Ultimas Novidades

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Conheça os brasileiros que salvaram perseguidos pelo nazismo.



Os dois brasileiros contrariaram as ordens das circulares secretas do então presidente Getúlio Vargas e concederam centenas de vistos de entrada no Brasil a judeus e outros perseguidos pelo regime nazista de Adolf Hitler nas décadas de 1930 e 1940. Aracy Guimarães Rosa, funcionária do consulado em Hamburgo, na Alemanha, e Luis Martins de Souza Dantas, embaixador brasileiro em Paris, na França, hoje são lembrados como heróis nacionais reconhecidos internacionalmente.


Os nomes do “Anjo de Hamburgo” e do “Schindler brasileiro”, como eles ficaram conhecidos, estão no Jardim dos Justos do Museu do Holocausto (Yad Vashem, em hebraico), em Jerusalém. Agora, os dois receberão homenagens em um evento que terá a participação da presidente Dilma Rousseff, convertendo-se assim, no primeiro reconhecimento – ainda que informal – do governo brasileiro aos ex-funcionários que salvaram vidas descumprindo ordens.

“A dimensão da tragédia entre 1939 e 1941 já estava de tal forma explícita no cotidiano da população que ambos tiveram uma sensibilidade fora do comum diante do que estavam observando, que era a expressão máxima do totalitarismo”, afirma a historiadora Maria Luiza Tucci Carneiro, da Universidade de São Paulo (USP). A partir da abertura dos arquivos do Ministério das Relações Exteriores, a professora descobriu a história dos heróis brasileiros relatada em seus livros O antissemitismo na era Vargas (1987) e Cidadão do Mundo (2009).

“Eles defenderam que não estavam lidando apenas com papéis ou categorias de vistos, mas sim com seres humanos”, diz a historiadora. Segundo ela, em um dos telegramas enviados por Souza Dantas e que faz parte do inquérito sobre a concessão de vistos que contrariavam as circulares secretas, o diplomata dizia estar diante de pessoas “à beira do suicídio”.

As circulares do governo de Getúlio Vargas também foram descobertas pela professora Maria Luiza Tucci Carneiro em consultas aos arquivos do Itamaraty. Entre as alegações para impedir a entrada de judeus no Brasil, estavam as de que se tratavam de “pessoas perigosas para a segurança nacional” e que “não interessam à composição da raça brasileira”. Os documentos assimilavam, inclusive, a terminologia do nazismo, afirmando que os judeus não eram bem-vindos porque não eram arianos.

Na época, 99% da diplomacia brasileira endossavam as circulares secretas antissemitas do governo, segundo a professora. Atitudes como a de Aracy e Souza Dantas são exceções, mas a historiadora acredita que pode haver outras pessoas que, de dentro das embaixadas e consulados brasileiros, ajudaram a salvar vidas com ações semelhantes. “Encontrei três nomes sobre os quais há indícios de que também eram sensíveis à questão judaica”, afirma.

Anjo de Hamburgo


As atitudes heroicas de Aracy Moebius de Carvalho Guimarães Rosa (1908-2011) renderam à ex-chefe do setor de passaportes do Consulado do Brasil o apelido de “Anjo de Hamburgo”. Ela trabalhou junto com o escritor João Guimarães Rosa, com quem se casaria depois, quando ele era cônsul adjunto em Hamburgo, na Alemanha. Segundo Maria Luiza Tucci Carneiro, não há provas de que o escritor sabia que Aracy concedia os vistos contrariando as ordens do governo, mas “algumas passagens mostram que ele era sensível à questão”.

Aracy chegou a transportar pessoas em seu próprio carro até a fronteira, segundo seus relatos. Aos que procuravam o consulado para tentar fugir para o Brasil, ela emitia um novo documento com nomes falsos. “Outra forma muito usada era emitir o visto como católicos”, diz a historiadora.

Aracy Moebius de Carvalho Guimarães Rosa

O advogado Eduardo Tess Filho, neto de Aracy, conta que a avó sempre foi muito discreta sobre suas atitudes heroicas mesmo após voltar ao Brasil, em 1942. “Só fui conhecer essa história com 19 anos”, conta Tess, 57 anos. “Ela fez o que fez não para ser homenageada, fez porque acreditava que era o certo”, explica. Aracy morreu em 2011 aos 102 anos. Em vida, viu seu nome ser grafado no Jardim dos Justos, em Israel, um reconhecimento lembrado com orgulho pela família.

Schindler brasileiro

Luís Martins de Souza Dantas 

O chefe da missão diplomática brasileira na França, Luís Martins de Souza Dantas (1876-1954) concedeu pelo menos 800 vistos para salvar a vida de perseguidos por Hitler, segundo as contas do escritor Fábio Koifman, no livro Quixote nas trevas . Pela atitude, Souza Dantas é frequentemente citado como “Schindler brasileiro”, em referência ao empresário alemão Oskar Schindler, que salvou 1.200 judeus do Holocausto.

Dos vistos concedidos pessoalmente pelo embaixador, mais de 400 foram para judeus. Os demais foram para integrantes de outros grupos perseguidos, como homossexuais, ciganos, negros ou ativistas de esquerda. Ele executou o trabalho até a invasão alemã à embaixada brasileira, quando o País se uniu aos Aliados durante a Segunda Guerra Mundial, pouco antes de ser descoberto pelo governo Vargas e virar alvo de um inquérito administrativo do Itamaraty.



“Ele voltou para o Brasil discretamente, quando deveria ter sido recebido aqui como herói de guerra”, defende Maria Luiza Tucci Carneiro. “As homenagens que ele recebeu em 1944 foram constrangedoras e incômodas para o governo Vargas”, conta. Souza Dantas foi o primeiro brasileiro a discursar na ONU, mas o convite foi feito sem citar os atos heroicos em prol dos judeus. Ele foi convidado como diplomata sobrevivente do nazismo.


Fonte: Terra

sábado, 20 de maio de 2017

Escola Municipal “Dep. Janduhy Carneiro" estimula a inclusão digital aos alunos da EJA.



Para mostrar que não há idade para aprender, a Escola Municipal “Dep. Janduhy Carneiro tem possibilitado e incentivado, através do laboratório de informática, o acesso aos alunos da EJA – Educação de Jovens e Adultos – ao mundo digital. Mundo esse que era, há alguns anos, inacessível para muitas pessoas, especialmente aqueles que pensavam não ter mais idade para manusear as tecnologias. 

Sabe-se que esses jovens e adultos alunos do EJA de Cajazeirinhas, independente do motivo, não tiveram acesso ao ensino regular na idade correta. Em determinadas situações estão buscando completar seu grau de instrução por uma melhor colocação no mercado de trabalho ou buscar independência financeira. Nesse contexto, nada mais justo que o uso da informática, hoje indispensável para qualquer atividade exercida, também seja uma prática utilizada durante as aulas a esse grupo.

Pensando nisso, os alunos do IV e V Ciclos da EJA tem aproveitado essa oportunidade e realizado trabalhos educativos nas aulas de História utilizando slides e sites educacionais.

A ideia de utilizar o laboratório de informática vai além da construção dos conhecimentos digitais, pois servirá, também, como estratégia de dinamização das atividades oferecidas pela escola, sendo um recurso que ajudará na diminuição da evasão escolar, a qual era o grande problema da EJA em Cajazeirinhas.


terça-feira, 16 de maio de 2017

Planisfério de Cantino - 1502



Desde o século 15, a confecção de mapas era uma atividade estratégica e secreta em Portugal. As descobertas eram cuidadosamente lançadas nos mapas portugueses da época. Alberto Cantino, um comerciante italiano de cavalos, em Lisboa, trabalhou secretamente para o Duque de Ferrara, da Itália. Cantino cooptou um cartógrafo português que elaborou um planisfério, provavelmente com base na "carta padrão d'El Rei".

Acredita-se que o mapa foi encomendado em outubro de 1501, concluído na segunda metade de 1502 e enviado para a Itália, possivelmente em outubro desse ano. O planisfério incorporou alguns dados da primeira expedição exploratória, ao Brasil (1501-1502), mas ao que tudo indica, como uma adição posterior, sem a qualidade original.

O Brasil (chamado no mapa de Terra Nova) aparece com apenas a faixa litorânea e muitas árvores verdes e douradas que representam o pau-brasil, arbustos azuis e papagaios vermelhos. Nesse período, usar as cores era muito caro então geralmente se usava poucas cores além do preto. Da América Central só estão as Antilhas (que aparece escrito "has antilhas del Rey de castella", as Antilhas do rei de Castela, é o mapa mais antigo com o nome Antilhas também) e da América do Norte, a Groenlândia e a atual Flórida.



O mapa não está assinado, nem datado, mas existe uma inscrição em seu verso (em dialeto veneziano): Carta de navegar pela ilha novamente achada na parte da Índia. Oferta de Alberto Cantino ao Senhor Duque Hércules. Tem dimensões de 2,20 m X 1,05 m e são representados apenas 257° em longitudes, o que seria a extensão do mundo conhecido na época. A Linha de Tordesilhas está indicada como Este he o marco entre Castela e Portugal.


O planisfério ficou na biblioteca de Ferrara até 1597, quando foi transferido para o palácio ducal de Modena. Em 1859, o palácio foi saqueado e o mapa desapareceu. Nos anos '70 o diretor da biblioteca de Modena achou o mapa forrando um anteparo em uma salsicharia da cidade, comprou-o e levou-o para a biblioteca, onde ainda se encontra.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

13 de Maio, uma data que nos jogou ao léu.



Por mais de três séculos, o negro escravizado impulsionou a economia e serviu de base à pirâmide social brasileira; durante esse período, reações individuais e coletivas – os levantes – representaram a outra face das relações entre senhores e escravos no Brasil. Humilhação ou revolta – a dominação teve limites preciosos durante praticamente todo o período colonial.

por Luiz de Jesus 

Só no final do século XVIII, quando as idéias dos liberais europeus passaram a ser difundidas entre nós, é que se começou efetivamente a considerar a possibilidade da extinção do cativeiro.Tornaram-se comuns as grandes manifestações de rua. Repetiam-se as passeatas e comícios onde a palavra de ordem era a frase de José do Patrocínio: “A propriedade do escravo é um roubo” Finalmente, em 1888, os antiescravistas conquistaram a maioria no Parlamento.

Refletindo a nova correlação de forças, a 7 de maio de 1888 o Congresso aprovava, por imensa maioria, um projeto de lei com o seguinte texto: “Artigo 1 ° . É declarada extinta desde a data desta lei a escravidão no Brasil. Artigo 2° . Revogam-se as disposições em contrário”.

Assinado a 13 de maio pela regente do trono, Princesa Isabel, o projeto transformou-se na Lei Áurea. Entretanto, ao contrário do que se esperava, a abolição não significou a emancipação efetiva da população escravizada.

Sem medidas institucionais que promovessem sua integração à sociedade, os negros foram entregues à própria sorte. Desprotegidos e discriminados, acabaram engrossando os contingentes marginalizados que se aglomeravam na periferia das grandes cidades.


“E se o lutar de hoje não apresentar luz a liberdade e a igualdade, pelo menos temos que deixar acesa aos nossos descendentes o iluminar da luta que Zumbi iniciou. Temos que ter consciência de que ela não deve ser apenas Consciência Negra, mas antes de tudo, tem que ser uma Consciência Humana, Diária e Contínua. Pois o ser humano não se faz pela cor da sua pele, e sim, através de um caráter irrepreensível construído sobre o forte fundamento da família, da sua história e da educação”.

domingo, 7 de maio de 2017

Estudantes da Rede Municipal de Educação de Cajazeirinhas irão participar da 9ª Olimpíada Nacional de História do Brasil realizada pela UNICAMP.



Os estudantes da rede municipal de Cajazeirinhas participarão, a partir do dia 09 de maio, da 9ª Olimpíada Nacional em História do Brasil. A Escola Municipal “Dep. Janduhy Carneiro” conta com a participação de 5 equipes, com alunos de 8º e 9 º ano.


No dia 5 de maio as equipes participaram da reunião de preparação para 9 ONHB, onde foram esclarecidos os principais pontos do regulamento e foi entregue o cronograma das atividades e das reuniões das equipes que acontecerá durante a 1 fase.



A 9ª Olimpíada Nacional em História do Brasil traz novamente o desafio de estudar a história do Brasil por meio de textos, documentos, imagens e mapas, ao longo de questões de múltipla escolha e da realização de tarefas muito especiais! Serão 5 fases online e uma fase final, presencial, que ocorrerá na Universidade Estadual de Campinas-SP.

A 9ª Olimpíada Nacional em História do Brasil é uma iniciativa da Universidade Estadual de Campinas. A ONHB premiará escolas, alunos e professores, com medalha de ouro, prata e bronze  – todas as outras equipes participantes da fase presencial receberão medalhas de “cristal” – e todos os inscritos receberão certificados de participação. Já foram inscritos mais de dez mil equipes, ou seja, participarão mais de quarenta mil estudantes de todo o Brasil.


Equipes da Escola Municipal "Dep. Janduhy Carneiro" - Cajazeirinhas.