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quarta-feira, 26 de julho de 2017

Publicado o edital do Encceja 2017 para residentes no Brasil que querem certificar o ensino fundamental ou médio.



O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) publicou no Diário Oficial da União desta terça-feira, 25, o edital do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) para residentes no Brasil, que será aplicado em 8 de outubro, em todas as unidades da federação. Interessados na certificação do Ensino Fundamental ou Ensino Médio devem se inscrever entre 7 de agosto, a partir das 10h, e 18 de agosto, até 23h59 (Horário de Brasília). A inscrição é gratuita.

O Encceja afere competências, habilidades e saberes de jovens e adultos que não tiveram oportunidade de concluir seus estudos na idade apropriada para cada nível de ensino. As provas obedecem aos requisitos básicos da legislação em vigor para o Ensino Fundamental e Ensino Médio.

Os resultados individuais podem ser usados para  certificação, pelas Instituições Certificadoras no nível de conclusão do Ensino Fundamental ou do Ensino Médio, ou obtenção da declaração parcial de proficiência. O Exame tem quatro provas objetivas, com 30 questões de múltipla escolha, cada uma, além de uma redação.

As provas do Encceja 2017 para Ensino Fundamental e Ensino Médio serão aplicadas em dois turnos. No ato da inscrição, eles deverão informar CPF, número do documento de identificação e indicar se precisam de algum atendimento, a certificação de conclusão que deseja e o estabelecimento onde deseja solicitar o certificado ou declaração parcial de proficiência.


Acesse o edital completo abaixo:



sexta-feira, 14 de julho de 2017

228° Aniversário da Queda da Bastilha.




A Bastilha foi construída como "Bastião de Saint-Antoine" durante a Guerra dos Cem Anos, por Carlos V da França.

Inicialmente serviu apenas como mero portal de entrada para o bairro de Saint-Antoine, mas de 1370 a 1383 o portal foi ampliado e reformado para se transformar numa fortaleza, que serviria para defender o lado leste de Paris durante a guerra, além de um palácio real que ficava nas proximidades, constituindo-se no mais forte ponto de defesa da muralha do rei. Após a guerra, começou a ser utilizada pela realeza francesa como prisão estadual.

A Bastilha foi construída como um retângulo irregular com 8 torres de 68 metros de comprimento, 27 metros de largura, com torres e paredes de 24 metros de altura, cercada por um largo e amplo fosso, como nos castelos dos desenhos animados. Originalmente, possuía em seu interior dois pátios, além de edifícios residenciais contra as paredes. Um par de torres nas fachadas leste e oeste era o que servia de portal inicial de passagem para o bairro.

Uma característica militar significativa da construção é que as paredes e torres eram da mesma altura, e eram conectadas por um amplo terraço. Isto possibilitava que os soldados na parede frontal se movimentassem rapidamente até um setor ameaçado da fortaleza sem que precisassem descer por dentro das torres, assim como possibilitava o fácil posicionamento de artilharia defensiva.



Na época da Revolução Francesa, por volta do século XVIII, servia muito mais como lugar de lazer e depósito de armas do exército francês do que como prisão.
Neste período, encontrou-se a Bastilha dividida internamente em:
Pavimento superior
Pavimento térreo
Calabouço

O pavimento superior proporcionava acomodações um pouco mais confortáveis para os detentos, em comparação aos outros dois.

O térreo funcionava como uma prisão comum, registrando-se a maior incidência de doenças como pneumonias, devido à temperatura ambiente.

O calabouço era a parte mais temida da Bastilha, uma vez que a sua arquitetura era de estreitos corredores e salas. A pessoa condenada ao calabouço deveria escolher uma posição corporal para entrar na sala, sendo que a mesma não possuía nenhum espaço para a locomoção, obrigando-a a ficar de pé. O prisioneiro do calabouço freqüentemente falecia, vítima de frio, fome ou doenças, visto que o tratamento prestado aos prisioneiros daquele setor era o pior.

A grande prisão estatal terminou sendo invadida em 14 de julho de 1789 porque um jornalista espalhou pelas ruas que as tropas reais estavam prestes a desencadear uma repressão sangrenta sobre o povo de Paris. Todos deviam socorrer-se das armas para defender-se. A multidão, num primeiro momento, dirigiu-se aos Inválidos, o antigo hospital onde concentravam um razoável arsenal. Ali, apropriou-se de três mil espingardas e de alguns canhões. Correu o boato de que a pólvora porém se encontrava estocada num outro lugar, na fortaleza da Bastilha. Marcharam então para lá. A massa insurgente era composta de soldados desmobilizados, guardas, marceneiros, sapateiros, diaristas, escultores, operários, negociantes de vinhos, chapeleiros, alfaiates e outros artesãos, o povo de Paris enfim. A fortaleza, por sua vez, defendia-se com 32 guardas suíços e 82 "inválidos" de guerra, possuindo 15 canhões, dos quais apenas três em funcionamento.



Durante o assédio, o marquês de Launay, o governador da Bastilha, ainda tentou negociar. Os guardas, no entanto, descontrolaram-se, disparando na multidão. Indignado, o povo reunido na praça em frente partiu para o assalto e dali para o massacre. O tiroteio durou aproximadamente quatro horas. O número de mortos foi incerto. Calculam que somaram 98 populares e apenas um defensor da Bastilha.
Launay teve um fim trágico. Foi decapitado e a sua cabeça espetada na ponta de uma lança desfilou pelas ruas numa celebração macabra. Os presos, soltos, arrastaram-se para fora sob o aplauso comovido da multidão postada nos arredores da fortaleza devassada.

O episódio, verdadeiramente espetacular, teve um efeito eletrizante. Não só na França mas onde a notícia chegou provocou um efeito imediato. Todos perceberam que alguma coisa espetacular havia ocorrido: o fim da monarquia havia chegado. Sucederam-se revoluções liberais e sociais em todo o mundo, sendo a Revolução Francesa base de ideais e movimentos até hoje.


Fonte: wikipédia

terça-feira, 4 de julho de 2017

O 4 de Julho e a Independência dos Estados Unidos





A Independência dos EUA pode ser definida como uma separação justamente quando a Inglaterra se propôs a ser uma metrópole no estilo clássico. Até aquele momento, as terras na América no Norte pouco interessavam aos ingleses, que estavam envolvidos em conflitos internos. A metrópole se fazia distante e as treze colônias tinham certa autonomia. Porém a partir do século XVIII, a Inglaterra se organizou em uma monarquia constitucional e se propôs exerceu o “pacto colonial”.

Passou a cobrar impostos das treze colônias do norte como quando estabeleceu a Lei do Açúcar em 1764; a Lei do Selo em 1765, que taxava jornais, cartazes e documentos públicos e os Atos Townshend em 1767, que taxava os vidros, os corantes e o chá. Mexer com o chá de descendente de ingleses, ainda que morassem na América, foi complicado. Os colonos se revoltaram. Em 1773 jogaram todo o carregamento de chá de navio britânico no mar em Boston. A metrópole reagiu e decidiu cobrar o prejuízo. Além disso, passou a interferir bem mais na vida das treze colônias, com medidas como, por exemplo, restringir o direito de reuniões.



A rigor não havia uma união nem um sentimento nacional antes da emancipação. As treze colônias tinham somente um sentimento antibritânico. O Norte e o Sul sempre tiveram grandes diferenças políticas. Contudo, as elites locais perceberam que a metrópole estava prejudicando seus interesses econômicos. Isto, aliado ao medo de que as camadas mais pobres das sociedades e os escravos decidissem lutar pela emancipação e pela liberdade, fez com que as classes altas das treze colônias se unissem no objetivo da independência.

Impossível não abordar a influência das ideias iluministas para a independência dos EUA. Homens como Thomas Paine, Thomas Jefferson, George Washington e Benjamin Franklin haviam lido John Locke. Com isso, se apropriaram de certas propostas como o direito à liberdade, à rebelião e à resistência contra a tirania. Colocar estas ideias no contexto de combate à dominação inglesa não era muito difícil.

                                                      George Washington

O Congresso da Filadélfia decidiu pela separação em 2 de julho de 1776 e dois dias estava pronta a Declaração de Independência, na qual é muito evidente a influência do “pensamento ilustrado”. A crítica ao rei inglês e à metrópole, assim como a opção pela liberdade das colônias são bons exemplos disso.

Em 1790 era apresentada a Constituição dos EUA, que teve as famosas dez emendas, chamadas Bill of Rights, acrescentadas no ano seguinte. Propunha uma nação federalista, ou seja, com autonomia para cada estado. O poder seria dividido entre Executivo, Legislativo e Judiciário, tal qual fora proposto por Montesquieu. Era dada a liberdade de expressão, de imprensa e de religião, todos teriam direito a um julgamento público.

Contudo, apesar de representatividade popular, a maioria do povo do novo país não tinha participação política. O processo de independência foi levado a cabo por comerciantes, latifundiários e intelectuais urbanos, uma elite que já existia nas treze colônias. Como cada estado tinha o direito que organizar suas eleições e legislação, muitos ficaram fora da concepção de “We the People of the United States”.


Além disso, a escravidão não fora totalmente abolida. Esta detestável forma de trabalho só foi acabar nos EUA em 1865.

Fonte: História é Vida.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

A última execução pública através da guilhotina.



Ele definitivamente não era um injustiçado: numa carreira que começou com pequenos golpes e evoluiu para sequestro e latrocínio, Eugen Weidmann havia deixado cinco mortos, todos assassinados friamente por dinheiro. O método também não era exatamente cruel: a guilhotina pode ser tétrica de assistir, porém o consenso entre os médicos era que a morte se dava de forma instantânea e indolor.

Eugen Weidmann

Mas havia a multidão. A prisão – à qual ele reagiu e feriu um policial – e o julgamento de Weidmann e sua gangue haviam causado furor nos jornais parisienses. Assim, quando um grupo se juntou na Rua Georges Clémenceau, em Versalhes, seu espírito não era de reflexão sombria sobre a força da lei. Eles assoviavam, cantavam e provocavam o condenado. Quando a cabeça rolou, alguns se aproximaram com lenços para molhar com o sangue, e levar como suvenir. Fato curioso: detrás da janela de um apartamento próximo, aos 17 anos, o ator britânico Christopher Lee (famoso como Drácula e Saruman) presenciava a execução.

    Preparando o aparelho para execução.


O presidente Albert Lebrun considerou o espetáculo deprimente: a ideia de uma execução pública era inspirar medo e respeito à lei na população. Convencido de que não era definitivamente o caso, revogou as execuções públicas. Dentro dos muros, condenados continuariam a ser guilhotinados na França até 1977, com a execução do estuprador e assassino Hamida Djandoubi. A pena de morte seria abolida em 1981.


Fonte: Aventuras da História



sexta-feira, 26 de maio de 2017

Conheça os brasileiros que salvaram perseguidos pelo nazismo.



Os dois brasileiros contrariaram as ordens das circulares secretas do então presidente Getúlio Vargas e concederam centenas de vistos de entrada no Brasil a judeus e outros perseguidos pelo regime nazista de Adolf Hitler nas décadas de 1930 e 1940. Aracy Guimarães Rosa, funcionária do consulado em Hamburgo, na Alemanha, e Luis Martins de Souza Dantas, embaixador brasileiro em Paris, na França, hoje são lembrados como heróis nacionais reconhecidos internacionalmente.


Os nomes do “Anjo de Hamburgo” e do “Schindler brasileiro”, como eles ficaram conhecidos, estão no Jardim dos Justos do Museu do Holocausto (Yad Vashem, em hebraico), em Jerusalém. Agora, os dois receberão homenagens em um evento que terá a participação da presidente Dilma Rousseff, convertendo-se assim, no primeiro reconhecimento – ainda que informal – do governo brasileiro aos ex-funcionários que salvaram vidas descumprindo ordens.

“A dimensão da tragédia entre 1939 e 1941 já estava de tal forma explícita no cotidiano da população que ambos tiveram uma sensibilidade fora do comum diante do que estavam observando, que era a expressão máxima do totalitarismo”, afirma a historiadora Maria Luiza Tucci Carneiro, da Universidade de São Paulo (USP). A partir da abertura dos arquivos do Ministério das Relações Exteriores, a professora descobriu a história dos heróis brasileiros relatada em seus livros O antissemitismo na era Vargas (1987) e Cidadão do Mundo (2009).

“Eles defenderam que não estavam lidando apenas com papéis ou categorias de vistos, mas sim com seres humanos”, diz a historiadora. Segundo ela, em um dos telegramas enviados por Souza Dantas e que faz parte do inquérito sobre a concessão de vistos que contrariavam as circulares secretas, o diplomata dizia estar diante de pessoas “à beira do suicídio”.

As circulares do governo de Getúlio Vargas também foram descobertas pela professora Maria Luiza Tucci Carneiro em consultas aos arquivos do Itamaraty. Entre as alegações para impedir a entrada de judeus no Brasil, estavam as de que se tratavam de “pessoas perigosas para a segurança nacional” e que “não interessam à composição da raça brasileira”. Os documentos assimilavam, inclusive, a terminologia do nazismo, afirmando que os judeus não eram bem-vindos porque não eram arianos.

Na época, 99% da diplomacia brasileira endossavam as circulares secretas antissemitas do governo, segundo a professora. Atitudes como a de Aracy e Souza Dantas são exceções, mas a historiadora acredita que pode haver outras pessoas que, de dentro das embaixadas e consulados brasileiros, ajudaram a salvar vidas com ações semelhantes. “Encontrei três nomes sobre os quais há indícios de que também eram sensíveis à questão judaica”, afirma.

Anjo de Hamburgo


As atitudes heroicas de Aracy Moebius de Carvalho Guimarães Rosa (1908-2011) renderam à ex-chefe do setor de passaportes do Consulado do Brasil o apelido de “Anjo de Hamburgo”. Ela trabalhou junto com o escritor João Guimarães Rosa, com quem se casaria depois, quando ele era cônsul adjunto em Hamburgo, na Alemanha. Segundo Maria Luiza Tucci Carneiro, não há provas de que o escritor sabia que Aracy concedia os vistos contrariando as ordens do governo, mas “algumas passagens mostram que ele era sensível à questão”.

Aracy chegou a transportar pessoas em seu próprio carro até a fronteira, segundo seus relatos. Aos que procuravam o consulado para tentar fugir para o Brasil, ela emitia um novo documento com nomes falsos. “Outra forma muito usada era emitir o visto como católicos”, diz a historiadora.

Aracy Moebius de Carvalho Guimarães Rosa

O advogado Eduardo Tess Filho, neto de Aracy, conta que a avó sempre foi muito discreta sobre suas atitudes heroicas mesmo após voltar ao Brasil, em 1942. “Só fui conhecer essa história com 19 anos”, conta Tess, 57 anos. “Ela fez o que fez não para ser homenageada, fez porque acreditava que era o certo”, explica. Aracy morreu em 2011 aos 102 anos. Em vida, viu seu nome ser grafado no Jardim dos Justos, em Israel, um reconhecimento lembrado com orgulho pela família.

Schindler brasileiro

Luís Martins de Souza Dantas 

O chefe da missão diplomática brasileira na França, Luís Martins de Souza Dantas (1876-1954) concedeu pelo menos 800 vistos para salvar a vida de perseguidos por Hitler, segundo as contas do escritor Fábio Koifman, no livro Quixote nas trevas . Pela atitude, Souza Dantas é frequentemente citado como “Schindler brasileiro”, em referência ao empresário alemão Oskar Schindler, que salvou 1.200 judeus do Holocausto.

Dos vistos concedidos pessoalmente pelo embaixador, mais de 400 foram para judeus. Os demais foram para integrantes de outros grupos perseguidos, como homossexuais, ciganos, negros ou ativistas de esquerda. Ele executou o trabalho até a invasão alemã à embaixada brasileira, quando o País se uniu aos Aliados durante a Segunda Guerra Mundial, pouco antes de ser descoberto pelo governo Vargas e virar alvo de um inquérito administrativo do Itamaraty.



“Ele voltou para o Brasil discretamente, quando deveria ter sido recebido aqui como herói de guerra”, defende Maria Luiza Tucci Carneiro. “As homenagens que ele recebeu em 1944 foram constrangedoras e incômodas para o governo Vargas”, conta. Souza Dantas foi o primeiro brasileiro a discursar na ONU, mas o convite foi feito sem citar os atos heroicos em prol dos judeus. Ele foi convidado como diplomata sobrevivente do nazismo.


Fonte: Terra