

Aula inaugural da disciplina de História no ano letivo 2021









Caros estudantes da escola municipal  “Dep. Janduhy Carneiro” (Cajazeirinhas)


“Educar é impregnar de sentido o que fazemos a cada instante!”. Com as palavras do educador Paulo Freire, desejo que este ano letivo se paute pelo espírito positivo, pela capacidade de participação e vontade enorme de em conjunto construirmos uma nova jornada rumo ao aprendizado e conhecimento.


Sabemos que em meio a tantos momentos difíceis que estamos passando, a educação não pode ficar de lado, pois ela é parte essencial de nossas vidas e assim, vamos aprendendo a enfrentar qualquer obstáculo que possa surgir à nossa frente.


Em 2021, devido a continuidade do período pandêmico iremos aprimorar o uso dos recursos tecnológicos para garantir que nossas aulas cheguem a todos no tempo e na qualidade necessária. Nosso compromisso é com ensino de qualidade, com a inovação e com a produção de conhecimento. 


Em tempo, convido para todos os estudantes para participarem da aula inaugural da disciplina de História que acontecerá no dia 22 de fevereiro, às 15 horas, através da plataforma Meet. O link será enviado para os grupos de cada turma na qual leciono. 


Acompanhem também o Instagram professor_tarcivan e tenham acesso aos diversos conteúdos referente a disciplina de história. 


Sejam bem-vindos ao Ano Letivo – 2021!


Fotos enviada pelos alunos (22 de fevereiro) 










sábado, 31 de outubro de 2020

Novembro negro em tempo de pandemia

 


Atenção, estudantes e amantes da história!

O mês de novembro tornou-se referência para a luta e resistência da população negra em enfrentamento ao racismo, reafirmação da identidade e, principalmente, na busca por melhorias de políticas públicas voltadas para esta grande parcela da população. Isso porque, o 20 de novembro, quando se comemora o Dia Nacional da Consciência Negra, relembra a morte de Zumbi dos Palmares, último líder do quilombo dos Palmares, assassinado em 1695.


Durante todo o mês de novembro o perfil no Instagram (@professor_tarcivan) será dedicada às temáticas relacionadas a história e cultura afro-brasileira, luta pela igualdade racial e enfrentamento contra o racismo.


Em breve publicarei a programação referente a semana da Consciência Negra.

 

Conto com a participação de vocês! Axé


segunda-feira, 1 de junho de 2020

O despotismo esclarecido: Origem e influência do iluminismo.



O despotismo esclarecido foi uma forma de governo inspirada em alguns princípios do Iluminismo europeu. O fenômeno ocorreu em certas monarquias da Europa continental, sobretudo a partir da segunda metade do XVIII.

Origem
A expressão “despotismo esclarecido” foi cunhada pelo historiador alemão Wilhelm Roscher, em 1847, portanto, não foi contemporânea a tal política.

O historiador, com este termo, queria explicar uma série de governos que adotaram vários princípios iluministas como o racionalismo, os ideais filantrópicos e o progresso. No entanto, estes mesmos governos não fizeram nenhuma concessão à limitação do poder real ou expandiram os direitos políticos para as demais camadas da população.Por isso, ele é também conhecido por "despotismo benévolo" ou "absolutismo esclarecido".

De forma geral, podemos considerá-lo como um regime onde se aprofunda a ruptura com a tradição típica do Antigo Regime, para uma forma de governar mais eficiente. Contudo, sem abandonar os fatores absolutistas das monarquias. De fato, as regiões mais afetadas por essa política foram a Rússia, França, Áustria, Prússia e a Península Ibérica.

Características:

Em primeiro lugar, é importante destacar que as monarquias absolutistas europeias estavam em crise em função das transformações causadas pelas ideias Iluministas e Liberais. Desse modo, os déspotas esclarecidos, implementaram as reformas necessárias para manter o poder, ao mesmo tempo em que reestruturavam seus governos para serem mais eficientes.

Entretanto, as ideias iluministas adotadas foram apenas aquelas que não prejudicariam a forma de governo absolutista de direito divino.

Apenas os saberes úteis na tomada de decisões político-administrativas foram empregados a fim de dinamizar a economia nacional. Foram deixados de lado os princípios democratizantes e liberais do iluminismo. Outro ponto interessante é a gama de conhecimentos que o monarca deveria dominar para implementar os princípios iluministas. Daí a presença de ministros (ou até mesmo filósofos) afinados ao pensamento filosófico e econômico iluminista nas cortes destes monarcas.

Ademais, é curioso o fato de este fenômeno ser mais comum onde a burguesia foi mais fraca. Isso tornava a economia menos desenvolvida e justificava as implementações iluministas. Sob aspectos filosóficos, é muito comum a legitimação do poder absoluto com base na teoria do contrato social de Thomas Hobbes. Essa teoria defendia o direito divino dos reis.

Por outro lado, podemos encontrar aspectos de liberdade religiosa, de expressão e de imprensa, bem como o respeito à propriedade privada. Com efeito, os monarcas melhoravam as condições de vida de seus súditos. Ao mesmo tempo, por meio de uma administração mais eficiente, incrementavam as receitas do Estado, e assim reforçavam a autoridade real.

Principais Déspotas Esclarecidos:



Na Prússia, o rei Frederico II (1740-1786) foi influenciado pelos ensinamentos de Voltaire (1694-1778).

Na Áustria, a imperatriz Maria Tereza (1717-1780) conseguiu taxar a nobreza e criar um exército nacional.

Na Espanha do rei Carlos III (1716-1788), esta política ganhou forma na ampliação da indústria têxtil.

Na Rússia, a imperatriz Catarina II (1762-1796) promoveu a liberdade religiosa, ao mesmo tempo em que acentuou o feudalismo.

Já em Portugal, o Marquês de Pombal (1699-1792), ministro do rei Dom José I (1750-1777), foi responsável pela expulsão dos jesuítas, pela reforma educacional e manufatureira portuguesa. Isso teve grandes reflexos na administração colonial.

Fonte:
Juliana Bezerra, Bacharelada e Licenciada em História, pela PUC-RJ. Especialista em Relações Internacionais, pelo Unilasalle-RJ. Mestre em História da América Latina e União Europeia pela Universidade de Alcalá, Espanha.

domingo, 29 de março de 2020

Gripe espanhola: a catastrófica epidemia que varreu o Brasil em 1918


Em 1918, o Brasil viveu o mesmo precedente de preocupação enfrentado com o novo coronavírus: a gripe espanhola. A mutação do vírus veio a bordo do navio Demerara, procedente da Europa, em setembro daquele ano, em que passageiros infectados desembarcaram no Recife, em Salvador e no Rio de Janeiro.



Em pouco tempo, o vírus se espalhou e o país inteiro estava submerso numa devastadora epidemia. Hospitais ficaram abarrotados, escolas suspenderam as aulas, os bondes trafegam quase vazios e o comércio baixou as portas, com exceção das farmácias, onde a população disputava remédios que prometiam curar as vítimas da doença.



Assim como o coronavúrus, a gripe espanhola se espalhou pelo mundo e foi causada por uma estirpe do vírus Influenza A do subtipo H1N1. A doença contaminou mais de 500 milhões de pessoas.

No Brasil, a pandemia chegou a matar mais de 35 mil pessoas, mas o número deve ter sido muito maior porque muitas pessoas morreram sem diagnóstico. A doença vitimou até o Presidente da República, Rodrigues Alves, em 1919.