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segunda-feira, 14 de novembro de 2016

127 anos da Proclamação da República no Brasil.


A Proclamação da República Brasileira é o evento, na História do Brasil, que instaurou o regime republicano no país, derrubando a Monarquia.
Ocorreu dia 15 de novembro de 1889 no Rio de Janeiro, então capital do Império do Brasil, na praça da Aclamação (hoje Praça da República), quando um grupo de militares do Exército brasileiro, liderados pelo comandante marechal Deodoro da Fonseca, deu um golpe de estado e depôs o imperador D. Pedro II. Institui-se então a República, sendo nessa data que o jurista Rui Barbosa assinou o primeiro decreto do novo regime, instituindo um governo provisório.
Na tentativa de reduzir a oposição, cada vez maior, o ministro Afonso Celso de Assis Figueiredo, o Visconde de Ouro Preto, elaborou em meados de 1889 um programa de reformas, que incluía: liberdade de culto, autonomia para as províncias, mandatos limitados (não-vitalícios) no Senado, liberdade de ensino, redução das prerrogativas do Conselho de Estado, entre outras medidas. As propostas de Ouro Preto visavam preservar a Monarquia, mas foram vetadas pela maioria conservadora que constituía a Câmara dos Deputados.

Vários foram os fatores que levaram o Império a perder o apoio de suas bases econômicas, militares e sociais. Da parte dos grupos conservadores: sérios atritos com a igreja católica (na Questão Religiosa); o abandono do apoio político dos grandes fazendeiros em virtude da abolição da escravatura, ocorrida em 1888. Da parte dos grupos progressistas: a manutenção, até muito tarde, da escravidão negra no país; a ausência de iniciativas com vistas ao desenvolvimento do país (fosse econômico, político ou social); a manutenção de um regime político de castas e censitário (isto é, com base na renda das pessoas); a ausência de um sistema de ensino universal; os altos índices de analfabetismo e miséria; o afastamento do Brasil em relação a todos demais países do continente americano (fossem da América do Sul, fossem da América do Norte), em virtude da incompatibilidade entre os regimes.
Assim, ao mesmo tempo que a legitimidade imperial decaía, a proposta republicana - percebida como significando o progresso social - ganhava espaço. Entretanto, é importante notar que a legitimidade do Imperador era distinta da do regime imperial: enquanto, por um lado, a população, de modo geral, respeitava e gostava de D. Pedro II, por outro lado tinha cada vez em menor conta o próprio Império. Nesse sentido, era voz corrente na época que não haveria um "III Império", ou seja, a monarquia não continuaria após o falecimento de D. Pedro II (seja devido à falta de legitimidade do próprio regime, seja devido ao repúdio público ao príncipe consorte, marido da princesa Isabel, o francês conde D`Eu).

No Rio de Janeiro, os republicanos insistiram com o marechal Deodoro da Fonseca, para que ele chefiasse o movimento revolucionário que substituiria a monarquia pela república. Depois de muita insistência dos revolucionários, Deodoro concordou em liderar o movimento.
O golpe militar que estava prevista para 20 de novembro de 1889, teve de ser antecipado. No dia 14, divulgou-se a notícia (que posteriormente se revelou falsa) de que era iminente a prisão de Benjamin Constant Botelho de Magalhães e Deodoro da Fonseca. Por isso, na madrugada do dia 15 de novembro, Deodoro iniciou o movimento que pôs fim ao regime imperial.


Os revoltosos ocuparam o quartel-general do Rio de Janeiro e depois o Ministério da Guerra. Depuseram o Ministério e prenderam seu presidente, Afonso Celso de Assis Figueiredo, Visconde de Ouro Preto. Na tarde do mesmo dia 15, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, foi solenemente proclamada a República. D. Pedro II, que estava em Petrópolis, retornou ao Rio. Pensando que o objetivo dos revolucionários era apenas substituir o Ministério, o imperador tentou ainda organizar outro, sob a presidência do conselheiro José Antônio Saraiva. No dia seguinte, o major Frederico Sólon Sampaio Ribeiro entregou a D. Pedro II uma comunicação, cientificando-o da proclamação do novo regime e solicitando sua partida para a Europa, a fim de evitar conturbações políticas.

domingo, 18 de setembro de 2016

18 de setembro - Dia dos Símbolos Nacionais



No Brasil, existem quatro símbolos oficiais que representam a nação e o povo brasileiro: a bandeira, o hino, as armas e o selo nacional. Para destacar a importância destes símbolos, comemora-se, em 18 de setembro, o Dia dos Símbolos Nacionais.

Instituídos pelo Art. 13, da Constituição Federal, os Símbolos Nacionais são regulamentados pela Lei nº 5700, de 1º de Setembro de 1971. Considerados manifestações de importante valor histórico, eles foram criados para transmitir o sentimento de união nacional e demonstrar a soberania do nosso país.

A seguir, conheça os Símbolos Nacionais, de acordo com o Planalto Federal:

Bandeira Nacional



Projetada por Raimundo Teixeira Mendes e Miguel Lemos, com desenho de Décio Vilares, a bandeira foi inspirada na bandeira do Império, desenhada pelo pintor francês Jean Baptiste Debret. A bandeira nacional manteve a tradição das antigas cores nacionais – verde e amarelo – com os dizeres “Ordem e Progresso”. As estrelas representam a constelação Cruzeiro do Sul e cada uma corresponde a um estado brasileiro. De acordo com a Lei nº 8.421, as estrelas devem ser atualizadas, no caso de criação ou extinção de algum estado. A única estrela acima na inscrição “Ordem e Progresso” é chamada Spica e representa o Estado do Pará, que, no ano de 1889, correspondia ao maior território acima do paralelo do Equador. O Distrito Federal é representado pela estrela do tipo sigma do Octante.

Hino Nacional

O Hino Nacional foi escrito, em 1909, pelo poeta Joaquim Osório Duque Estrada, mas, somente em 1890, a obra foi transformada pelo maestro Francisco Manoel da Silva em composição musical. Naquele mesmo ano, por meio do Decreto nº 171, a canção tornou-se o Hino Nacional Brasileiro. Contudo, durante aproximadamente 32 anos, o hino era cantado com letras diferentes e inadequadas. Sendo assim, em 6 de setembro de 1922, por meio do Decreto nº 15.671, oficializou-se a letra atual e definitiva do Hino Nacional Brasileiro.



Arma Nacional


Este símbolo, também conhecido como Brasão Nacional, foi desenhado pelo engenheiro Artur Zauer, a pedido do ex-presidente Manuel Deodoro da Fonseca. O símbolo é um escudo azul-celeste, apoiado sobre uma estrela de cinco pontas, com uma espada. Ao seu redor, está uma coroa formada de um ramo de café frutificado e outro de fumo florido, sobre uma armação de ouro. O uso do brasão é obrigatório para os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e para as Forças Armadas. Além disso, o símbolo também está presente em todos os prédios de órgãos públicos.

Selo Nacional



O Selo Nacional do Brasil é baseado na esfera da Bandeira Nacional. Nele há um círculo com os dizeres “República Federativa do Brasil”. Ele é usado para autenticar os atos de governo, os diplomas e certificados expedidos por escolas oficiais ou reconhecidas.


Somos brasileiros e os símbolos nacionais nos representam. Por isso, celebrar o Dia dos Símbolos Nacionais é celebrar a nossa nação e a nossa identidade.


segunda-feira, 12 de setembro de 2016

PSCT: IFPB seleciona estudantes para cursos técnicos



O IFPB lançou o edital de seleção para 3.389 vagas para os cursos técnicos em 17 campi. As inscrições são gratuitas e serão realizadas no período de 03 de outubro a 04 de novembro. O Processo Seletivo de Cursos Técnicos para o semestre de 2017.1 se dará através de análise do histórico escolar.

Acesse aqui o edital.


Na modalidade integrado ao ensino médio, voltada para aqueles estudantes que terminaram o ensino fundamental 2, estão sendo ofertadas 2.177 vagas, nos campi de Cabedelo, Cajazeiras, Campina Grande, Catolé do Rocha, Esperança, Guarabira, Itabaiana, Itaporanga, João Pessoa, Monteiro, Patos, Picuí, Princesa Isabel, Santa Rita e Sousa. Já na modalidade subsequente ao ensino médio, voltada para aqueles que já concluíram esta etapa, são 1.212 vagas nos campi de Cabedelo, Cabedelo Centro, Cajazeiras, Campina Grande, Esperança, João Pessoa, Mangabeira, Monteiro, Patos, Picuí, Princesa Isabel e Sousa.

Para se inscrever, o candidato precisa preencher, eletronicamente, todos os itens do Formulário de Inscrição, disponibilizado no endereço eletrônico https://estudante.ifpb.edu.br, inclusive o Questionário Socioeconômico, anexar o Histórico Escolar ou documento equivalente. Há cotas para candidatos com deficiência e egressos de escolas públicas. A seleção se dará a partir da média aritmética das disciplinas.

No dia 14/11 será divulgada a lista oficial de candidatos inscritos e no dia 19/12 o resultado final do processo.

O novo paradigma de seleção para ingresso nos cursos técnicos do IFPB visa a inclusão social, a equidade e a isonomia, além de dar mais celeridade ao processo e menor dispêndio aos cofres públicos. “A razão central da mudança do processo seletivo está focada na inclusão social de todos os estudantes, desde aqueles que terminaram os estudos há muito tempo, quanto os que estão na idade regular”, disse o Reitor Nicácio Lopes. 

“Para os que estão dentro da idade regular, vamos mensurar de forma mais fidedigna todo um histórico escolar e não um evento pontual, que muitas vezes pode trazer distorções, acarretando a perda de bons talentos para a instituição. Os que estão fora da escola há muito tempo, vão se sentir mais estimulados porque vão concorrer de igual para igual, havendo maior equidade e isonomia no processo”, explicou o Reitor Nicácio Lopes.


por Patrícia Nogueira

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

11 de Setembro: 15 anos dos ataques que mudaram o mundo[...]




Há 15 anos atrás o mundo ficou marcado por um dos mais violentos atentados terroristas da história. Osama Bin Laden, através de seu grupo terrorista Al Qaeda, vitimou milhares de norte-americanos no dia 11 de Setembro de 2001, quando aviões controlados por terroristas atingiram as torres gêmeas do World Trade Center e partes do prédio do Pentágono, sede do departamento de defesa dos EUA.



A raiz desse atentado terrorista deve ser analisada pela política externa dos Estados Unidos quanto aos países do Oriente Médio. O governo norte-americano, por possuir a maior economia do mundo a partir do século XX, realizou uma estratégia de intervenção nos assuntos políticos de países vulneráveis economicamente. Uma dessas estratégias foi o apoio a regimes ditatoriais em diversos países, como nos casos do Egito e da Líbia.

O financiamento de regimes ditatoriais em alguns países árabes foi motivado por razões econômicas. Os Estados Unidos procuravam consolidar sua influência política fornecendo apoio bélico a líderes políticos locais. Alguns especialistas afirmam que o interesse do governo norte-americano estava no controle de regiões com reservas petrolíferas, uma vez que eles são os maiores consumidores desse produto.

A intervenção política do Tio Sam não foi vista com bons olhos por grupos que faziam oposição às lideranças locais em diversos países árabes que recebiam apoio econômico dos norte-americanos. Para os fundamentalistas islâmicos (religiosos radicais), o interesse dos Estados Unidos em financiar regimes ditatoriais no Oriente Médio era de massacrar a população islâmica em seu próprio território.



Em retaliação à política de intervenção em assuntos externos de países do Oriente Médio, os Estados Unidos passaram a ser o principal alvo de grupos terroristas. Osama Bin Laden, um homem rico e poderoso da Arábia Saudita, foi um dos principais inimigos dos norte-americanos e controlou por anos o grupo terrorista Al Qaeda. Esse grupo foi autor de diversos atentados no mundo com o objetivo de impedir o crescimento de religiões não islâmicas.

O mais conhecido dos atentados realizados por esse grupo terrorista foi o 11 de setembro. Nesse dia, quatro aviões foram tomados por integrantes da Al Qaeda que estavam a bordo. Duas dessas aeronaves dirigiram-se para a cidade de Nova Iorque, tendo como alvo os prédios do World Trade Center. A colisão foi inevitável e 3.000 mil pessoas morreram com o choque do avião.

As outras duas aeronaves tinham alvos diferentes, uma delas se dirigia ao prédio do Pentágono, mas os terroristas atingiram apenas partes do edifício. A outra aeronave – disseram os especialistas – tinha como alvo a Casa Branca, sede do governo norte-americano.

Pentágono


O atentado do dia 11 de Setembro chocou a humanidade devido ao uso de extrema violência. As consequências desse fatídico dia foram a Guerra do Afeganistão em 2001 e a prisão do ditador Saddam Hussein em 2003, realizadas pelo governo Bush em resposta aos atentados. Além disso, o mais procurado terrorista do mundo, Osama Bin Laden, foi capturado por tropas militares dos Estados Unidos e assassinado em 2011.


quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Pedro Américo já foi acusado de plágio pelo célebre quadro 'O grito do Ipiranga'



      A pintura acima de autoria é do pintor paraibano Pedro Américo, um óleo sobre tela que retrata a cena do grito do Ipiranga, imagem conhecida por nós desde nossa infância. Ele foi pintado em Florença na Itália entre 1886 e 1888. Mas o que intriga mesmo é a estrutura do quadro ser muito parecida com o quadro em aquarela de Ernest Meissonier (logo abaixo) no quadro Napoleônico Friedland,1807 . Seria a cena que acreditamos retratar o heroico grito do Ipiranga uma coincidência, uma inspiração ou plágio?